Kicha

Archive for December, 2008

Pensando bem…

In Mondo Kicha on December 29, 2008 at 01:15

… acho que vai ser difícil manter o blog em 2009.

Como a palavra que mais me conduziu nos últimos dias (e semanas e meses) foi novo, é certo que, como está, o blog não vai ficar. Não consigo falar de quadrinhos, cinema, música e futebol com a desenvoltura de tempos atrás, quando ficar no computador era pura diversão.

No trabalho, vamos combinar, é praticamente impossível postar. E quando eu chego em casa, o que menos quero é voltar a sentar em frente ao computador pra desenvolver textos sobre isso ou sobre aquilo. Provavelmente, é por isso que diz-se que blog é coisa do passado. Porque as pessoas não tem mais tempo pra isso. Hoje, é Twitter. É Tumblr. E eu tenho ambos. E talvez seja o caso de aproveitá-los melhor.

O centenário do INTER tá aí e isso talvez mereça uma dedicação minha. Mas é coisa que eu posso resolver dando mais atenção pro De Primeira, creio.

Provavelmente, o que vou fazer é deixar este MONDO KICHA exclusivamente para reviews de quadrinhos, mas aí com cara nova, novos links, me policiando pra ser mais freqüente – até porque aqui continua sendo um dos poucos meios de contato com algumas pessoas com quem me comunico exclusivamente pela internet (coisa de nerd, claro).

Enfim, tô pensando.
Mas dia 1º de janeiro deve ser dia de novidade por aqui.

Até lá, duvido muito que eu volte a aparecer.

Black Hole, a última aquisição.

In Comics, Mondo Kicha on December 29, 2008 at 00:25

A obra de Charles Burns, vencedora do EISNER de Melhor Álbum de 2006, estava na minha lista de compras faz algum tempo.

Já havia encontrado o tijolaço completo, em inglês, mas devido a uma ótima promoção da Cultura (cerca de 20% de desconto) e a um creditozinho que eu tinha na livraria, resolvi investir na edição nacional, da CONRAD, que saiu aqui em dois volumes.

Tô acabando o primeiro, Introdução à Biologia, e achando ótimo.

Vida que segue.

In Mondo Kicha on December 12, 2008 at 01:55

Eu já vinha querendo uma grande mudança na minha vida para 2009, e ela acabou acontecendo antes até do planejado. Há umas três semanas, mais ou menos, encerrei a minha história na e21.

(Eu até gostaria de dizer “temporariamente”; afinal, foram quase sete anos de casa, mas a forma como as coisas aconteceram não me permite pensar em uma futura volta.)

Pois é, foram dois anos coordenando a criação do Núcleo de Varejo & Serviços. Uma experiência que me fez aprender muito, levando muita porrada (às vezes de forma desmedida), mas, também, conquistando muita coisa importante. Salão, Colunistas, Top de Marketing. Estou certo de ter construído uma história bacana na e21. E é isso que vou levar comigo de uma agência onde me formei como profissional.

Mas eu queria fazer as coisas do meu jeito. Apesar de coordenar um núcleo criativo, eu precisava seguir diretrizes maiores, e por vezes isso atrapalhava meu trabalho. Eu já não ia mais trabalhar feliz – e isso, pra mim, é fundamental. Quando eu perdi o tesão pelo que fazia, vi que era o momento de sair.

E aí, o destino me colocou frente a frente com uma oportunidade inesperada: voltar pra agência onde eu havia trabalhado antes de ir pra e21.

A volta pra Duplo M se concretizou em uma ou duas conversas. Coloquei a forma como gostaria de trabalhar e tive total aceitação. Da mesma forma, ouvi um discurso totalmente afinado com o meu. Em pouco mais de 15 dias, o negócio estava fechado.

E aqui estou eu, às duas da manhã de uma quinta-feira, em função de uma campanha que será apresentada às 10 horas. Aqui estou eu, cansado mas feliz da vida. E com a total certeza de ter feito a escolha certa.

As Maiores Histórias do Batman.

In Comics on December 12, 2008 at 01:15

Gibi bom, pra mim, é aquele que tu não te contenta em ler apenas uma vez. É aquele que te oferece diferentes nuances a cada leitura. Ao mesmo tempo, um gibi ruim é aquele que não te diz nada. Que tu termina de ler, e a vida não acontece. É o caso deste As Maiores Histórias do Batman, coletânea que faz parte da Coleção DC 70 Anos, lançada pela Panini em seis edições, cada uma delas dedicada a um personagem da editora.

São 13 histórias que se propõem a contar “quem é o Batman”, mas que, mesmo contando com roteiristas e artistas do mais alto calibre, deixam muito a desejar. Evidente que há algumas histórias que brilham na memória e fazem referência a fases memoráveis do herói – como a escrita por Mike W. Barr e ilustrada por Alan Davis e Paul Neary (“Batman Ano Dois”, se não me engano) – mas nenhuma delas realmente emociona.

E aí, me incomoda uma coletânea que não te traz grandes lembranças. Que não te faz recordar a primeira vez em que leu determinada história. Que não te mostra porque tu gosta tanto de autores como Dennis O’Neil e desenhistas como Neal Adams – e porque, afinal, tu já gastou tanto dinheiro em encadernados da dupla.

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Por que comprar?
Porque é uma edição histórica do morcegão e faz parte de uma coleção bacana.

Por que não comprar?
Porque, sinceramente, é um tanto decepcionante.

Relação Custo/Benefício
Ruim, porque entrega muito menos que promete.

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Coleção DC 70 Anos – As Maiores Histórias do Batman
Panini, 208 pág.
R$ 22,90