Hulk Contra o Mundo #1

June 1, 2008

Ele voltou. Após ser mandado para o espaço por aqueles que julgava serem seus amigos, o Hulk volta à Terra cheio de fúria.

World War Hulk foi publicada nos Estados Unidos em cinco edições. Aqui, sairá em seis – e a primeira edição já está nas bancas. Mas longe de ser sacanagem da Panini; ao contrário: nessa, a editora traz, além de uma bela retrospectiva da minissérie, uma entrevista bacana com Greg Pak, que transformou o Verdão num personagem interessante novamente, após sei lá quantos anos.

Hulk Contra o Mundo: o Quebra-Mundos serve como um prólogo da mini: na nave que o traz de volta à Terra, o Hulk tenta controlar sua fúria auxiliado por Hiroim, um de seus companheiros do Pacto de Guerra. E se tu gostou de Planeta Hulk e suas intermináveis batalhas no planeta Sakaar, te prepara, que Hulk Contra o Mundo vai trazer pancadarias nunca vistas.

Imagine um Hulk mais furioso do que o normal, buscando a vingança acima de tudo daqueles que o enviaram a um planeta desconhecido, que o expuseram a uma violência insana e brutal e que, ainda por cima, acabaram por assassinar sua mulher e filho, que estava em seu ventre. Mais: imagine John Romita Jr. desenhando como nunca, e tu vai ter uma idéia do que vem por aí.

O pau vai comer.

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Por que comprar?
Porque o Hulk voltou a ser um personagem bacana. Vem filme novo por aí, recém acabou uma saga imensa e esta mini vem para mudar de vez a vida do personagem.

Por que não comprar?
Porque, pra sacar a história, tem que ter lido Planeta Hulk. Sem isso dá pra curtir, evidentemente, mas não vai ser a mesma coisa.

Relação Custo/Benefício
Boa, enfim, pela importância da história.

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Hulk Contra o Mundo #1
World War Hulk Prologue: World Breaker
Panini, 52 pág.
R$ 5,90


Os melhores dos piores

May 3, 2008

Pois o Marlo me passou uma daquelas listas típicas de blog realmente sensacional. A idéia é listar cinco filmes que tenham sido malhados pela crítica ou ignorados pelo público. Francamente, não sei se algum dos meus atende às exigências, mas duvido que algum deles tenha recebido sequer um único elogio da crítica especializada. Até porque estão longe de ser belos roteiros com fantásticas atuações e o Scorsese na direção.

Um Tira da Pesada
Beverly Hills Cop, 1984

O filme que eu mais vi na vida. Sério. Absolutamente sensacional, tem o Eddie Murphy aparecendo pro mundo, com a clássica cena da banana e o discurso anti-racismo no hotel mega-chique. Não tenho em DVD, mas sempre que posso eu vejo. Até porque a graça maior está na dublagem da Globo.

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Comando para Matar
Commando, 1985

“Lembra quando eu disse que iria te matar por último?… Eu menti.” Vai dizer que não é uma das melhores quotes de todos os tempos? Aqui, o Schwarza mata 400 mil pessoas e atravessa um descampado sem levar um tiro sequer, mas é ferido brutalmente pelo seu inimigo mortal, Bennett (”John… eu estarei esperando!”). Tudo para proteger sua filhinha, Alyssa Milano (hoje, uma gostosa tetuda). Quem não viu esse filme na Sessão da Tarde não sabe o que é infância.

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O Grande Dragão Branco
Bloodsport, 1988

Falando em quotes… este, sem dúvida, tem algumas das melhores. Em inglês e em português. Tipo quando o Van Damme treina quebrando tijolos e o Chong Li diz: “Good. But the brick don’t hit back”. Genial. E tem mais: Frank Doux e Chong Li se encontram na grande final… e o china desafia: “Você quebrou meu recorde… Agora eu vou quebrar você… Como quebrei com seu amigo.” Gah!, morri. Aliás, vamos combinar: o belga bem que dá seus espacatos, mas quem detona mesmo é o Bolo Yeung, que tinha 50 anos quando fez o filme.

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Caçadores de Emoção
Pointbreak, 1991

Grande Keanu Reeves!… Quer dizer, grande Patrick Swayze! Além de cantar “She’s like the wind”, o galã fazia das suas na telona. Há quem adore Dirty Dancing, mas bom mesmo é este aqui, onde ele é chefe de uma gangue de assaltantes de banco surfistas (sic!) de cabelo parafinado e o Keanu é um policial novato apaixonado por uma mocréia. Pra mim, um dos melhores filmes ruins de todos os tempos. E, pra alegria do Tiagón, tem o Gary Busey.

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Velocidade Máxima
Speed, 1994

Termino a lista com mais um clássico: sou fã de carteirinha do primeiro filme do Jan DeBont. Acho a edição desse filme fantástica e a trilha sensacional. Tem a Sandra Bullock gracinha e o Dennis Hopper em mais um papel de louco desvairado. A cena do ônibus saltando o vão da ponte é antológica.

Enfim… aí estão meus cinco grandes péssimos filmes. Tenho, agora, que agradecer ao Marlo por ter tirado o Mondo Kicha do total esquecimento e listar os cinco figuras que continuarão esta lista espetacular ad aeternum.

São eles: Fer, Teco, Menezes, Tiagón e, claro, Mestre Chang (pra devolver pro local de origem).

Divirtam-se!


Mais um dia, apenas

February 16, 2008

Muito ouvi falar do arco que enfureceu os fãs do aracnídeo nos Estados Unidos e que causou um grande desentendimento entre J. Michael Straczynski, escritor, e Joe Quesada, ilustrador e Editor-Chefe da Marvel. Pois ontem à noite baixei os scans e li as quatro partes de One More Day.

Antes de mais nada, preciso confessar: eu gostei. Assim como havia gostado de Pecados Pretéritos, outro arco odiado pelos fãs, que não digeriram bem a história dos filhos de Gwen Stacy, cujo pai era ninguém mais, ninguém menos que… Norman Osborne. Pois é.

Acontece que, como história isolada, One More Day é muito boa. Mesmo. Strackzynski a escreve muito bem, enquanto Quesada desenha como se há anos esperasse pela oportunidade de contá-la – o que, em parte, é verdade, visto que o todo-poderoso da editora já havia dito, mais de uma vez, que achava o casamento de Peter com M.J. um grande equivoco.

“O que você faria… se tivesse apenas… mais um dia?” pergunta a capa de The Amazing Spider-Man #544. Tia May está no hospital, vítima de um tiro destinado a Peter, por um assassino enviado pelo Rei do Crime. Pra quem (como eu) já sabe o que vem pela frente, é fácil perceber, desde o início, as pistas deixadas por Strackzynski e Quesada.

“Eu daria qualquer coisa, faria qualquer coisa para trazê-la de volta” pensa nosso desesperado herói. “Eu encontrarei um jeito de salvar tia May nem que isso signifique atacar os portões do inferno eu mesmo” promete Peter, depois de lutar com Tony Stark e partir para a mansão de Stephen Strange, em busca de uma solução fantástica (no sentido literal da palavra) para a situação.

Entra em campo, então, uma menininha ruiva que promete ajudar nosso herói – e se tu não descobriu de cara quem ela é… francamente. Atordoado, Peter a segue e encontra outro personagem misterioso – e se tu também não descobriu de cara quem ele é… francamente! A jornada prossegue, e entra em campo um terceiro personagem misterioso – e se tu não descobriu de cara quem ele é… fala sério!, esse é o primeiro gibi que tu tá lendo, é?

Acha que acabou? Ainda há tempo para mais um personagem misterioso, dessa vez uma mulher. E é ela quem trata de apresentar a Peter quem ele acabou de conhecer: versões suas de vidas possíveis. Em uma delas, ele se afasta da sociedade e vai viver suas fantasias desenhando jogos para videogames, quando pode extravasar seu ressentimento. Em outra, ele se torna milionário quando parte em busca de reconhecimento, para esfregar seu sucesso na cara de seus ex-colegas. Em ambas, Peter não é picado pela aranha radioativa.

Então, o último personagem se revela e a mulher se transforma em Mefisto, o senhor das trevas – e, francamente, só vai se surpreender quem não entendeu as dicas das edições anteriores (lembra?).

Pois Mefisto se revela prometendo salvar a vida da tia May. “E, em troca, você quer minha alma, é isso?” pergunta um desafiador Peter. “Nao”, responde o capeta. “Eu quero seu amor… eu quero seu casamento.”

(Sim, isso mesmo. Quesada encarnou o próprio demo pra colocar um fim naquilo que acreditava ser uma grande cagada na cronologia do herói.)

Em troca da vida tia May, Mefisto exige que Peter abra mão de sua vida com Mary Jane. E dá, ao casal, somente mais um dia para que ele(s) tome(m) sua decisão. “Você não lembrará dessa barganha… Mas haverá uma parte de sua alma que saberá o que você perdeu… e minha alegria será ouvi-la gritando através da eternidade…”

Sim, que horror.

Horror mesmo, mas Quesada, o mentor do arco, fez questão de pensar em tudo. Porque, mesmo quando Peter e M.J. se questionam sobre se essa, enfim, não seria a hora da tia May, nosso herói faz questão de dizer que nunca se perdoaria por ela ter levado o tiro em seu lugar. Que não poderia conviver com o fato de que ela morrera por sua causa (assim como o tio Ben e Gwen Stacy).

A partir de então, o que poderia virar uma bobagem sem fim se transforma em uma das mais emocionantes histórias do Homem-Aranha em todos os tempos. E aí a dupla dá um show.

Toda a seqüência em que Mary Jane e Peter passam a noite juntos, abraçados, pensando no que fazer, é memorável (e há um quadro, ou página, particularmente, que ficará na memória por muito, muito tempo). A arte de Quesada está digna de reverência. O texto (ou a falta dele) de Strackzynski está impecável. E o resultado é de alto nivel.

“Seja o herói” diz ela.
“Faça” diz ele.

E pronto. Está feito. Não sem antes uma dose extra de sofrimento, quando Mefisto revela que a garotinha nada mais era que a filha do casal que nunca existirá, pois, daquele momento em diante, Peter renunciou à sua vida com M.J. para salvar a pessoa que mais ama no mundo.

Ainda há tempo de uma última participação da ruiva, em mais um momento brilhante de Strackzynski: “eu sei, em meu coração, que você e eu sempre fomos feitos para ficarmos juntos… Nós vamos achar um ao outro novamente, e nós ficaremos juntos novamente”. Realmente, um final muito bonito para uma história muito bacana, e é difícil não se emocionar com a leitura.

E é assim que voltamos ao tempo em que Peter Parker morava com a tia May, era colega de Flash Thompson e Harry Osborne estava vivo (pois é). Francamente, há uma série de motivos para odiar Onde More Day e, pricipalmente, Joe Quesada. Mas a reformulação na vida do Homem-Aranha abre tantas possibilidades, que o jeito é aproveitar essa que, sem dúvida, é uma das grandes histórias do herói.

Aproveitar, e saudar um grande novo dia.

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O QUÊ: One More Day
COTAÇÃO: interessante
ONDE: em scans, baixada da internet


Muita chuva, muito trabalho, muitos gols

February 11, 2008

Em Porto Alegre, chove sem parar. Em Pelotas, o Colorado fez 5 a 0 no nosso querido Xavante, e o Abel voltou a ser aclamado como grande treinador pela imprensa bipolar do Rio Grande do Sul.

O fim de semana foi de trabalho, muito trabalho. Sábado e domingo na agência, trabalhando num grande projeto. Na real, eu nem precisaria estar junto, mas quando tu convoca o pessoal pra trabalhar nos únicos dias de folga depois de uma semana hard, o mínimo que tu pode fazer é estar presente pra dar apoio e ficar disponível pra qualquer dúvida. Certo?

Vi Planeta Terror e me diverti. Nada demais, mas me diverti. Vi Sweeney Todd e achei pouco. Fiquei um tanto decepcionado. (Pois é, não é o nosso musical, né, Teco?, mas podia ser mais bacaninha.)

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Pra completar, morreu um cara muito legal, Roy Scheider. Fica a reverência, de um dos grandes filmes da Humanidade, certamente um dos melhores finais de filme de todos os tempos:

“— Bye bye life.”


Filmes do findi

February 10, 2008

Início de ano, época de Oscar. Época em que eu e a Fer mais vemos filmes, seja no cinema, seja baixado da internet. E como eu vou trabalhar todo o domingo, acho que dá pra comentar, já, sobres os filmes do fim de semana.

Eu tava quanse saindo da agência, sexta-feira, quando um colega comentou que estava fazendo uma cópia de Planeta Terror. Como não consegui ver nos cinemas, copiei pra mim também e vi logo que cheguei em casa.
É tudo o que eu esperava. Gore total, com muito sangue, fraturas e cabeças explodindo. Um víruas, arma química ou seiláoquê transforma a população da cidade em zumbis, e só os mais espertos sobreviverão. Entre eles, Cherry (Rose McGowan, delicious) e seu ex-namorado, El Wray.
O lance é entrar no clima, se divertir e esperar o momento em que a gostosa tem uma metralhadora/lança-mísseis implantada no lugar da perna devorada num ataque de zumbis. Pura doença.

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O QUÊ: Planet Terror (Planet Terror)
COTAÇÃO: legalzinho
ONDE: no DVD, baixado da internet

Meus olhinhos brilharam na primeira vez em que vi o trailer e percebi que era um musical (pois é, não saber nada sobre os filmes tem suas vantagens). Fiquei ansioso pra ver este novo do Tim Burton com o Johnny Depp como um barbeiro que quer vingança pelos 15 anos em que passou na prisão, afastado de sua mulher e filha.
O filme até que é legalzinho, mas não me fez morrer de amores. Ao contrário, fiquei bem decepcionado. A direção de arte do Dante Ferretti é bala, óbvio (e não tinha como ser diferente), mas o filme não engrena em momento nenhum. Não me emocionou, não me empolgou, não me nada.
Achei meio blé, na real.

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O QUÊ: Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street)
COTAÇÃO: decepcionante
ONDE: nos cinemas


Filmes do Carnaval 4

February 6, 2008

Mais uma cinebiografia, dessa vez da cantora Edith Piaf, numa interpretação monstro de Marion Cotillard. É um Ray de saias, como disse a Fer (ou um Seabiscuit, de tanto que a mulher sofre).
A fórmula está toda ali: infância sofrida, doença, morte na família… Enfim, o Oscar só não está garantido porque ela e o filme são franceses.

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O QUÊ: Piaf – Um Hino ao Amor (La Môme)
COTAÇÃO: interessante
ONDE: no DVD, baixado da internet

O último filme do Carnaval é um bang-bang clássico, com mocinho, bandido, filho de mocinho e final emocionante. Os Indomáveis tem um Russel Crowe excelente como o bandidão que é capturado e tem que ser colocado no trem que sai às 3h10min para a prisão de Yuma (entendeu o nome do filme, agora?).
Sessão da Tarde de primeira, dá pra se divertir bastante. Aconselho.

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O QUÊ: Os Indomáveis (3:10 to Yuma)
COTAÇÃO: diversão de primeira
ONDE: no DVD, baixado da internet


Filmes do Carnaval 3

February 5, 2008

Belo cartaz pra um filme que, convenhamos, é um pé-no-saco. São duas horas e pouco, mas parece que tu tá assistindo a todos os senhores dos anéis de uma vez só.
O filme, pra quem ainda não sabe, é uma cinebiografia do Bob Dylan, que percorre os anos apresentando suas diversas personas, incorporadas por Cate Blanchett (genial), Christian Bale (ótimo), Heath Ledger (muito bom), Richard Gere (blé) e um gurizinho lá que nunca ouvi falar.
O recurso, na real, é muito bacana. Mas o filme… bah, não dá. Os fãs do Vincent Price que me perdoem, mas… não dá, desculpa.

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O QUÊ: Não estou Lá (I’m not There)
COTAÇÃO: um saco
ONDE: no DVD, baixado da internet

Fui pro cinema esperando ver a melhor coisa desde pão fatiado, mas aí lembrei que era um filme dos Irmãos Coen e que eu nunca gostei muito deles, mesmo.
Peraí, eu não disse que o filme é ruim. Mas, também, tá longe de ser essa maravilha toda que falam. Até me fez repensar a nota que dei pra O Assassinato do Jessé pelo Covarde Giliard (que merece, mesmo, ser (re)visto na tela grande).
Da história não tem muito o que dizer. Um texano infeliz (o onipresente Josh Brolin) encontra uma maleta cheia de grana em meio a uma chacina e resolve ficar com ela. Péssima idéia, claro, e quem vai atrás do cidadão é um psicopata completo (Javier Bardem, a caminho do Oscar). Acompanhando tudo está o xerife Bell (Tommy Lee Jones, muito bom), velho, cansado e de saco cheio de tudo isso.
Enfim, o filme é bom, mas não é aquilo tudo que dizem. Vale a sessão, igual.

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O QUÊ: Onde os Fracos não têm Vez (No Country for Old Men)
COTAÇÃO: muito barulho por nada
ONDE: nos cinemas


Filmes do Carnaval 2

February 4, 2008

Fazia tempo que eu queria conferir o desenhinho que aparece em 9 entre 10 listas de melhores do ano passado. Pois Brad Bird conseguiu mais uma vez. Nunca vi O GIgante de Ferro, mas adoro Os Incríveis, que acho… bem, incrível, com todos aqueles movimentos de câmera impossíveis.
Com Ratatouille o cara se superou. Não só Paris é linda também em desenho, como diz a Fer, mas tudo é muito perfeito. Da câmera ágil que acompanha os passos de Remy à fotografia absurda (engraçado como não se fala muito disso sobre os desenhos da Pixar, que parece ter uma preocupação gigante com esse tipo de detalhe).
Enfim, a historinha do rato que quer ser chef é muito legal, e Michael Giacchino mais uma vez faz uma baita trilha (será que agora ele leva o Oscar?).

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O QUÊ: Ratatouille (Idem)
COTAÇÃO: excelente
ONDE: no DVD, baixado da internet

Filme chato, hein? Sério. Mas não por ser ruim, mas por ser deveras… pretensioso. É tudo muito arrastado, o Brad Pitt tá fora do tom, o filme parece que não vai acabar nunca (e, na boa, a primeira hora equivale a umas três sessões). Fiquei com a impressão de que o diretor quis homenagear um (ou vários) dos seus diretores favoritos, e aí resolveu inventar onde não sabia. Visse uns episódios de Deadwood e tudo se resolvia.
Uma pena, porque o Casey Affleck está realmente muito bom (embora over algumas vezes) e a fotografia chegue a ser um insulto pela qualidade absurda. Veja a cena noturna do assalto ao trem e a gente volta a conversar.

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O QUÊ: O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford)
COTAÇÃO: pretensioso demais
ONDE: no DVD, baixado da internet


Filmes do Carnaval 1

February 3, 2008

Mais uma parceria entre David Cronenberg e Viggo Mortensen, mais um grande filme. Em Senhores do Crime (péssima tradução para Eastern Promises), Mortensen é Nikolai, motorista de uma família pertencente à máfia russa – papel pelo qual concorre ao Oscar.
Difícil falar do filme sem entregar alguma coisa importante, mas vou tentar: na trama, Nikolai é o fiel escudeiro do filho (Cassel) do chefe da família que acaba por se envolver com uma enfermeira (Watts) que investiga a morte de uma menor, vítima de estupro. Pronto. Acho que mais do que isso não posso dizer.
Posso, sim, afirmar que a indicação de Mortensen, vulgo Lalin, é justíssima. O cara está fantástico, ao ponto de ofuscar completamente a presença de atores mais famosos. Somente a sua interpretação já valeria a sessão.

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O QUÊ: Senhores do Crime (Eastern Promises)
COTAÇÃO: ótimo
ONDE: no DVD, baixado da internet

A estréia de Sarah Polley não poderia ser melhor: a atriz escreve e dirige este Longe dela, que fala de um assunto bastante atual: o Mal de Alzheimer.
E não é apenas a sempre bela Julie Christie que está espetacular (em uma atuação que deve lhe render uma estatueta dourada); também Gordon Pinsent, que faz o seu marido, está fantástico.
Belíssimo filme, sensível, emocionante e que revela um escritora-diretora que promete. Recomendadíssimo.

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O QUÊ: Longe dela (Away from Her)
COTAÇÃO: promissor
ONDE: no DVD, baixado da internet


Imensidão branca

February 1, 2008

Um dos nossos clássicos programas de fim de semana é ir pro Bourbon Country e passar horas na Livraria Cultura, tomando um cafézinho e lendo. Numa dessas, fui passar os olhos na prateleira de encadernados e me deparei com este Whiteout: Morte no Gelo, do Greg Rucka, um dos meus escritores favoritos da atualidade.

A história se passa na Antártida, e “whiteout” se refere à brancura total resultada das violentas tempestades de neve na região. O thriller de Rucka, que manda muito bem no assunto (vide todos Gotham City contra o Crime), envolve um assassinato misterioso, uma agente federal e um clima extremamente opressivo com o frio absoluto em uma região inóspita. Lá fora, Whiteout foi lançada em uma série 4 partes. Aqui, está sendo lançada em um encadernado de 128 páginas, com preço bem acessível.

Provavelmente, na cola do filme, que será dirigido por Dominic Sena (quem?) e estrelado por Kate Beckinsale. Tá certo que ela não convence como policial-quase-gordinha-e-um-tanto-lésbica, mas não dá pra negar que se puxaram pra fazer um cartaz muito igual a uma das capas da edição original:

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O QUÊ: Whiteout: Morte no Gelo (Whiteout)
COTAÇÃO: deveras interessante
QUANTO: R$ 25,00 (justo)