Kicha

Archive for July, 2007

100 Balas

In Comics on July 17, 2007 at 21:45

Sabe aquela série da qual tu ouve falar muito bem mas não tem a oportunidade de acompanhar, por motivos diversos? Uma delas, pra mim, sempre foi esta 100 Balas, que eu viria a conhecer graças à Pixel.

Atire primeiro, pergunte depois foi um dos primeiros lançamentos da editora, lá em maio. Esta edição traz os três primeiros números do título original, além de uma one-shot publicada em uma antologia da Vertigo.

Após três anos confinada, Dizzy deixa a prisão ainda marcada por uma tragédia pessoal: seu bebê e seu marido, Hector, foram assassinados à sangue-frio por uma gangue rival.

Ao menos, é o que ela pensa.

A caminho de casa, Dizzy é abordada por um estranho que lhe diz que ambos foram mortos por uma dupla de policiais corruptos. O Agente Graves lhe entrega uma maleta com uma arma, 100 balas impossíveis de rastrear, além de provas irrefutáveis de que sua afirmação é a mais pura verdade.

E mais: Graves garante que, caso resolva tomar alguma atitude a partir do conteúdo da maleta, Dizzy terá carta-branca.

Se Dizzy vai ou não se vingar, tu só vai descobrir lendo Atire primeiro, pergunte depois.

Certamente uma das melhores séries policiais dos últimos anos, 100 Balas não é aclamada ao acaso. Os vários prêmios recebidos, entre eles o Eisner, se justificam por completo.

Vá até a banca mais próxima e boa leitura!

—–

Por que comprar?
Porque a edição da Pixel é bem acessível.

Porque não comprar?
Porque a série já vem sendo publicada pela Opera Graphica em edições caprichadas, com capa dura e tudo mais.

Relação Custo/Benefício?
Muito bom. O preço pode não ser o melhor pra uma revista de menos de 100 páginas, mas o conteúdo vale muito à pena. Sem contar, é claro, que sempre é bom dar uma força pra Pixel nesse início de trabalho.

—–

Atire primeiro, pergunte depois
100 Bullets #1-#3
100 Bullets: Silencer Night

De Brian Azzarello e Eduardo Risso
Pixel Media, 84 pág.
R$ 8,90

Authority apresenta

In Comics on July 16, 2007 at 00:25

Assim como eu faço questão de elogiar a Pixel quando os caras publicam coisas sensacionais, vou chutar o balde quando eles fizerem besteira. Então, aí vai o aviso: não compre esta revista.

Pronto. Agora que já chamei tua atenção, vou explicar melhor: Authority é uma das melhores séries dos últimos anos, foi criada pelo Warren Ellis, que escreveu os primeiros números, depois passou pelas mãos do Mark Millar e, agora, está com Grant Morrison. Ou seja, a Pixel tem muita coisa boa pra publicar por aqui. E o que eles fazem? Escolhem dois especiais sem pé nem cabeça que sequer fazer parte da cronologia oficial do grupo.

Sabe quando um treinador resolve colocar em campo três zagueiros achando que tá fortalecendo a defesa? Aquela coisa de só ter zagueiro ruim e achar que tá resolvendo o problema colocando três pra jogarem juntos, e não apenas dois? Sem se ligar que ele está apenas piorando o problema, já que são três caras ruins garantidos no time? Pois parece que a Pixel pensou assim. Achou que, colocando duas historinhas meia-boca numa revista, teria uma edição decente.

Mas não. Apenas fez uma edição ruim.

Na primeira história, A Noite do Demônio, a Balsa é atacada por zumbis, enquanto uma embarcação soviética ataca São Petersburgo. No mesmo momento, um homem chamado Adam Bomb, que deveria estar morto, reaparece no Novo México. O roteiro é quase incompreensível, os desenhos deixam muito a desejar e a história termina do nada, sem mais nem menos.

A segunda, ao menos, tem Garth Ennis e Glenn Fabry e traz um personagem bem divertido, um tal de Kev. Mas, também, é só isso. A história não passa de engraçadinha, divertidinha ou qualquer adjetivo similar. De tão metida à besta, de tão sem propósito, parece até que foi escrita pelo Daniel Way.

Enfim, a Pixel pisou na bola feio. Quando tu ver essa edição em banca, passa reto. Guarda teu rico dinheirinho que a editora tem muita coisa boa ainda pra lançar.

—–

Por que comprar?
Pra ter a coleção completa? Francamente, não sei.

Porque não comprar?
Porque é uma edição bem ruinzinha, as duas histórias são abaixo da crítica.

Relação Custo/Benefício?
Péssimo. A sensação é de ter jogado dinheiro fora.

—–

Authority apresenta: Kev + A Noite do Demônio
The Authority Annual 2000
De Joe Casey e Cully Hamner
The Authority: Kev
De Garth Ennis e Glenn Fabry
Pixel Media, 84 pág.
R$ 8,90

Terra Infernal

In Comics on July 8, 2007 at 22:40

Quando soube que a Pixel começaria a lançar muita coisa boa por aqui, esta foi uma das revistas que mais me chamou a atenção. Acompanho o Authority desde as primeiras edições lançadas pela Pandora Books. Comprei não faz muito o segundo encadernado da Devir, Sob Nova Direção e fatalmente devo comprar o primeiro, Sem Perdão.

Então, que quando vi este Terra Infernal na banca, meus olhos brilharam. Comprei sem nem folhear (como faço de costume). E não me arrependi nem um pouco. Ao contrário, aliás.

Vamos à história: subitamente, várias cidades ao redor do mundo começam a sofrer mudanças climáticas. Um tornado ataca Roma. Nova York é vítima de um maremoto. Em São Francisco, a lava de um vulcão em erupção toma as ruas. O Authority se desdobra para resolver a situação, enquanto, em Sydney, o Doutor de recupera de uma overdose de heroína.

A explicação para os eventos é encontrada em uma prisão situada 20 milhões de anos A.C., onde o antigo Xamã da Terra cumpre pena por genocídio. A culpa, entretanto, não é daquele que já foi um Doutor, mas do próprio planeta que, assustado com acontecimentos anteriores (leia o arco Trevas Cósmicas), resolve acabar com todos os problemas extingüindo a vida na Terra.

Assim, simplesmente.

Pode parecer bizarro, e é, mas não espere nada diferente vindo da mente insana de Warren Ellis. A primeira parte da história, ilustrada por Chris Weston, não é tão boa assim. Mas quando Frank Quitely assume os pincéis, a trama dá um salto de qualidade absurdo. E eu aviso: é impossível parar de ler antes de saber como a história termina.

Diferente de Planetary, que tem histórias fechadas em si que ligam-se umas às outras por detalhes, Authority costuma ter arcos de quatro partes e, por isso, deve ser lançada pela editora apenas em edições especiais. De um lado isso é bem ruim (pois temos que esperar uma nova edição sem a mínima previsão), mas, de outro, é muito bom, pois nos permite ler o arco inteiro de uma vez só.

Authority – Terra Infernal é um dos melhores lançamentos da nova safra advinda da Pixel. Se tu tiver a oportunidade de comprar, não vacile. É o tipo de gibi que dá gosto de ler.

E reler.

—–

Por que comprar?
Porque este é um grande título, que enfim chega por aqui de uma forma viável (e não em encadernados de mais de 40 reais).

Porque não comprar?
Porque, apesar de ser um arco completo, quem desconhece a história do grupo pode ficar levemente perdido e não aproveitar tanto assim.

Relação Custo/Benefício?
Se tu for comparar com as edições de 100 páginas da Panini, vai ver que o preço é bem maior. Mas, se é verdade que o que é bom custa caro, os preços praticados pela Pixel se justificam plenamente. Incluindo este.

—–

Authority – Terra Infernal
Authority #17 – #20
De Mark Millar, Chris Weston e Frank Quitely
Pixel Media, 100 pág.
R$ 9,90

Freqüência Global 1

In Comics on July 2, 2007 at 23:55

Um homem sofre convulsões no meio da rua. Ao ser abordado pelo Agente 288, John Stark, ele foge, sem rumo, espalhando Radiação Hawking pelo caminho e anunciando a iminente formação de um buraco negro.

Começa assim o primeiro número de Freqüência Global, mais uma genial criação de Warren Ellis. Se o Authority quer proteger o mundo a qualquer custo e o Planetary se propõe a descobrir a história secreta do mundo, aqui temos uma organização criada por causa “do lixo que a humanidade produz, das bombas que ainda não explodiram” – nas palavras de sua líder, Miranda Zero.

O homem em questão é Janos Voydan, um vestígio da Guerra Fria capaz de transportar uma ogiva nuclear de um abrigo na Rússia até o centro de São Francisco. E é tarefa da Freqüência Global, e de seus 1001 agentes ao redor do mundo, detê-lo.

Na grande confusão que sempre foi a publicação de quadrinhos ditos adultos no Brasil, Global Frequency chegou por aqui na virada de 2003 para 2004, pela falecida Pandora Books. Foram seis dos 12 números originais, que talvez tu encontre em lojas especializadas.

Vale muito a pena dar uma procurada. Essa, certamente, é uma das séries mais interessantes que já conheci.

—–

Freqüência Global 1
Global Frequency #1
De Warren Ellis e Garry Leach
Pandora Books, 28 pág.
R$ 7,90