
Algumas coisas me atraíram na hora de comprar esta revista. Já haviam me falado que Marvel Max estava boa novamente, que Nova Onda era muito bom e que o Justiceiro mantinha o nível. Esperei, então, as estréias de Hipérion vs. Falcão Noturno e de uma série nova do Brian Vaughan e resolvi encarar.
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Hipérion vs. Falcão Noturno
Squadron Supreme: Hyperion vs. Nighthawk #1
De Marc Guggenheim e Paul Gulacy
Eu ainda me espanto quando vejo o nome do Paul Gulacy nos créditos de uma HQ… francamente, quantos anos esse cara tem? Eu lia os gibis do Shang Chi quando criança, e eram histórias do anos 70!… Pelas fotos do site, ele deve ser cinqüentão… Mas isso não importa, porque Gulacy continua muito bom, ainda que eu ache que seu traço não combina nada com a colorização artificial de hoje em dia.
Já o nome do Guggenheim me foge à memória, não lembro de já ter lido algo dele. Se li, não me marcou. Assim como não me marcou este encontro/confronto entre Hipérion e Falcão Noturno. Apesar de ser uma história atualíssima, e de o escritor ter se preocupado com isso, em abrir os olhos do mundo para o genocídio do Sudão, o enfoque acaba ficando no conflito entre os dois heróis – uma imitação barata dos seguidos desentendimentos entre o Homem de Aço e o Homem-Morcego.
Bem razoável.
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O sangue que vem das pedras
The Hood #1
De Brian Vaughan e Kyle Hotz
Capítulo 1
Me animei muito ao ver que estrearia uma série do Vaughan, de quem sou fã por causa de Ex-Machina, e acabei me decepcionando. Bastante. O Capuz fala de um vagabundo que, ao tentar realizar um furto, se depara com um ritual e um ser misterioso, de quem rouba o manto e as botas, aparentemente mágicos.
Sei que a sinopse não ajuda, mas é o que consigo dizer deste primeiro número. Isso, e que os desenhos de Kyle Holtz estão realmente abaixo da crítica.
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Nova Onda: Agentes do O.D.I.O.
Nextwave #4
De Warren Ellis e Stuart Immonen
Menos mal que, na seqüência, vem uma história bem divertida. Eu, que estou acostumado com o Ellis tecnológico de Authority, Planetary e Freqüência Global, me surpreendi com o bom humor da série. O traço despojado de Immonen também ajuda, e Nova Onda se torna diversão de primeiríssima.
O enredo? Ah, o enredo é o que menos importa, vai por mim.
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Os escravistas
Punisher MAX #25
De Garth Ennis e Leandro Fernandez
Parte 1
Eis o bom e velho Justiceiro que a gente aprendeu a admirar. Parei de ler por um tempo, mas nem parece. Ennis sabe o que faz, e parece ter encontrado o personagem perfeito em Frank Castle.
Aqui, inicia um novo arco, Os escravistas, focado no comércio de escravas brancas. A última frase, do último quadro, dá bem o tom da história:
– Quando Vorica terminou, eu sabia que muitos homens teriam que morrer.
Sentiu?
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Por que comprar?
Porque o mix continua bom.
Porque não comprar?
Porque, mesmo que o mix seja bom, não há um título essencial em Marvel Max. Há histórias boas, sim, mas nada que mude a tua vida.
Relação Custo/Benefício?
Olha… Pra quem tem vivido dos lançamentos da Pixel, o preço de capa tá muito bom.
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Marvel Max #47
Panini, 100 pág.
R$ 6,90


