Kicha

Archive for August, 2007

Marvel Max #47

In Comics on August 23, 2007 at 20:30

Algumas coisas me atraíram na hora de comprar esta revista. Já haviam me falado que Marvel Max estava boa novamente, que Nova Onda era muito bom e que o Justiceiro mantinha o nível. Esperei, então, as estréias de Hipérion vs. Falcão Noturno e de uma série nova do Brian Vaughan e resolvi encarar.

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Hipérion vs. Falcão Noturno
Squadron Supreme: Hyperion vs. Nighthawk #1
De Marc Guggenheim e Paul Gulacy

Eu ainda me espanto quando vejo o nome do Paul Gulacy nos créditos de uma HQ… francamente, quantos anos esse cara tem? Eu lia os gibis do Shang Chi quando criança, e eram histórias do anos 70!… Pelas fotos do site, ele deve ser cinqüentão… Mas isso não importa, porque Gulacy continua muito bom, ainda que eu ache que seu traço não combina nada com a colorização artificial de hoje em dia.

Já o nome do Guggenheim me foge à memória, não lembro de já ter lido algo dele. Se li, não me marcou. Assim como não me marcou este encontro/confronto entre Hipérion e Falcão Noturno. Apesar de ser uma história atualíssima, e de o escritor ter se preocupado com isso, em abrir os olhos do mundo para o genocídio do Sudão, o enfoque acaba ficando no conflito entre os dois heróis – uma imitação barata dos seguidos desentendimentos entre o Homem de Aço e o Homem-Morcego.

Bem razoável.

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O sangue que vem das pedras
The Hood #1

De Brian Vaughan e Kyle Hotz
Capítulo 1

Me animei muito ao ver que estrearia uma série do Vaughan, de quem sou fã por causa de Ex-Machina, e acabei me decepcionando. Bastante. O Capuz fala de um vagabundo que, ao tentar realizar um furto, se depara com um ritual e um ser misterioso, de quem rouba o manto e as botas, aparentemente mágicos.

Sei que a sinopse não ajuda, mas é o que consigo dizer deste primeiro número. Isso, e que os desenhos de Kyle Holtz estão realmente abaixo da crítica.

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Nova Onda: Agentes do O.D.I.O.
Nextwave #4
De Warren Ellis e Stuart Immonen

Menos mal que, na seqüência, vem uma história bem divertida. Eu, que estou acostumado com o Ellis tecnológico de Authority, Planetary e Freqüência Global, me surpreendi com o bom humor da série. O traço despojado de Immonen também ajuda, e Nova Onda se torna diversão de primeiríssima.

O enredo? Ah, o enredo é o que menos importa, vai por mim.

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Os escravistas
Punisher MAX #25

De Garth Ennis e Leandro Fernandez
Parte 1

Eis o bom e velho Justiceiro que a gente aprendeu a admirar. Parei de ler por um tempo, mas nem parece. Ennis sabe o que faz, e parece ter encontrado o personagem perfeito em Frank Castle.

Aqui, inicia um novo arco, Os escravistas, focado no comércio de escravas brancas. A última frase, do último quadro, dá bem o tom da história:

– Quando Vorica terminou, eu sabia que muitos homens teriam que morrer.

Sentiu?

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Por que comprar?
Porque o mix continua bom.

Porque não comprar?
Porque, mesmo que o mix seja bom, não há um título essencial em Marvel Max. Há histórias boas, sim, mas nada que mude a tua vida.

Relação Custo/Benefício?
Olha… Pra quem tem vivido dos lançamentos da Pixel, o preço de capa tá muito bom.

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Marvel Max #47
Panini, 100 pág.
R$ 6,90

Astro City – A Primeira Família

In Comics on August 22, 2007 at 19:45

Astra é a caçula da Primeira Família – uma clara alusão ao Quarteto Fantástico. Criada desde sempre entre os membros da superequipe, a menina nunca viu TV, nunca foi ao colégio, nunca pulou amarelinha… ou seja, nunca viveu como uma criança normal. Compreensível, já que Astra é a mais poderosa (e famosa) menina de 10 anos do mundo.

A graça de Astro City está justamente no fato de que os super-heróis fazem parte da paisagem da cidade. Busiek criou um universo muito interessante, em que os heróis são vistos como pessoas normais e podemos acompanhar suas alegrias e tristezas, conflitos internos e, claro, os enfrentamentos com super-vilões.

Apesar disso, a premissa deste A Primeira Família, o foco na garotinha que quer apenas ser uma criança como as outras, não é interessante o suficiente para gerar uma one-shot. Fosse parte de um encadernado e talvez ganhasse mais força. Sozinha, entretanto, é apenas uma leitura rápida e pueril.

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Por que comprar?
Porque, bem ou mal, Astro City é uma ótima série, bem diferente do que a gente vê em banca diariamente.

Porque não comprar?
Porque, apesar disso, não é uma grande história.

Relação Custo/Benefício?
Razoável. A história é legalzinha, mas não passa disso. Quem é fã de Astro City certamente vai gostar, mas não acho que merecesse uma edição única. Ainda mais a esse preço.

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Astro City – A Primeira Família
Astro City Vol.2 #2: Everyday Life
De Kurt Busiek e Brent Anderson
Panini, 44 pág.
Pixel Media, 48 pág.
R$ 6,90

Chuck Norris Karate Kommandos

In Comics on August 20, 2007 at 13:40

Leia aqui.

Sensacional. Recebi do Tiagón.

Guerra Civil #1

In Comics on August 19, 2007 at 19:10

Depois de seis meses, os Novos Guerreiros encontram a oportunidade de incrementar a audiência de seu reality show: enfrentar um grupo de supervilões fugitivos da Ryker parece uma idéia razoável, até Nitro ser acuado por Namorita e… explodir.

O resultado chega a quase mil mortos. A ação, irreponsável, é assistida pelo país inteiro e gera uma grande discussão: deveriam, os super-heróis, serem registrados e devidamente treinados, como qualquer oficial da lei?

Na entrada de uma boate, Johnny Storm, o Tocha Humana, é agredido e entra em coma. No Edifício Baxter, os heróis se dividem em suas opiniões. No aeroporta-aviões da SHIELD, o Capitão América é intimado pela Diretora Hill a intervir e deter aqueles que não estiverem a favor do Governo, coisa que o Sentinela da Liberdade não parece disposto a aceitar.

A grande sacada de Guerra Civil, um evento que abalou definitivamente as estruturas do Universo Marvel, é que todos têm a sua parte de razão. Se, por um lado, o grupo liderado pelo Homem de Ferro tem razão em defender o registro e, principalmente, o treinamento de qualquer super-humano, por outro, os seguidores de Steve Rogers têm o direito de manter suas liberdades individuais, assim como suas identidades. Méritos para o ótimo texto de Mark Millar, que constrói um história realmente relevante.

Mas não apenas. É justíssimo fazer elogios à bela arte de Steve McNiven, assim como a finalização de Dexter Vines e a colorização de Morry Hollowell. A seqüência em que o Capitão América escapa do aeroporta-aviões montando um caça é verdadeiramente espetacular.

O cenário está desenhado. De que lado você vai ficar?

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Por que comprar?
Porque é a grande série da editora desde que eu comecei a ler gibis. Mark Millar fez história, e Guerra Civil, que já terminou nos EUA, redefiniu o papel de importantes personagens da Marvel.

Porque não comprar?
Porque podem fazer falta algumas informações que aparecem nas histórias paralelas. Para saber de tudo, é importante ler os demais títulos que a Panini lista na revista.

Relação Custo/Benefício?
Apesar do poster nas páginas centrais e da reprodução de capas alternativas, Guerra Civil vale, mesmo, pelo seu conteúdo. Por isso, dá pra dar um desconto pro preço, que está longe de ser barato. No fim das contas, vale a pena, sim.

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Guerra Civil #1
Civil War #1
De Mark Millar e Steve McNiven
Panini, 44 pág.
R$ 4,90

Pixel Magazine #3

In Comics on August 2, 2007 at 21:20

Fábulas: O Último Castelo
Fables: The Last Castle
De Bill Willingham e Craig Hamilton

Em O Último Castelo, o Garoto Azul conta para Branca de Neve, a governadora da Cidade das Fábulas, o episódio em que as últimas fábulas foram encurraladas no castelo que representava o último portal para a liberdade. Num tom melancólico, o rapaz lembra do ataque das hordas d’ O Adversário, de como conheceu a Chapeuzinho Vermelho, da bravura de homens como o Coronel Bearskin e de como muitos morreram para que poucos pudessem sobreviver.

O primeiro pensamento quando a gente lê Fábulas pela primeira vez é algo como: “por que eu não pensei nisso antes?” A premiadíssima série criada por Bill Willingham nada mais é do que uma adaptação daqueles personagens dos contos de fada, das historinhas que líamos quando crianças. Além dos já citados, Robin Hood e o Lobo Mau, entre outros, são personagens de enredos realmente sensacionais.

Belo texto. Bela arte. Bela série.

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Sol poente
Hellblazer 142 – Setting sun
De Warren Ellis e Javier Pulido

A primeira história da revista só não é a melhor porque, na seqüência, vem Constantine em uma história deveras horripilante. John é chamado com urgência por uma amiga: um de seus inquilinos, que morrera no dia anterior, reapareceu na sua cama. O homem em questão se chama Yamagata, ele é japonês e voltou ao mundo dos vivos porque tem uma história a contar e uma coisa a fazer.

E então, passa a relatar as atrocidades por ele, um médico recém formado, na Manchúria Chinesa, em 1940. Em certo momento, Yamagata diz: “você precisa entender. Estávamos loucos”.

Se eu contar o que ele fez, e o que ele precisa fazer (com a ajuda de Constantine), corro o risco de estragar a leitura de alguém. Vou só dizer que é realmente creepy, mas excelente. Ellis escreve demais, e aqui presta – mesmo sem querer – uma bela homenagem a Stephen King.

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Canções da Criação
Planetary 15 – Creation songs
De Warren Ellis e John Cassaday

Quando tu pensa que já leu de tudo, lá vem Warren Ellis pra iluminar tua vida. Essa história é mais uma prova da excelência da Planetary, uma das melhores séries já escritas.

Aqui, Ellis remonta a fábula dos Anciões, que “cantaram o mundo todo à existência”: no início dos tempos, quando a Terra era “uma planície infinita de escuridão”, foram esses os seres que deram origem a tudo que existe. Nos dias atuais, Elijah Snow leva Jakita e o Baterista a um lugar onde os Quatro tentam acessar o espaço dos sonhos.

Planetary é daquelas leituras realmente intrigantes, e o mais comum é tu acabar a história com muito mais perguntas do que respostas. E esse, exatamente, é o charme da série.

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The Cobweb: A Última Valsa
The Cobweb: Waltztime
De Alan Moore e Melinda Gebbie

Para completar o número de páginas, eis mais uma pequena história da Cobweb, que muitos odeiam, imploram para que a Pixel pare de publicar, mas que não é de todo ruim.

Explorando um planeta distante, a heroína é inebriada pelo que seriam espectros dos habitantes e precisa ser resgatada por sua fiel escudeira Clarice, para não ficar perdida no espaço sideral. Nada de mais, nada de menos, mas se a editora quer publicar antologias, Tomorrow Stories tem coisas muito melhores para oferecer.

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Por que comprar?
Porque Pixel Magazine é, provavelmente, o melhor gibi publicado em banca.

Porque não comprar?
Porque tu prefere o arroz-e-feijão dos X-Men e do Superman, de repente.

Relação Custo/Benefício?
Ótima. Três das quatro histórias são sensacionais, Cobweb vem de brinde. Além disso, a revista tem uma boa introdução sobre Fábulas e, em suas páginas finais, traz um aperitivo do que a Pixel vai publicar na seqüência.

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Pixel Magazine #3
Pixel Media, 100 pág.
R$ 9,90