Kicha

Archive for December, 2007

Chuva de scans

In Comics on December 25, 2007 at 12:15

Há muito deixei de acompanhar a edição nacional de Astonishing X-Men, já que a Panini insiste em dividir seu espaço com séries de qualidade duvidosa, em X-Men Extra. O final da edição 22 foi espetacular, mas, como se não bastasse, a última edição é ainda mais surpreendente. Whedon e Cassaday estão fazendo história com o grupo mutante.

No fim das contas, é pouca coisa que estou baixando, já que nem sempre tenho saco de ler na tela do computador. Na lista, estão:

Astonishing X-Men #23
Acabei lendo um scan em espanhol. Agora que achei esse, em inglês, estou baixando novamente para organizar as coisas. Imperdível.

World War Hulk #5
Quinta e última parte da saga pós Planet Hulk, com a volta do Verdão pra Terra. A capa promete uma briga daquelas com o Sentinela. Esta estou guardando pra ler de uma vez só (depois de acabar a leitura de Planet Hulk, é claro).

Captain America #31
Captain America #32
Essa estou baixando pra ter completa, já que parei a leitura lá atrás, nem lembro onde. Acho que parei, inclusive, na edição que saiu na última revista dos Vingadores que comprei.

New Avengers #36
New Avengers #37
Mesma situação do Capitão América: parei de ler quando parei de comprar a revista dos Vingadores. Até li o arco seguinte, mas não segui adiante. Sei que tá rolando uma treta braba lá fora, um lance com os skrulls, vou ver se retomo a leitura pra me atualizar.

X-Men: Messiah Complex #1
Dizem que a série é boa mesmo, que o Ed Brubaker tá construindo algo muito bom nos mutantes (embora não tanto quanto fez no Capitão América), então tô baixando pra conferir.

Ultimates: Volume 3 #1
Tá, imagino que seja uma grande bosta, mesmo, mas não me contive. A curiosidade falou mais alto e eu quero ver o quão hereges foram com a maravilha criada por Millar e Hitch.

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Quem quiser aproveitar, aí estão os links. Agradecimentos muitíssimo especiais ao Caraça, que indicou um fórum genial de HQ.

“Nílson não perdoa! Mata!”

In Mondo Kicha on December 24, 2007 at 19:20

Eu estava em meio a compras de Natal quando recebi a mensagem no celular: “SporTV já”. “Bah, não estou em casa”, respondi. No que recebi de volta: “Gre-Nal do Século no Jogos para Sempre”.

Jogos para Sempre, pra quem não sabe, é um programa especial do canal que fala de jogos absurdos, com resultados espetaculares ou que tenham sido espetaculares à sua forma. E o Gre-Nal do Século foi um deles. Pois eu voltei pra casa e esperei até às três da manhã pela reprise. Valeu a pena.

O Gre-Nal do Século mexeu com o Rio Grande do Sul lá em 1988, e foi assim chamado pela imprensa por ser o primeiro momento em que uma vaga na finalíssima de um Campeonato Brasileiro, na época, Copa União, seria decidida no maior clássico gaúcho. De um lado, o Colorado de Abelão tinha Taffarel, Luis Carlos Winck e a dupla Maurício e Nílson, que seria o artilheiro da competição. De outro, Rubens Minelli comandava uma equipe de estrelas, com Alfinete, Cristóvão, Bonamigo e Cuca. No papel, posição por posição, o Tricolor da Azenha era levemente superior.

E mostrou isso em campo, abrindo o placar aos 25min do primeiro tempo. Marcos Vinícius, de canhota, pegando embaixo da bola e tirando Taffarel da jogada. Não bastasse a superioridade em campo e no placar, aos 38min o ex-gremista Casemiro, lateral-esquerdo colorado, desceu o sarrafo em Trasante e acabou expulso por Arnaldo César Coelho.

O cenário era desolador. O Internacional que com um empate no tempo normal e na prorrogação garantiria um lugar nas finais, perdia em casa, via o tradicional adversário jogar mais bola e ainda teria que enfrentar outros 45 minutos com um jogador a menos em campo.

Diz a lenda que, no vestiário gremista, o presidente Paulo Odone abria uma champanhe, celebrando a vitória. Cuca, o entrevistado do SporTV, confessou que já sonhava com o automóvel Monza que reservara na concessionária e que seria pago com o dinheiro da premiação pela classificação.

Talvez para uma outra equipe fosse, realmente, impossível. Mas não para o Colorado. Não para Abel Braga, que sacou Leomir, um meia, mandou a campo Diego Aguirre, um atacante, e deixou com Edu Lima a tarefa de fazer o lado esquerdo, de defesa e ataque. O primeiro carrinho de Edu, desarmando Alfinete, fez a torcida urrar nas arquibancadas e deu o tom exato do que seria aquele segundo tempo.

O que veio depois já é história: Edu cobra falta sofrida na ponta-esquerda, Nílson sobe mais que toda a zaga tricolor e empata. Pouco depois, Mauricio dribla dois gremistas, entra na área pelo lado direito e bate cruzado. No segundo pau, lá está ele, novamente: Nílson, para tocar para o fundo das redes e decretar uma das viradas mais espetaculares da história do Brasileirão.

Há quem vá dizer “grandes merdas, o Bahia é que foi o campeão daquele ano”, mas isso é o que menos importa. É verdade que a vida colorada é marcada por algumas tragédias, como a perda desse Brasileirão para os baianos, mas a glória de derrotar, de virada, o maior adversário e sua tradicional empáfia, é o que fica na lembrança. Foi assim em 88, como foi em 92, pela Copa do Brasil e em todas as ocasiões em que a dupla Gre-Nal se enfrentou em partidas eliminatórias.

Mas isso é assunto para outro post.

Gibis da semana

In Comics on December 19, 2007 at 00:35

Poucas coisas me incomodam tanto quanto não ter a mínima vontade de reler um gibi. Porque a graça está, justamente, naquele gostinho bom da última página, de querer voltar direto pro início e ler tudo de novo, mais uma vez.

Coisa que não acontece depois de ler essa Marvel Action. Vi a estréia de Punisher War Journal, mais um tie-in de Guerra Civil, e resolvi arriscar. Ninguém mandou. Apesar dos ótimos desenhos de Ariel Olivetti, a história não diz a que veio. Pantera Negra, que vem a seguir, é uma grata surpresa: finalmente, Reginald Hudlin escreve algo decente, colocando o monarca de Wakanda frente a frente com o Homem de Ferro (atualmente, a criatura mais deprimente das histórias em quadrinhos).

Cavaleiro da Lua é aquilo, né?, talvez uma das coisas mais chatas já escritas em toda a história da humanidade. Sem contar que a capa original é a maior enganação: tem o Homem-Aranha, e o aracnídeo aparece em exatos sete quadrinhos em toda a história. E, vem cá: o que deu no colorista pra deixar o Marc Spector com bochechinhas de boneca, tipo as que eu desenhava quando tinha meus seis anos?

Pra terminar, Demolidor. Sempre muito bom, sempre muito bem, mas descobri que tenho os scans dessa historinha, o que é suficiente pra me convencer a não comprar mais esta bosta de revista.

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O QUÊ: Marvel Action #11
COTAÇÃO: podre, esquece
QUANTO: R$ 7,50 (ou seja, um roubo)

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BEM diferente é o encontro entre o Planetary e o Homem-Morcego. Ao contrário dos crossovers que a gente costuma ler por aí, esse tem sua razão de ser e uma história muito legal. Os Arqueólogos do Impossível investigam uma série de assassinatos em Gotham city e se deparam com diversas versões do Batman.

Destaque para John Cassaday, gênio!, que emula Neil Adams, Frank Miller, Dick Giordano, entre outros, e destrói nos desenhos. Edição especialíssima, que não dá pra deixar passar.

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O QUÊ: Planetary/Batman: Noite na Terra
COTAÇÃO: muito afudê, tem que comprar
QUANTO: R$ 11,90 (caro, mas vale)