Kicha

Archive for 2009

Invasão Secreta, 3 de 8

In Comics, Invasão Secreta, Vingadores on November 2, 2009 at 21:00

Tudo ao mesmo tempo agora: a invasão skrull foi muito bem planejada, e agora os heróis se veem em meio ao caos total. No aeroporta-aviões da SHIELD, o skrull Jarvis pede a rendição de Maria Hill e seus comandados. Na Montanha dos Thunderbolts, Norman Osborn tenta demover o skrull Capitão Mar-Vell de destruir o QG do grupo. Em Times Square, os Jovens Vingadores enfrentam os skrulls à sua maneira. Mas o ponto principal da trama está na Terra Selvagem, onde Tony Stark se vê diante da rainha skrull, a Mulher-Aranha, que garante que ele é a principal peça do tabuleiro.

Eu não sei tu, mas eu tô me divertindo à beça com Invasão Secreta. A ponto de acompanhar títulos paralelos que há muito em sequer folheava nas bancas. E aqui, na mini-série, Bendis e Yu parecem estar se divertindo até mais do que eu. (As demais historinhas da revista são tão ruins que nem valem o registro.)

Completando a edição, uma compilação de capas extras e bacanas. Nada além de mais uma falcatruazinha da Panini pra justificar o absurdo preço de capa de R$ 6,50.

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Por que comprar?
Porque a série é muito boa, vamos combinar.

Porque não comprar?
Porque dá pra acompanhar tranquilamente na internet, ora bolas!

Relação Custo/Benefício?
Ruim, considerando as historinhas meia-boca que só servem pra preencher espaço na revista. Ficasse somente na mini-série principal e baixasse o preço de capa pra, digamos, R$ 5,50 (como Crise Final) e tavez a gente tivesse uma ótima relação custo-benefício aqui.

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Invasão Secreta, 3 de 8
Secret Invasion 3
Secret Invasion: Who Do You Trust?
De Brian Michael Bendis e Leinil Francis Yu
Panini, 52 pág.
R$ 6,50

Marvel Action 29

In Comics, Demolidor, Hulk, Invasão Secreta, Justiceiro, Pantera Negra on November 2, 2009 at 20:30

Quem é o Hulk?
Hulk 1
De Jeph Loeb e Ed McGuiness

Tá bem, admito: comprei este gibi pelo Hulk do Loeb e do McGuiness. E quer saber? Eu gostei. Tava acompanhando por scans e esse foi um dos motivos pra eu a voltar a ler a revista. Sei do ódio que alguns têm pela dupla, mas eu acho que, quando tu lê um gibi, o mínimo que tem que acontecer é tu te divertir. E eu me diverti a valer lendo essa primeira parte da trama do Hulk Vermelho. Tô curioso pra saber o que vem por aí.

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Retalho
Punisher War Journal 18
De Matt Fraction e Howard Chaykin
Parte Um de Seis

Quando eu era guri e começava a ler gibis, o Howard Chaykin já era ruim… com o tempo, rapaz, ele só piorou. E ver o seu traço antiquado nas páginas das revistas atuais é uma bizarrice sem tamanho. Mas sabe o que é o pior? Se dar conta de que esta é recém a primeira de seis partes de uma história ruim demais.

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Sangue do Tarântula
Daredevil: Blood of the Tarantula
De Ed Brubaker e Ande Parks

Pô… coisa boa ler uma história do Demolidor depois de tanto tempo (parei de acompanhar Marvel Action na quinta edição, acho eu). Aqui, o personagem principal não é o Homem Sem Medo, mas o Tarântula-Negra, herói argentino (hein?!) que se vê traído pela própria gangue do seu país de origem. Legal. Gostei do personagem, gostei da trama, gostei da participação do Demolidor.

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Conheça Wakanda e morra
Black Panther 39
De Jason Aaron e Jefte Palo

Até eu ler esta história eu achava o Pantera Negra chato pracaray. Só que, aqui, sai o mala do Reginald Hudlin e entra o Jason Aaron, que já tinha chamado minha atenção com o Motoqueiro Fantasma. E o resultado é uma história MUITO boa sobre a invasão dos skruls à Wakanda – ou à tentativa de invadir o país.

Absolutamente sensacional e empolgante.

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Por que comprar?
Porque a revista tem historinhas bem bacanas – incluindo aí o Hulk Vermelho (pois é).

Porque não comprar?
Porque, apesar de conter historinhas bem bacanas, são de personagens secundários e, por vezes, irrelevantes. Tipo o Justiceiro que tá numa fase braba nessa droga de Punisher War Journal.

Relação Custo/Benefício?
Escrevendo a resenha, percebi que a Panini aumentou em R$ 1,00 o preço da capa por conta das oito páginas a mais que este gibi tem. Pode isso? Santa cara-de-pau, hein, Batman?! Por conta de uma sem-vergonhice dessas, nem vou analisar decentemente a questão custo-benefício porque o que menos vale é a qualidade do gibi, diante da atitude da editora – que, ao que parece, não está ganhando dinheiro suficiente às nossas custas.

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Marvel Action 29
Panini, 108 pág.
R$ 8,50

Avante, Vingadores 29

In A Iniciativa, Comics, Homem de Ferro, Invasão Secreta, Nick Fury, Vingadores on November 2, 2009 at 20:00

O inimigo somos nós!
Avengers: The Initiative 14
De Dan Slott, Christos N. Cage e Stefano Caselli

Sério: esta série é muito ruim. A idéia da Iniciativa até é legal, um grupo de super-heróis em cada estado americano, etc e tal. Mas, nas mãos desse povo mais ou menos vira isso, uma seriezinha bem meia-boca. Resumindo, a invasão skurll vai de vento em popa e os alienígenas, aos poucos, começam a se revelar. É isso. Uma bela droga.

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Invasão Secreta
The Mighty Avengers 13
De Brian Michael Bendis e Alex Maleev

Eis a única história decente deste gibi. Depois de tomar conhecimento da invasão skrull, Nick Fury trata de organizar sua tropa de elite pra combater os alienígenas, acionando uma série de super-humanos cuja existência é apenas de seu conhecimento. Eu já disse isso antes e repito: dá gosto de ver/ler Bendis e Maleev reunidos novamente!

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O Invencível Homem de Ferro
Iron Man 31-32
De Stuart Moore, Carlo Pagulayan e Steve Kuhn
Com Mão de Ferro: Parte 3-4

Olha, tchê… geralmente, eu releio as histórias antes de fazer a devida resenha (pra não fugir nenhum detalhe, sabe como é). Mas aqui não deu. Não deu, os desenhos são muitos ruins, a trama é uma enrolação só e eu nem me lembro mais sobre o que se trata. E quer saber? Nem me importa.

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Por que comprar?
Porque a volta de Nick Fury merece.

Porque não comprar?
Porque o resto do gibi é ruim demais.

Relação Custo/Benefício?
Péssimo, só uma historinha vale a pena, o resto é pra forrar gaiola de hamster.

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Avante, Vingadores 29
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Os Novos Vingadores 64

In Capitão América, Comics, Invasão Secreta, Ms. Marvel, Vingadores on October 22, 2009 at 22:15

Invasão Secreta
The New Avengers 41
De Brian Michael Bendis e Billy Tan

Parece que Brian Michael Bendis resolveu contar a história da sua vida em Invasão Secreta. Com a trama principal centrada na minissérie, Bendis está usando os tie-ins para revelar os bastidores e recontar algumas histórias agora que o leitor tem uma informação importantíssima: os skrulls estão entre nós há muitos anos.

É o que acontece aqui: enquanto os vingadores enfrentam seus sósias alienígenas na Terra Selvagem, o Homem-Aranha é arremessado para longe do conflito por um Tyranossaurus Rex, o que o leva a um encontro com Kazar e Shanna. Já vimos em edições anteriores a cena em que a SHIELD ataca as reservas de vibranium. Mas agora, sabendo que todos são skruls disfarçados, a leitura toma outro sentido.

Ponto para Bendis.

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Invasão Secreta
Ms. Marvel 27
De Brian Reed e André Coelho
Parte Três

Me nego a comentar.

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A Morte do Capitão América – 3º Ato
Captain America 37-38
De Ed Brubaker e Steve Epting
O Homem Que Comprou a América: Parte Um

Aos poucos, o Caveira Vermelha vai consolidando seu plano de fazer os Estados Unidos desmoronarem. Por um lado, fortalecendo a campanha do seu cadidato à presidência do país. Por outro, controlando a Kronas Internacional, empresa que começa a crescer em meio à tumultuada situação da economia norte-americana (ironica e curiosamente muito semelhante à crise que o país viveu nos últimos tempos de Bush).

Enquanto isso, Sharon Carter descobre a identidade do sósia de Steve Rogers. Trata-se do Grande Diretor, que também foi Capitão América da década de 50 e, como tal, teve um parceiro: Jack Monroe, mais conhecido como Nômade (lembra?).

A trama fica cada vez melhor, francamente.

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Por que comprar?
Porque Invasão Secreta começa a engrenar.

Porque não comprar?
Porque as histórias só tem graça se tu estiver acompanhando as séries há um bom tempo.

Relação Custo/Benefício?
Dessa vez, quem aparece em dobro é o Capitão América de Brubaker e Epting. Não há como não comemorar. Tirando o lixo chamado Ms. Marvel, a revista é ótima.

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Avante, Vingadores 28
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Universo Marvel 47

In Comics, Hércules, Invasão Secreta, Motoqueiro Fantasma, Quarteto Fantástico, Thunderbolts on October 20, 2009 at 11:30

O Esquadrão Sagrado
The Incredible Hercules 117
De Greg Pak, Fred Van Lente e Rafa Sandoval
Parte Um da Invasão Sagrada

A partir da visão de Urânia, Musa da Profecia e sua irmã, Atena convoca um concílio de deuses. O objetivo? Matar Kly’Bn e Sl’Gur’t, deuses skrulls, para que esses não possam comandar seus seguidores na invasão à Terra. Assim, juntam-se a Hércules e Amadeus Cho: Pássaro da Neve, Tecumotzin (conhecido como Ajak, dos Eternos) e Amatsu-Mikaboshi, além do Devorador de Deuses, personificado em Atom, aquele que concebeu os deuses do Egito.

Parece uma confusão tremenda, mas não é. É apenas o início de uma história muito bacana. Eu, que não havia lido nada da série do Hércules, achei bem divertido e empolgante.

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Forjado no Inferno e a Caminho do Paraíso
Ghost Rider 21
De Jason Aaron e Roland Boschi
Parte Dois

Cansado de fazer o serviço sujo, o anjo chamado Zadkiel quer ter sucesso onde Lúcifer falhou, tomando o trono do Paraíso para si. E para tanto, precisa da maior arma dos Céus: Johnny Blaze, o Espírito da Vingança.

Fazia tempo que eu não lia nada sobre o Motoqueiro Fantasma e me surpreendi positivamente com a trama escrita por Jason Aaron. Diversão garantida com a trupe de enfermeiras assassinas. E dá pra ver que a lenda da Rodovia 18 vai render muito, ainda.

Os desenhos não ajudam, mas o texto de Aaron vale.

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Thunderbolts: Incidente Internacional
Thunderbolts: International Incident
De Christos Cage e Ben Oliver

Justo agora, que eu comecei a ler Thunderbolts, sai de cena a dupla Warren Ellis e Mike Deotado. Fica uma historinha bem mais ou menos focada no Homem Radioativo e nos experimentos de Armin Zola.

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Os Melhores do Mundo
Fantastic Four 557
De Mark Millar e Bryan Hitch
Parte Quatro de Quatro

Acabei pegando no finalzinho o primeiro arco da dupla Millar e Hitch à frente do Quarteto Fantástico. Aqui, a Terra é atacada por CAP – Conservar, Amparar e Proteger, o mecanóide que patrulha o Neomundo – uma réplica do nosso planeta desenvolvida para abrigar a humanidade no caso da extinção da Terra.

A dupla, que arrebentou com Os Supremos, chega arrebentando também no Quarteto. A história reserva ótimas cenas de ação e termina com um cliffhanger promissor.

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Por que comprar?
Porque a revista tem um mix bem bacana.

Porque não comprar?
Porque apesar de bacana esse mix é secundário no atual momento do universo Marvel que acabou se centralizando nos Vingadores e em suas histórias paralelas.

Relação Custo/Benefício?
Boa, pois três das quatro histórias são bacanas.

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Universo Marvel 47
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Invasão Secreta, 2 de 8

In Comics, Invasão Secreta, Vingadores on October 18, 2009 at 20:05

A invasão skrull começou e aqui o pau começa a comer de vez.

Estamos na Terra Selvagem, onde os grupos de vingadores comandados por Miss Marvel e Luke Cage vêem-se diante de versões suas de um passado distante, recém saídos de uma nave skrull. Tony Stark está incapacitado devido ao ataque de um vírus à sua armadura. Bob Reynolds, o Sentinela, é logo tirado de campo por um skrull que se faz passar pelo seu maior temor, o Vácuo. E Clint Barton, ex-Gavião Arqueiro, agora Ronin, se vê diante de sua falecida esposa, Bobbi, a Harpia. Enquanto isso, uma legião de skrulls desembarca no centro de Manhattan.

A edição se completa com outras três pequenas histórias provenientes de Secret Invasion: Who Do You Trust?, uma pequena falcatrua da Panini para justificar o preço de capa, apenas 50 centavos mais barato que a da primeira edição (que tinha oito páginas a mais). Apesar de divertidas, até, são historinhas que poderiam, muito bem, estar em uma edição especial – já que o que realmente interessa se concentra nas primeiras 23 páginas.

Basicamente, é uma edição que segura a tensão e serve como um teaser para o que vem por aí.

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Por que comprar?
Porque é uma revista bacana, apesar dos pesares.

Porque não comprar?
Porque a história ainda não engrenou.

Relação Custo/Benefício?
Mais da metade da revista é de historinhas complementares e aleatórias, o que faz com que a relação custo-benefício seja ruim. Melhor faria a Panini se publicasse apenas a série, a um custo de capa menor.

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Invasão Secreta, 2 de 8
Secret Invasion 2
Secret Invasion: Who Do You Trust?
De Brian Michael Bendis e Leinil Yu
Panini, 52 pág.
R$ 6,50

Avante, Vingadores 28

In A Iniciativa, Comics, Homem de Ferro, Invasão Secreta, Vingadores on September 27, 2009 at 22:55

Invasão Secreta
The Mighty Avengers 12
De Brian Michael Bendis e Alex Maleev

Depois de invadir a Latvéria com um grupo de heróis para depor um governo terrorista, Nick Fury se impôs um auto-exílio com Valentina Allegra. Até descobrir que a condessa era um skrull disfarçado. Fury liga os pontinhos e dá o recado à Maria Hill, a nova diretora da SHIELD: desconfie de todo mundo.

Muito bom ver Maleev e Bendis trabalhando juntos novamente, ainda mais para trazer de volta um cara foda como Nick Fury.

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Rejeitado
Avengers: The Initiative 13
De Christos N. Cage e Steve Uy

Bobinha demais, essa historinha da Iniciativa fala de um novo recruta, Bloco, cujo poder é a invulnerabilidade. Um talento valiosíssimo, não fosse o fato de nenhuma outra habilidade se desenvolver. Gordinho e fracote, Bloco nem emagrece nem se fortalece com os treinamentos.

Que nem essa história: não fede, nem cheira.

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O Invencível Homem de Ferro
Iron Man 29-30
De Stuart Moore e Roberto De La Torre
e Carlo Pagulayan
Com Mão de Ferro: Parte 1-2

Investigando alvos terroristas, o Homem de Ferro viaja até o Leste Europeu. Uma bomba é desarmada, mas outra explode, levando consigo um dos Alfas da SHIELD. As investigações levam a Nasim Rahimov, um artista que teve sua vida mudada por conta da relação com Tony Stark. Enquanto isso, um certo Agente Weir desperta algo chamado Trombeta Arrasadora no subsolo do Pentágono.

Confuso, não? É mesmo. E é sem graça, também.

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Por que comprar?
Porque, se tu quer acompanhar Invasão Secreta por completo, Poderosos Vingadores é um tie-in obrigatório. (Tá, A Iniciativa também seria, mas é ruim demais.)

Porque não comprar?
Porque, tirando a historinha do Nick Fury, o resto da revista é meia-boca.

Relação Custo/Benefício?
Mais ou menos, a maior parte da revista é dispensável.

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Avante, Vingadores 28
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Os Novos Vingadores 63

In Capitão América, Comics, Invasão Secreta, Ms. Marvel, Vingadores on September 27, 2009 at 20:50

Invasão Secreta
New Avengers 40
De Brian Michael Bendis e Jim Cheung

A invasão começou. Os skrulls estão entre nós. Tudo porque uma antiga profecia skrull diz que nosso planeta é sua Terra Prometida. Assim, os alienígenas aproveitam-se do ataque dos Illuminatti para extrair deles amostras de seus códigos biológicos e, assim, chegarem a uma fórmula que os permita viver entre os humanos sem que sejam detectados.

Após muitos anos, eles conseguem. E sua rainha faz questão de liderar a iniciativa numa posição em que possa causar o maior número de danos possíveis: substituindo Jessica Drew, a Mulher-Aranha.

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A Morte do Capitão América – 2º Ato
Captain America 36
De Ed Brubaker, Butch Guice e Mike Perkins
O Fardo dos Sonhos, parte seis

A transformação de Bucky Barnes no novo Capitão América é empolgante, e aqui ele enfrenta, de uma vez só, Pecado (a filha do Caveira Vermelha) e seu Esquadrão Serpente. De quebra, ainda precisa encarar Ossos Cruzados. E aí, uma ajudinha da Viúva Negra vem bem a calhar. Enquanto isso, nos laboratórios de Arnim Zola, Sharon Carter se depara com o corpo de um homem parecido demais com Steve Rogers.

Caramba: Brubaker é tão bom que conseguiu manter o nível na série mesmo após a morte de Steve Rogers.

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A Invasão Secreta
Ms. Marvel 25-26
De Brian Reed, Adriana Melo e Ron Frenz

Olha, tchê… até é divertido ver o traço de Ron Frenz nos flashbacks que ligam Carol Danvers aos skrulls… mas não dá pra aguentar a Miss Marvel. Sério. E aqui é metade da revista desperdiçada com ela, de onde se salvam apenas duas: as capas ilustradas por Greg Horn, que são deveras bacanas.

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Por que comprar?
Porque Os Novos Vingadores é um dos principais títulos da saga Invasão Secreta.

Porque não comprar?
Porque são nada menos que 56 páginas de Miss Marvel.

Relação Custo/Benefício?
Bom, se tu pensar que Vingadores e Capitão América são muito bons. Péssimo, se tu considerar que metade da revista é desperdiçada com Miss Marvel.

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Os Novos Vingadores 63
Panini, 108 pág.
R$ 8,50

Invasão Secreta, 1 de 8

In Comics, Invasão Secreta, Vingadores on September 27, 2009 at 20:40

Um mundo sem mutantes. Heróis lutando contra heróis. Capitão América morto. Nick Fury desaparecido. Se esse não é o cenário do apocalipse, qual seria? Invasão Secreta é o perfeito retrato dos Estados Unidos pós 11 de setembro. Afinal, em quem você poderia confiar, se qualquer um pode ser um terrorista, quer dizer, um skrull?

No mesmo momento, os skrulls atacam em diversos lugares. Na órbita da Terra, explode o quartel-general da ESPADA. Na Terra Selvagem, Tony Stark e sua armadura entram em colapso graças a um vírus. O mesmo vírus que atinge o porta-aviões da SHIELD, assim como todas as indústrias Stark e as penitenciárias de segurança máxima. No Edifício Baxter, uma Susan Storm skrull abre o portal para a Zona Negativa, enquanto a Montanha dos Thunderbolts é atacada pelo Capitão Marvel.

A invasão começou.

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Por que comprar?
Porque é o grande evento da Marvel dos útimos anos.

Porque não comprar?
Porque tem horas que o Bendis parece estar nos enrolando.

Relação Custo/Benefício?
Bom. Pelo número de páginas, barato não está, mas o que vale mesmo é o conteúdo. E Secret Invasion parece que vai render muita coisa boa.

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Invasão Secreta, 1 de 8
Secret Invasion 1
De Brian Michael Bendis e Leinil Yu
Panini, 60 pág.
R$ 7,00

Superman 80

In Comics, Superman on September 7, 2009 at 23:45

Brainiac
Action Comics 866
De Geoff Johns e Gary Frank
Parte 1: Primeiro Contato
Parte 2: Esconde-esconde
Parte 3: Saudações

O “nova fase” da capa fez brilhar o olhinho. Eu já havia lido que este arco, Brainiac, era um dos melhores dos últimos anos… Mas isso não impediu que eu tivesse uma bela e positiva surpresa lendo o gibi.

Antes de qualquer coisa, é preciso fazer menção à brilhante caracterização que Gary Frank faz de Clark Kent, claramente inspirada no saudoso Christopher Reeve. Isso faz com que, de repente, sejamos levados a um momento da nossa infância mais ingênuo, em que um super-herói significava muitas coisas mais, mudando totalmente nossa leitura.

A ação começa há 35 anos, quando vemos Krypton ser atacada por robôs de Brainiac, que levam consigo a cidade de Kandor. No presente, Clark e Lois, agora um casal, são apresentados aos novos contratados do Planeta Diário em sequências cômicas dignas dos primeiros filmes de Richard Donner. Subitamente, Clark tem sua atenção chamada por um estranho objeto que vem do espaço em direção à Terra. É o primeiro sinal de que Brainiac está a caminho.

A resposta ao ataque sinaliza a Brainiac o encontro de um kryptoniano. Enquanto isso, na Fortaleza da Solidão, o Superman analisa os fragmentos do robô derrotado, que traz más lembranças à Kara, a Supergirl, presente no momento em que a cidade de Kandor foi tomada. O herói vai ao encontro de Brainiac em outro planeta e acaba capturado… e é então que ficamos à par dos planos da inteligência alienígena.

Certamente, esse texto não consegue passar um mínimo da emoção da leitura deste arco. Como falei antes, Johns e Frank nos transportam para um lugar único da nossa infância. Este é um gibi que a gente lê com gosto, um gostinho nostálgico bom demais, que eu até havia esquecido que existia.

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Os caminhos do mundo
Supergirl 29
De Kelley Puckett, Drew Johnson e Ron Randall
Parte Dois

Depois da primeira história, é até sacanagem comentar essas páginas com a Supergirl. Não que sejam ruins, mas é que elas se tornam completamente secundárias (e, até mesmo, desnecessárias) nesta edição.

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Por que comprar?
Porque o arco Brainiac é brilhante.

Porque não comprar?
Porque, sei lá, tu não gosta do Superman (não vejo outro motivo).

Relação Custo/Benefício?
Ótimo. A sensação depois da leitura é tão boa que o valor do gibi é a última coisa em que tu pensa.

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Superman 80
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Batman 80

In Batman, Comics on September 7, 2009 at 23:15

Cortinas
Detective Comics 844
De Paul Dini e Dustin Nguyen

Scarface, definitivamente, é um vilão de HQ que não dá pra levar a sério. Mas, nas mãos de Paul Dini, rende uma historinha deveras divertida. O boneco de ventríloco agora está nas mãos (literalmente) da filha de um criminoso que escapou de ser morta pelo próprio marido. Rola um flertezinho entre o Batman e a Zatanna e por vezes parece que tu tá vendo um desenho na TV. Gostei.

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Acordando no lado errado do universo
Catwoman 77
De Will Pfeifer e David López
Parte 3

Se a primeira historinha foi divertida, essa é ainda mais. Presa em uma Gotham de uma dimensão paralela, a Mulher-Gato se diverte como a vilã mais casca-grossa do pedaço. Ela dá um pau no Batman (duas vezes), além de acabar com o Lanterna Verde, o Flash e o Super-Homem com uma facilidade tremenda. Acontece que isso nada mais é que uma ilusão causada pela máquina onde ela está no planeta-prisão. E mesmo que eu tenho pego o bonde andando, deu pra me divertir muito com a leitura.

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Asa Noturna: Queda livre
Nightwing 143
De Peter J. Tomasi e Don Kramer
Capítulo 4

Tava bom demais pra ser verdade. Se um Robin já é gay, dois é o encontro do Clodovil com o Clóvis Bornay. A história é péssima, os desenhos são primários e as piadas são pra lá de infâmes. Ruim é pouco.

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Batman, Descanse em Paz: Meia-noite na Casa da Dor
Batman 676
De Grant Morrison e Tony Daniel

Enfim a razão de eu ter comprado um gibi do Morcegão depois de tantos anos. A derradeira história de Bruce Wayne começa com um Batman furioso brandando para não se sabe quem que “Batman e Robin nunca vão morrer!”. A trama volta seis meses no passado e vemos o grupo chamado Luva Negra recebendo seu mais novo integrante.

Admito que esta primeira parte de Batman, Descanse em Paz não é uma leitura fácil. É Grant Morrison, o que significa que tu tem que ficar atento aos detalhes. Pra quem está chegando agora, como eu, a vida de Bruce Wayne parece estar em turbulência. Depois de quase enlouquecer, ele tenta um relacionamento normal com uma mulher e se vê acossado por uma nova organização criminal. Enquanto isso, uma imagem perturbadora do Coringa dá indícios que as coisas não vão nada bem no Asilo Arkham.

A última página dessa história me deixou, ao mesmo tempo, curioso e angustiado (como fã do herói). O suficiente pra acompanhar a série, ao menos até o próximo número. We’ll see.

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Por que comprar?
Porque aqui começa o famoso arco Batman: R.I.P. de Grant Morrison.

Porque não comprar?
Porque tem aquela história ridícula do Asa Noturna pra atrapalhar.

Relação Custo/Benefício?
Muito boa. A sensação ao término da leitura é muito boa, mesmo com a história besta do Asa Noturna no meio. Isso porque Batman, Descanse em Paz começa de forma extremamente instigante. É um gibi que dá gosto de ler.

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Batman 80
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

X-Men 91

In Comics, X-Men on September 7, 2009 at 22:30

São Francisco X
Uncanny X-Men 500
De Ed Brubaker, Matt Fraction, Greg Land
e Terry Dodson
Parte Um

Faz muito eu não lia um gibi dos X-Men. Até dar de cara com esta edição, com uma belíssima capa de Alex Ross. Folheei, vi que começava um novo arco e resolvi arriscar.

Agora com sede em São Francisco, os X-Men são surpreendidos por uma exposição cujas peças centrais são sentinelas inativos, o que os leva a um confronto com Magneto. Se há algo a reclamar desse princípio de trama é o traço irregular de Dodson, nem um pouco adequado ao grupo mutante. Por outro lado, o traço de Greg Land salta aos olhos e casa muito bem com o ótimo texto de Brubaker e Fraction. O aparecimento do Culto do Inferno, nas últimas páginas, promete.

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X-Men: Legado
X-Men 212
De Mike Carey, Scott Eaton e Mike Deodato

Esta bem que poderia se chamar As Aventuras de Charles Xavier, pois mostra um Professor X em busca de um lugar num mundo pós Dinastia M. Alguns flashbacks ajudam a esclarecer o que se passa na cabeça do atormentado Charles e, ao que parece, todos os caminhos levam ao Senhor Sinistro. Peguei a história já no seu desenrolar, então não deu para fazer grandes julgamentos. Vamos ver o que vem por aí.

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Sala de Perigo
X-Men: Divided We Stand 1
De Mike Carey e Brandon Peterson

Sam Guthrie, o Míssil, está de volta à sua cidade natal. E a primeira coisa que faz ao chegar é ir para um bar beber e puxar briga com um Cabot, família inimiga desde sempre. Ele briga, discute com sua irmã, Paige, e sai voando e reclamando a vida. Se acabou? Parece que sim, mas a própria história termina com uma interrogação. Dito isso, admito: não entendi lhufas da moral dessa historinha.

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Vida e Morte
Young X-Men 3
De Marc Guggenheim e Yanick Paquette

Eu, que nunca fui fã desses novos x-men ou academia x ou whatever, até que gostei dessa boa historinha de ação com alguns mutantes mais novos (e desconhecidos pra mim). Como peguei a trama pela metade, ainda não entendi muito bem o que está rolando, mas me pareceu interessante. A conferir nos próximos capítulos.

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Por que comprar?
Porque o arco que se inicia parece ser muito bom.

Porque não comprar?
Porque, de resto, a revista nem é tão legal assim.

Relação Custo/Benefício?
Boa. A capa é sensacional e ajuda a dar um up na revista, e essa primeira historinha é realmente muito boa e empolgante.

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X-Men 91
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Kicha F.C.

In Inter 100 Anos, Mondo Kicha on May 11, 2009 at 01:25

Tem novidade na parada: é o Kicha F.C., meu novo blog de futebol. Então, pra ler sobre o Colorado, o Brasileirão e etc, tu vai pra ; pra ler sobre quadrinhos, fica por aqui.

No primeiro post, a primeira rodada do Brasileirão.

Feito!

X-Men: Origens – Wolverine

In Cinema, Comics on May 3, 2009 at 22:57

Apesar de não ser fã de nenhum dos três filmes do grupo mutante, o filme solo do Wolverine estava na minha lista faz tempo. Não que eu esperasse grandes coisas, ao contrário, mas tinha curiosidade sobre o que viria por aí.

E devo dizer que o resultado foi pior do que o esperado. Bem pior.

Assim como em X-Men – O Confronto Final, o grande problema de X-Men: Origens – Wolverine é o grande número de personagens e a mistura de histórias. O roteiro envolve uma série de tramas e personagens sem conexão alguma. E apesar do início remeter à esclarecedora minissérie Origem, o filme logo se perde ao citar, por exemplo, a fase de Grant Morrison e ao pisar sobre a clássica origem do herói pelas mãos de Barry Windsor-Smith, que os fãs mais velhos certamente lembrarão.

Em relação aos personagens, não é diferente. É trazido de volta a figura do General Stryker, já mal retratado em X-Men 2, e acrescentado um personagem como Deadpool, completamente secundário e irrelevante para a história do herói canadense. Até mesmo um romance com uma mulher desconhecida foi inventado para justificar uma sede de vingança digna dos piores filmes do Domingo Maior, clássica sessão de filmes da Globo.

X-Men: Origens – Wolverine chega com um único propósito: fazer dinheiro. Afinal, o que mais justificaria a participação de Cíclope, além de protagonizar um novo filme da série X-Men: Origens, nescessária após o final da trilogia do grupo mutante?

Acontece que, por pior que seja a história, Wolverine segue sendo um personagem carismático – não por acaso, o herói protagoniza uma série de títulos nos Estados Unidos e tem aqui no Brasil sua própria revista. Mas será que há outro personagem mutante capaz de segurar um filme inteiro nas costas?

Eu duvido muito.

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X-Men: Origens – Wolverine
X-Men: Origins – Wolverine
De Gavin Hood
Com Hugh Jackman

Marvel Millennium Anual 3

In Comics on May 3, 2009 at 22:54

Não costumo acompanhar os títulos mensais da Panini, mas sempre fico atento a edições especiais e encadernados. É o caso deste Marvel Millennium 3, com dois arcos datados de 2008 e focados no Homem de Ferro, em alta após o filme estrelado por Robert Downey Jr.

O primeiro deles é a sequência da minissérie que lançou o personagem no Universo Millennium. Aqui, Tony Stark é um menino cujo sistema nervoso está distribuído por todo o seu corpo, o que o faria sentir dores terríveis não fosse um invento revolucionário do seu pai, Howard: uma armadura nanotecnológica que protege sua pele e faz com que Tony se regenere não importe a gravidade da lesão.

Neste arco, se recuperando após sobreviver a uma explosão, Tony é procurado pelo governo americano: querem seu robô – na verdade, a armadura do Homem de Ferro – para dizimar um campo de treinamento de terroristas em um país desconhecido. A investigação se revela mais complexa do que aparenta, e logo Tony se vê em um avião que porta uma bomba nuclear, parte de um plano da primeira mulher de Howard para se vingar do seu ex-marido. Resumindo: nada além de uma diversão rasa que abusa da regeneração de Tony.

Por sua vez, o segundo arco é bem mais interessante. A começar por Warren Ellis, que mesmo nos maus momentos faz histórias muito boas. Como esta, que começa em um encontro entre Tony Stark e Bruce Banner, que busca uma cura para o Hulk, sua tentativa frustrada de recriar o soro do supersoldado.

Paralelamente, vemos a origem da versão Millennium do Líder, um oficial da inteligência britânica que testa em si mesmo uma nova versão do soro de Bruce após ver a segurança nacional ser entregue a um grupo americano. O resultado é um homem de cabeça desproporcional e cérebro avantajado, de grandes poderes psíquicos que quer unir o soro do Hulk ao DNA de Stark para chegar ao ser humano perfeito, ao Humano Supremo.

É uma historinha bem bacana, com boas cenas de ação e humor (negro) na dose certa. Apesar de igualmente rasa, é diversão com a assinatura de Ellis, ou seja, bem acima do que se vê por aí. Não digo que vale o investimento (e nem vale), mas, ao menos, não pinta aquele arrependimento no final.

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Marvel Millennium 3
Ultimate Iron Man 1-5
De Orson Scott, Pasqual Ferry e Leonardo Manco
Ultimate Human 1-4
De Warren Ellis e Cary Nord
Panini, 212 pág
R$ 22,90

Atualizando

In Mondo Kicha on May 3, 2009 at 22:40

Muito trabalho e pouca diversão me fizeram deixar de lado o blog.

Por conta disso, um pilha de gibis se formou ao lado do Macbook esperando a sua devida resenha. E tem coisa boa, devo dizer. Aliás, nem preciso porque será visto por aqui nos próximos dias.

Nesse meio tempo, o Colorado venceu mais um Gauchão, confirmou sua superioridade sobre o Porto-Alegrense e, com uma série de goleadas, se firmou como uma das grandes equipes do Brasil no momento.

Mas isso é assunto pra outro post.

100 Anos de Glórias

In Inter 100 Anos, Mondo Kicha on April 8, 2009 at 02:05

Não lembro da primeira vez em que fui ao Beira-Rio. Nem de quando me descobri Colorado. Vai ver porque isso eu sempre fui. Como meu pai. Como meus irmãos. Como meu sobrinho, que recém dá os primeiros chutes com a canhotinha. Canhotinha de D’Alessandro, que com um passe genial colocou a bola à feição para Índio fazer o seu quinto gol em dez clássicos e entrar de vez para a história do Sport Club Internacional.

Para muitos, Índio é um dos maiores jogadores do Inter de todos os tempos. E quer saber? Pra mim também. Sou fã de Gamarra, mas como contestar um jogador que fez parte das maiores conquistas do Clube? Uma zaga com Índio e Figueroa… Nada mal.

Mas… e o gol? Pergunta difícil. Taffarel sempre foi um dos meus ídolos. Mas escolhendo ele eu teria que abrir mão de Manga; ou Manguita Fenômeno, como dizem os mais velhos que o viram bicampeão brasileiro em um time que fez história e mandou no Brasil nos anos 70. Nas laterais, Paulinho e Oreco. Não vi nenhum jogar, mas respeito a quase unanimidade em relação aos seus nomes.

O meio-campo do meu time dos sonhos começa com o maior jogador da história do Colorado, um dos maiores do Brasil. O que ouço falar sobre Beckembauer eu vejo em Paulo Roberto Falcão. Sim, aquele que foi preterido por Chicão em 78. Que fez aquele golaço em 82 contra a Itália. O Rei de Roma. Igual a ele, nunca houve. Ao seu lado, escalo Carpegianni, bicampeão brasileiro, heptacampeão gaúcho, um craque com a bola nos pés.

Daí pra frente, é só alegria: vou com quatro atacantes, justo para aquele que já foi conhecido como Rolo Compressor. E o primeiro deles não poderia ser outro: Fernandão, o Capitão Planeta, capitão e líder das maiores conquistas do Clube nos últimos anos. Um predestinado, que no seu jogo de estréia faria o Gol 1000 dos clássicos gre-Nal.

Numa linha mais à frente, Valdomiro e Tesourinha. O primeiro, para muitos, é o maior jogador da história do Inter. Ficou 12 anos no Clube. Jogou mais de 800 partidas, um número inacreditável hoje em dia. Octacampeão gaúcho, tricampeão brasileiro. Se títulos valem, e valem muito, nenhum outro tem mais que Valdomiro. Tesourinha também tem oito títulos gaúchos. E, para meu pai, jogou mais que Garrincha.

Eu acredito.

Na frente, comandando o ataque, Carlitos. Artilheiro do Rolo Compressor da década de 40, fez mais de 300 gols em 14 anos de Inter. Mas, mais do que isso: é o maior artilheiro dos clássicos gre-Nais, com 45 gols. Para mim, é o bastante.

Fazer uma seleção de todos os tempos do Internacional é contar, resumidamente, a vida de um Clube que, desde sua fundação, faz história. Fez história abrindo suas portas para as minorias. Fez história vencedo um regional com 100% de aproveitamento. Fez história sendo Campeão Brasileiro Invicto. Fez história vencendo todos os títulos que um clube do Brasil poderia disputar.

Obrigado, Inter, por toda a felicidade que me proporciona.

Obrigado, pai, por me fazer Colorado.

O primeiro título do Centenário

In Inter 100 Anos on March 1, 2009 at 23:08

Depois de três partidas de pouco futebol, o INTER voltou a jogar bem. E jogando bem foi merecedor da vitória no clássico e, consequentemente, do título do primeiro turno do Campeonato Gaúcho. A taça Fernando Carvalho, com justiça, fica no Beira-Rio.

No time colorado, a dúvida estava no substituto de D’Alessandro, suspenso. A escolha de Tite foi óbvia e acertadíssima: Andrézinho, que assumiu a camisa 10 após a saída de Alex, comandou o time e foi o grande destaque do greNAL 375.

O primeiro tempo do Inter foi de pleno domínio. Com Sandro à frente da zaga, Magrão e Guiñazu tiveram liberdade para apoiar Bolívar e, principalmente, Kléber. Pelo seu lado, saíram as melhores jogadas de ataque da equipe, a primeira delas com Nilmar: o atacante recebeu de Táison, driblou o marcador e bateu para grande defesa de Vítor. No rebote, Kléber chutou rasteiro e, mais uma vez, o goleiro gremista fez uma defesa espetacular.

Em sua melhor partida pelo clube, o lateral-esquerdo era um dos destaques da equipe. Após tabela com Andrézinho, Kléber recebeu de Táison e cruzou na medida. O meia cabeceou para o chão, mas Vitor, com uma defesa de puro reflexo, manteve o 0 a 0 no placar ao final dos primeiros 45 minutos.

Se não dava na bola rolando, teria que ser na bola parada. E logo na volta do intervalo, o Inter abriu o placar. Kléber levantou na área, a zaga gremista fez a linha burra e Índio, livre de marcação, teve tempo de matar no peito, esperar a bola quicar e fuzilar Vitor: 1 a 0.

O gol escancarou a superioridade do time de Tite. Em novo cruzamento de Kléber, o goleiro gremista soltou a bola, mas o mesmo Índio não conseguiu completar para o gol. Na sequência, Táison avançou pelo meio e chutou para defesa segura de Vítor. Acuado, o Tricolor ainda viu Guiñazu deixar de fazer o segundo gol após roubar a bola de Tcheco, entrar na área e passar a bola ao invés de chutá-la.

E foi no melhor momento colorado que o Tricolor empatou. Jonas recebeu de costas para o gol, fez o pivô e deixou à feição para Alex Mineiro encobrir Lauro com um belo toque: 1 a 1 no marcador.

Logo após, Souza chutou rasteiro para boa defesa do goleiro colorado. Foi o último suspiro tricolor que, pouco depois, veria o Inter passar à frente do placar, mais uma vez. Andrézinho cobrou a falta sofrida por Táison e Magrão, de cabeça, guardou. Era o 2 a 1, era o gol da vitória.

Vitória que poderia ter sido por um placar maior caso Nilmar aproveitasse o passe espetacular de Táison. A bola, caprichosamente, bateu na trave antes de ser afastada pela zaga. E, na última oportunidade da partida, Alecsandro tabelou com Andrézinho e concluiu para mais uma boa defesa de Vítor, o melhor jogador gremista em campo.

Com a melhor campanha, o melhor ataque, a melhor defesa e a o artilheiro do campeonato, o INTER chega ao primeiro título do ano do seu Centenário. É apenas o primeiro turno do Gauchão, mas demonstra que, ao contrário do que possa sugerir a derrota na estréia da Copa do Brasil, o Colorado está entrando em campo com fome de títulos.

Bem ao gosto do torcedor.

OS NOMES DO COLORADO

Lauro
Regular, apenas.
Nota 6

Bolívar
Bem na defesa, ainda atacou com segurança.
Nota 6

Índio
Zagueiro artilheiro, fez mais um gol em clássico.
Está jogando muito.
Nota 8

Álvaro
Não foi tão bem quanto seu companheiro.
Mas não deu chances ao ataque gremista.
Nota 6

Kléber
Sua melhor partida com a camisa do Inter.
Participou de ambos o gols.
Nota 8

Sandro
Com ele, o time joga. E Magrão. E Guina.
Um marcador implacável, que não faz faltas.
Nota 8

Magrão
Não estava bem, mas fez o gol da vitória.
Pura raça.
Nota 7

Guiñazu
Cresce de produção a cada partida.
Nota 7


Andrézinho
Fez juz à camisa 10 herdada de Alex.
Foi o principal jogador colorado.
Nota 9

Táison
Pela esquerda, foi perigo constante pro adversário.
Com a bola no pé, só foi parado com falta.

Nota 8

Nilmar
Teve duas grandes chances, desperdiçou ambas.
Nota 7

Alecsandro
Entrou em lugar de Táison.
Teve pouco tempo, mas construiu uma boa jogada.

Nota 5

Rosinei
Entrou em lugar de Magrão.
Sem nota

Marcelo Cordeiro
Entrou em lugar de Nilmar.
Sem nota

Demolidor – Revelado

In Comics on March 1, 2009 at 18:51


Demolidor – Revelado
Marvel Knights: Daredevil 32-37

A identidade do Demolidor foi revelada. Foi revelada e estampa a primeira página do Globo Diário que, em matéria exclusiva, afirma que o herói da Cozinha do Inferno é o advogado Matt Murdock, cego desde a infância.

Questionado por Foggy se não é a vida que escolheu que o levou a um círculo vicioso de dor, Matt reflete profundamente sobre sua segunda vida, de herói. E toma uma decisão: negar a manchete e processar o jornal em 400 milhões de dólares.

Assim, em poucas linhas, parece assunto para uma trama de algumas página. Longe disso. Aqui, temos Brian Michael Bendis no melhor de sua forma, capaz de preencher seis edições com conflitos psicológicos pelos quais somente o Homem Sem Medo poderia passar.

Não por acaso o trabalho de Bendis foi, desde seu início, comparado ao de Frank Miller. Nunca a vida de Matt havia sido tão explorada – a ponto de tornar-se mais importante que a do próprio herói. Depois da brilhante série Alias, foi a partir do trabalho em Demolidor que Bendis passou a ser considerado um dos melhores autores de HQ de sua geração.

Com toda justiça.

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Demolidor – Revelado
Hulk & Demolidor 7-12, Panini

Fell, Volume 1: Cidade Brutal.

In Comics on February 25, 2009 at 23:01

Logo nas primeiras páginas da revista, há uma pequena observação: para preservar a arte, os textos das placas e prédios, entre outros, foram mantidos no original – sendo explicados com pequenas legendas logo abaixo dos quadros. Justo, pois a arte pintada de Ben Templesmith merece os maiores elogios.

Digo isso, pois o que deve chamar a atenção, num primeiro momento, é o nome de Warren Ellis na capa. Ellis, autor de Planetary, é quase sempre garantia de qualidade em quadrinhos. E aqui não é diferente. Mas é fato que a série provavelmente seria diferente não fosse o talento de seu ilustrador.

Com Templesmith, Ellis conta o dia-a-dia do detetive Richard Fell, recém transferido para Snowtown, cidadezinha “do outro lado da ponte” onde todas as casas (e pessoas) são protegidas por um símbolo característico. Em seu novo trabalho, Fell divide o setor de homicídios com outros dois policiais e meio – referência a um detetive que não tem as duas pernas –, e seus casos são os mais diversos e bizarros. De uma grávida que é assassinada e tem seu feto roubado a uma (nada) frívola disputa pela guarda de uma criança, Snowtown se mostra uma cidade sem lei, onde é comum cadáveres surgirem boiando nas docas.

O ótimo trabalho da dupla Ellis e Templesmith é devidamente valorizado pela Landscape: a edição, que conta com os oito primeiros números da série, é muito bonita. Além do papel especial, na capa há aplicação de prolan e de verniz localizado que destaca alguns detalhes da arte. Cada capa original acompanha sua respectiva edição – com menos páginas que os quadrinhos tradicionais, como explica o texto do editor Mauricio Muniz. Por fim, uma breve biografia da dupla criativa.

Cidade Brutal é um gibi que não apenas dá gosto de ler, como reler e, principalmente, ter na prateleira pra exibir. Agora, resta elogiar o trabalho da Landscape e torcer para que a série seja publicada por completo por aqui.

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No site da editora, dá pra ler o primeiro capítulo de Fell: vê se aproveita, rapaz!

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Fell, Vol.1: Cidade Brutal
Fell, Vol.1: Feral City
De Warren Ellis e Ben Templesmith
Landscape, 152 pág.
R$ 33,00

Batman: Cidade Castigada – Edição Especial.

In Comics on February 25, 2009 at 22:39

A capa diz Edição Especial, mas dá pra chamar essa de edição especialíssima. O tratamento dado pela Panini ao arco Broken City, da dupla Brian Azzarello e Eduardo Risso, é de tirar o chapéu. Tem capa dura, texto introdutório, capas originais, biografias; enfim, a edição tá uma beleza, mesmo.

Azzarelo e Risso são responsáveis por 100 Balas, para muitos a melhor série policial de todos os tempos. Ou seja, Gotham City é um ambiente que a dupla domina por completo. Aqui, o assassinato de uma mulher grávida leva Batman a um confronto com velhos inimigos e com uma nova dupla de bandidos que ameaça a Pequena Tóquio. E em se tratando do Homem-Morcego, o quociente psicológico não poderia faltar: um menino tem os pais mortos por acidente, fazendo com que todo o passado e o trauma de Bruce venha à tona e afete profundamente sua investigação.

Risso, aqui, faz um trabalho fenomenal, com um jogo de luzes e sombras como poucos sabem fazer – talvez só Frank Miller e sua Sin City cheguem ao mesmo nível. Quem acompanha 100 Balas conhece bem o talento do desenhista argentino, mas não se pode deixar de fazer os devidos elogios à arte dessa edição. Assim como à trama de Azzarello: é como se a dupla trabalhasse com o morcegão há muito tempo.

Pra completar, cabe um destaque para as belíssimas capas originais de Dave Johnson. E, pra não dizer que esta é uma edição perfeita, vale uma ressalva: a Panini poderia ter colocado essas capas originais ao longo da revista – e não no final, de uma vez só, como fez. Ajudaria até a separar um capítulo de outro, colaborando com a leitura, já que o último quadro dos capítulos acaba sendo o gancho para o próximo.

Um minimo detalhe, que em nada muda minha opinião final: este é um gibi que merece a leitura. E, por que não?, um lugarzinho na prateleira de qualquer fã do herói.

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Batman: Cidade Castigada – Edição Especial
Batman 620-625
De Brian Azzarello e Eduardo Risso
Panini, 148 pág.
R$ 26,90

Invencível, Volume Um: Negócios de Família.

In Comics on February 24, 2009 at 08:38

Uma série de bons reviews e uma promo na Comix me fizeram encomendar este encadernado com as quatro primeiras edições de Invencível, herói da Image criado por Robert Kirkman e Cory Walker – pra mim, até então, completos desconhecidos.

Invencível é Mark Grayson, um adolescente como qualquer outro não fosse um pequeno detalhe: ele é filho do Omni-Man, o maior super-herói do planeta. Mark começa a desenvolver super poderes, ganha um uniforme e começa a combater o crime junto com a Tropa Jovem, um grupo de heróis, ãhm, jovens, que investiga o desaparecimento de dois alunos na escola onde estuda.

Não há muito mais o que dizer sobre Negócios de Família sem entregar o que acontece. Mas isso é o de menos, pois todos os elogios a Invencível se davam por sua suposta “novidade”, seu “frescor” diante da mesmice dos quadrinhos. Bobagem. Concordo que há uma certa dose de diversão, mas apesar do texto esperto de Kirkman, a série não traz nada de absolutamente novo – nada que mereça a referência, ao menos. E os desenhos de Walker, elogiados pela “simplicidade”, parecem aquele tipo de desenho que todo amante de quadrinhos com o mínimo de talento fazia na adolescência.

No fim das contas, me parece que as boas críticas eram muito mais direcionadas à editora que à própria HQ; afinal, é característica da Image histórias com o máximo de cores e brilhos e o mínimo de argumento e inteligência. Aqui, realmente, temos um passo adiante de tudo que a editora tem feito. Mas é insuficiente para brigar de igual com os melhores títulos da Marvel e da DC.

Por fim, vale um reconhecimento à HQM, que fez uma bela edição. Negócios de Família, apesar de tudo, é uma edição bem acabada, com papel de qualidade e extras bacanas. Tudo o que a gente quer quando vai investir um dinheirinho extra em uma edição especial. Uma pena que Invencível não esteja à altura.

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Invencível, Vol.1: Negócios de Família
Invincible, Volume One – Family Matters
De Robert Kirkman e Cory Walker
HQM Editora, 122 pág.
R$ 26,90

Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro, Volume 1: O Demônio na Garrafa.

In Comics on February 19, 2009 at 00:26

No embalo do filme estrelado por Robert Downey Jr., a Panini lançou, em maio do ano passado, este encadernado, com uma das mais famosas e elogiadas fases do Homem de Ferro. Bastante apropriado, pois o Tony Stark do filme tem muito do personagem do gibi, um bon vivant que não funciona sem um copo de whisky na mão.

A luta de Tony com o álcool não é uma novidade para o leitor, mas nunca foi mostrada de forma tão explícita (e chocante) quanto nessas histórias do final da década de 70 escritas por David Michelinie e desenhadas por John Romita Jr., hoje um dos artistas-referência nos quadrinhos americanos.

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O velho e o príncipe do mar!
Iron Man 120
Um ardil por qualquer outro nome…
Iron Man 121

Ao sobrevoar uma pequena ilha do Atlântico Sul, o avião em que viaja Tony Stark é atingido pela luta entre Namor e soldados de uma base militar secreta. O Homem de Ferro entra em confronto com o Príncipe Submarino, acaba subjugado e, por fim, entende que, na verdade, os soldados são seguranças de uma corporação interessada em explorar o vibranium existente na ilha. Já nessa história o herói sofre com os defeitos na sua armadura e há a participação especial de Bethany Cabe, interesse romântico de Tony, e Jim Rhodes, seu fiel escudeiro.

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Jornada!
Iron Man 122

Pausa para que o leitor conheça a origem do Homem de Ferro, que remete à década de 60, no Vietnã. Vemos o exército americano combatendo os vietcongues com o moderno armamento das Indústrias Stark, até ser pego numa armadilha. Tony é capturado e tem sua sentença de morte assinada devido aos estilhaços de uma bomba que ficam alojados no seu peito, próximos ao coração. Mas sobrevive, graças à armadura de metal que, evoluída, faz do empresário um super-herói.

Dentro do contexto, é uma história dispensável, mas que acaba caindo muito bem aqui, visto que muita gente foi conhecer o herói apenas pelo filme de Jon Favreau.

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Cassino fatal!
Iron Man 123
Ódio em pedaços!
Iron Man 124
Prelúdio em Mônaco
Iron Man 125
Hammer ataca!
Iron Man 126
… O lar de um homem é seu campo de batalha!
Iron Man 127

Chegamos ao arco-chave da edição. Se a armadura do Homem de Ferro aparentava defeitos bastante incômodos, aqui eles causam uma fatalidade: o assassinato do embaixador carneliano em uma cerimônia da ONU. O herói consegue evitar sua prisão, e Tony resolve investigar a situação por conta própria, com a ajuda de Jim. As evidências levam a Justin Hammer, empresário financiador de vilões de segunda categoria que, ao controlar a armadura do Homem de Ferro, buscava desacreditar a Stark Internacional e assinar um contrato milionário com o país do embaixador assassinado.

O herói é inocentado, mas sofre com os olhares acusatórios. Mas, mais ainda sofre Tony Stark com a morte de um inocente sobre suas costas. A situação torna-se quase insuportável e Tony, num arroubo de embriaguez, ofende o mordomo mais famoso dos quadrinhos, Jarvis, que não leva desaforo pra casa e entrega ao chefe sua carta de demissão.

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Demônio na garrafa
Iron Man 128

Todos os acontecimentos levam a uma das histórias mais famosas (senão a mais famosa) do Homem de Ferro, que não por acaso dá nome ao encadernado. Totalmente entregue à bebida, Tony é interpelado por Bethany, que lhe dá um ultimato e o ajuda a livrar-se do vício. A luta contra o álcool não é fácil; ao contrário, é sofrida e dolorosa. E rende momentos realmente emocionantes – muito devido à sensibilidade da dupla Michelinie e Romita Jr., que aqui faz um trabalho memorável.

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Demônio na garrafa é um momento histórico por tudo o que significou, não apenas para o herói como para os quadrinhos. Raras são as vezes em que um gibi sai do mero quadrinho, da cena de ação pueril, do diálogo fácil. David Michelinie e John Romita Jr. praticamente redefiniram o personagem, trazendo Tony Stark para o mundo real, com um inimigo terrível e muito difícil de ser derrotado. Não um super-vilão, não um grupo de vilões, mas alguém muito pior: ele mesmo.

Com tudo isso, este é um encadernado que pode ser considerado obrigatório não só para todo fã do Homem de Ferro como, também, para todo fã de uma grande história.

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Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro, Vol.1: O Demônio na Garrafa
De David Michelinie e John Romita Jr.
Panini, 172 pág.
R$ 22,90

Happy Anniversary!

In Mondo Kicha on February 17, 2009 at 13:00

Me lembra a Fer que hoje faz 9 anos que “a gente juntou os trapinhos”.

Que coisa, hein?
Tudo culpa do Tarantino, rapaz.

I love you, Honey Bunny.

Os Maiores Clássicos do Capitão América, Volume 1.

In Comics on February 15, 2009 at 23:27

Mais um encadernado que compro por causa de um nome: John Byrne. Como já comentei em outras oportunidades, o artista canadense reinou nos anos 80, assumindo os grandes títulos em quadrinhos tanto da Marvel (X-Men, Quarteto Fantástico) quanto da DC (Super-Homem). Com Roger Stern, Byrne fez as nove edições de Capitão América que compõem este encadernado.

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A primeira luz da aurora!
Captain America 247
Homem-Dragão!
Captain America 248
Morte, onde está o teu ferrão?
Captain America 249

As três primeiras histórias fazem um pequeno arco que começa com o Capitão América reencontrando seus antigos pertences e sendo atacado pelo Barão Strucker. O vilão se revela um robô, criação de Mecanus que, por vingança, envia o Homem-Dragão para confrontar o herói.

Mas a história não se resume à ação ininterrupta, pois Stern e Byrne se dedicam bastante à vida pessoal de Steve Rogers, apresentando alguns vizinhos, dentre eles Bernie, interesse romântico do alter-ego do herói, um ilustrador freelancer de agências de publicidade.

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Capitão para presidente!
Captain America 250

Da época, uma das histórias mais bacanas do herói, para mim: depois de libertar reféns de um ataque à conveção de um partido político, o Capitão América tem seu nome lançado como candidato à presidência dos Estados Unidos. O anúncio causa rebuliço na frente da Mansão dos Vingadores. Dentro dela, opiniões contrárias: enquanto a Vespa vê um exemplo para todos, o Visão vê um homem deslocado no tempo. O vingador vai buscar respostas na escola frequentada por Steve Rogers nos anos 30 e seu pronunciamento, mesmo não sendo o que a população esperava, acaba por dar uma grande lição a todos.

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O mercenário e o louco
Captain America 251
Fogo frio!
Captain America 252

Para quem estava aprendendo a desenhar e adorava cenas de ação, esta história era um prato cheio. Batroc liberta Mr. Hyde da prisão na esperança de receber uma polpuda recompensa. Ludibriado, o mercenário acaba tornando-se parceiro do vilão no sequestro de um petroleiro. O Capitão América intervém e é derrotado. Mas recebe a ajuda de Batroc e consegue evitar que Mr. Hyde conduza o petroleiro até a Baía, o que causaria um desastre à cidade.

Esta edição conta com um bônus chamado As vidas e as aventuras do Capitão América, com um breve resumo da sua história e uma rápida apresentação do apartamento e dos amigos e vizinhos de Steve Rogers, além dos parceiros do herói no combate ao crime.

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Se um velho conhecido for esquecido
Captain America 253
Legado de sangue
Captain America 254

O Capitão América é chamado à Inglaterra pelo Lorde Falsworth, o antigo Union Jack que combateu o Nazismo na década de 40 e acredita que a onda de assassinatos que assola a cidade é causada por seu meio-irmão, o Barão Sangue. O herói enfrenta o vampiro e consegue derrotá-lo com o auxílio de um amigo do neto de Falsworth, mas a vitória absoluta exige que o Capitão faça uma coisa inimaginável: matar o vilão, decepando sua cabeça. Urgh.

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A lenda viva
Captain America 255

Fechando a passagem da dupla pelo herói, a derradeira origem do Capitão América acompanhada de sua primeira aventura. Uma história absolutamente nostálgica, que termina, veja só, com o hino norte-americano.

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Completando, temos dois extras: o primeiro são seis páginas de uma décima história nunca terminada por Byrne e Stern, que apenas a roterizou. A segunda é uma entrevista de cinco páginas com Roger Stern. São extras que dão um tempero a mais esta edição especial que certamente agradará a todos os fãs do personagem. Mas, principalmente, de John Byrne que, na companhia do arte-finalista Joe Rubinstein, fez um belo trabalho no Sentinela da Liberdade.

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Os Maiores Clássicos do Capitão América, Vol.1
De Roger Stern e John Byrne
Panini, 212 pág.
R$ 28,90

Sandman – Prelúdios & Noturnos, Volume 1.

In Comics on February 15, 2009 at 23:22

Eu leio muito gibi. Na verdade, compro mais do que leio, tem alguns da última encomenda ainda esperando a vez na prateleira. Mas não é essa a questão. A questão é que eu leio muito. E fazia tempo que eu não tinha vontade de dar um 10, com louvor, pra um gibi.

Tenho ouvido falar de Sandman há muitos anos, mas nunca havia me dedicado a obra maior de Neil Gaiman. Uma revistinha em promo aqui, um encadernado ali, e olhe lá. Eu sempre gostei de tudo, mas nada que tenha me feito colecionar, por exemplo, como acontece com meus autores preferidos.

Isso mudou quando a Pixel anunciou que relançaria toda a obra desde o início, com todos os extras de Absolute Sandman, em edições especiais. Saiu a primeira, e eu de pronto comprei. E Neil Gaiman ganhou mais um fã. O primeiro volume de Sandman – Prelúdios & Noturnos é uma preciosidade.

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O sonho dos justos
Sandman 1

A história começa em 1916, quando uma organização de magia negra tenta aprisionar a Morte e acaba contendo, por engano, o Senhor do Mundos dos Sonhos. Sem seus apetrechos pessoais, Sandman fica aprisionado em uma cela de vidro cercada por magia, vigiado por guardas que nunca dormem. Burgess, o chefe da organização, morre e o filho assume seu lugar. Até que, após cerca de 70 anos de prisão, Sandman se liberta através do sonho de um dos guardas adormecidos. E a sua vingança é absolutamente terrível.

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Anfitriões imperfeitos
Sandman 2

Livre, Sandman encontra-se com Caim e Abel na Casa do Mistério e trata de se recuperar, descansando e se alimentando. De lá, parte para o Mundo dos Sonhos e vê seu antigo lar totalmente destruído. É então que Sandman convoca as Três Bruxas, Cynthia, Mordred e Mildred para que o ajudem a encontrar seus objetos perdidos durante a prisão quase centenária: a bolsa de Areia de Sonho, o Elmo e a Pedra dos Sonhos.

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Sonhe um pequeno sonho comigo
Sandman 3

A procura pelo primeiro objeto, a bolsa de Areia de Sonho, leva Sandman a um encontro com John Constantine em uma história típica do personagem, numa Londres chuvosa, embalada por muitas músicas bastante significativas no contexto da trama. A bolsa encontra-se de posse de uma ex-namorada de John que, usando a areia do interior da bolsa, acabou por fazer com que os sonhos se alimentassem dos moradores da casa.

Relendo o capítulo pra fazer a resenha, vejo que foi aqui que Sandman me conquistou de vez. As canções, o ambiente, a situação de John… realmente, é uma bela história, arrebatadora.

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Uma esperança no Inferno
Sandman 4

Tendo a bolsa de areia em mãos e recuperando aos poucos seus poderes, Sandman parte em busca de seu Elmo no Inferno, onde é levado por Etrigan até a presença de Lúcifer – caracterizado como um David Bowie no início da carreira. Desafiado pelo demônio que tem a posse do seu objeto, o Senhor dos Sonhos vence. Mas, antes de deixar o Reino do Mal, ainda vê oportunidade para dar uma lição de moral em Lúcifer.

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Eis um gibi que logo que tu termina a leitura dá vontade de ler de novo. É uma história excepcionalmente bem escrita e bem contada que, se não compartilha de desenhistas renomados, conta com artistas à medida para o personagem. Como se não bastasse, a edição conta com extras de primeira: além das belíssimas capas originais do excepcional Dave McKean, há uma explicação para cada nota, além da proposta de Neil Gaiman para o personagem acompanhada de esboços de Leigh Baulch, Sam Keith e do próprio autor.

A lamentar, apenas, que o tempo que eu levei para ler o gibi foi o suficiente para o editor dar adeus à Pixel e as coisas ficarem bastante confusas por lá – e, principalmente, para seus leitores que não sabem se poderão contar com os títulos da editora neste ano de 2009. O segundo volume de Sandman – Prelúdios & Noturnos já se encontra à venda, mas tudo leva a crer que a republicação da série se encerrará por aqui.

O que seria, realmente, uma pena.

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Sandman – Prelúdios & Noturnos, Vol.1
De Neil Gaiman, Sam Keith e Mike Drindenberg
Pixel, 148 pág.
R$ 29,90

Deu INTER no gre-NAL de Erechim

In Inter 100 Anos on February 8, 2009 at 22:50

No primeiro tempo, o greminho foi (muito) melhor. No segundo, o INTER dominou. No final dos 90 minutos, o resultado acabou sendo justo. Justo pois, se o tricolor foi melhor no aspecto coletivo, o COLORADO mostrou a força da individualidade. E, com um golaço de NILMAR, chegou à quinta vitória em seis partidas no Gauchão.

Para os colorados, os primeiros 45 minutos foram de pavor. Tite manteve o trio de atacantes e acrescentou a eles Taison, o destaque do time nos últimos jogos. Com quatro homens na frente, o Inter abriu o meio campo para o tricolor deitar e rolar. Frequentemente, os laterais gremistas eram vistos na área colorada. Tcheco e, principalmente, Souza, tiveram total liberdade para chegar ao ataque. Não fosse a falta de pontaria (e a jornada espetacular de Lauro) e o tricolor poderia ter ido para o intervalo com a vantagem de dois ou três gols, tranquilamente.

Mas não, pois, como já falei antes, este era o clássico da individualidade. E numa cobrança de falta de D’Alessandro, William Magrão jogou contra o patrimônio: INTER, 1 a 0.

Tite viria a corrigir a escalação no intervalo. Manteve Taison em campo, retirando Alex, o craque do time e um dos melhores jogadores do Brasil em 2008. Em seu lugar, entrou Andrezinho com a tarefa de fazer a ligação entre o meio campo e o ataque.

Uma decisão que se mostrou acertadíssima. Com Andrezinho, o COLORADO equilibrou a disputa na meia-cancha e aumentou o volume de jogo consideravelmente. E o próprio meia deixaria de fazer o segundo gol colorado em uma defesa espetacular de Vítor. O melhor goleiro do Brasil haveria de salvar sua equipe em outro lance: bola cruzada e Nilmar bate de primeira. Vitor defende e o atacante bate novamente, de primeira. Mais uma vez, o goleiro gremista faria uma intervenção milagrosa, dessa vez com os pés.

O INTER dominava a partida, mas não mudava o marcador. Numa falha individual de Índio, o tricolor chegaria ao empate. Ruy tomou a bola do zagueiro colorado e cruzou rasteiro para Jonas, sem marcação, tocar a bola para o fundo das redes: 1 a 1.

A partir de então, tricolor passou a pressionar ainda mais fortemente. Em lance duvidoso (pois só foi esclarecido pela TV, em câmera lenta), Jonas marcou o segundo, mas o auxiliar anulou, alegando impedimento. Erro do trio de arbitragem, que falhou igualmente ao não expulsar Réver, que puxou Nilmar em clara e manifesta situação de gol. Souza foi outro que se livrou de um cartão (amarelo ou vermelho): o meia chutou a boca de D’Alessandro em disputa de bola, mas Carlos Simon preferiu contemporizar. Sem dúvida, a arbitragem deixou a desejar.

E quando o empate parecia o resultado final, eis que a individualidade mais uma vez decidiu. Em contra-ataque em alta velocidade, Taison arrancou pela esquerda e lançou Nilmar. O atacante ganhou da marcação e, de primeira, soltou a bomba, no ângulo direito de Vitor. Um golaço: INTER, 2 a 1.

Com o resultado, o COLORADO dispara na liderança do campeonato: com 16 pontos, está seis à frente do segundo colocado da sua chave e quatro à frente do líder da Chave 2, o Ypiranga de Erechim. O tricolor da Azenha, enquanto isso, amarga a sexta colocação e vê o título do primeiro turno cada vez mais longe.

Depois do surpreendente empate sem gols na primeira rodada, contra o Santa Cruz no Beira-Rio, o time de Tite acumula cinco vitórias consecutivas e desponta como favorito à conquista do Gauchão. Se até esta rodada isso não significava muita coisa, depois da vitória no gre-NAL o INTER passa a ter muito o que comemorar.

OS NOMES DO COLORADO

Lauro
Seguro, quando exigido.
Nota 8

Danilo
Fez mais do que Bolívar vem fazendo.
Nota 5

Índio
Falhou bisonhamente no gol gremista.
Nota 6

Álvaro
Soberano na área colorada.
Nota 8

Marcão
Não comprometeu, mas o lugar no time é de Kléber.
Nota 5

Guiñazu
Incansável, teve trabalho na primeira etapa.
Nota 6

Magrão
No mano-a-mano, deixou a desejar.
Nota 5

D’Alessandro
Foi caçado pela marcação tricolor.
Na sua especialidade, abriu caminho para a vitória.
Nota 6

Alex
Está devendo. E faz tempo.
Visivelmente afetado pelas negociações com o exterior.
Nota 5

Taison
Disperso no primeiro tempo, fez a diferença no segundo.
Um passe primoroso para o gol de Nilmar.
Nota 7

 

Nilmar
Matador. Definiu a partida.
Nota 9

Demolidor – O Segundo Homem

In Comics on February 8, 2009 at 17:07


Demolidor – O Segundo Homem
Marvel Knights: Daredevil 26-31

Wilson Fisk é esfaqueado e deixado à morte. Enquanto isso, Matt Murdock e Foggy Nelson sofrem um atentado à bomba. Assim inicia o arco que faria de Demolidor a Melhor Série de 2003.

O ataque ao Rei do Crime é ordenado pelo misterioso Sammy Silke, de Nova Jersey. Filho de um antigo parceiro de Fisk e amigo de infância de Richard Fisk, Silke chega a Nova York e desafia a liderança do Rei por conhecer a identidade secreta do Demolidor e não fazer uso da informação para tirar o herói de circulação.

A notícia de que há um prêmio pela sua cabeça faz da vida de Matt Murdock um inferno. Ao mesmo tempo, o ataque ao seu marido faz com que Vanessa venha à cidade e ordene uma resposta à altura. Acuado e vendo seus parceiros morrerem um a um, Silke só vê uma saída para evitar sua própria morte: entregar-se à polícia, oferecendo uma informação preciosa em troca de sua vida.

Foi assim que, no início de 2002, a aclamada fase de Brian Michael Bendis e Alex Maleev à frente do Homem Sem Medo começou nos Estados Unidos. O arco chegou por aqui dois anos depois, na extinta Hulk & Demolidor – uma dupla em princípio bizarra que acabaria unindo, na revista, dois títulos indicados ao Prêmio Eisner.

Bendis chegou e a virou a vida de Matt ao avesso. Trouxe à tona as mortes de Karen e Elektra, questionou o fato de muitos saberem que Matt Murdock é o Demolidor e colocou no centro da trama o conflito entre o super-herói e o advogado. Com tudo isso, fez história a ponto de rivalizar com aquele que, até então, havia sido o responsável pela melhor fase do Homem Sem Medo, Frank Miller.

E foi aqui, em Hulk & Demolidor 1, que tudo começou.

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Demolidor – O Segundo Homem
Hulk & Demolidor 1-6, Panini

Mesmo Delivery

In Comics on February 2, 2009 at 12:04

Um ex-boxeador, Rufo, pega um bico como motorista para a Mesmo Delivery, uma empresa, dã, de entregas. A única recomendação? Que o container não seja aberto sob hipótese alguma. No meio do caminho, Rufo faz uma parada rápida em um posto de gasolina, e é aí que a diversão começa.

O que mais impressiona neste road-comic (ou “road-thriller” nas palavras do próprio autor) é o traço robusto é vigoroso de Rafael Grampá, um gaúcho que trabalhou no Estúdio Lobo e venceu o Eisner de Melhor Antologia por 5, produzido em parceria com os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá. Mas não apenas isso. Além do traço, impressiona também a narrativa cinematográfica de Grampá, com um quê da ultraviolência (caricata) de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino e quadros impossíveis, como os que ilustram as páginas 36 e 37.

Mesmo Delivery, que revela boas surpesas no desenrolar da história, não consta em muitas listas de Melhores Comics de 2008 ao acaso. É uma belíssima HQ, que vem para nos tirar das mesmices (com o perdão do trocadilho) dos gibis de hoje em dia.

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Mesmo Delivery
De Rafael Grampá
Desiderata, 58 pág.
R$ 39,00

Os Novos Vingadores 60

In Comics on February 2, 2009 at 11:13

Está cada vez mais difícil encontrar uma boa revista mensal pra colecionar. Com a Pixel em situação indefinida, o jeito é recorrer a Panini que, em vez de aproveitar o momento para bombar de vez, prefere insistir na lamentável Miss Marvel. Na boa, isso é irritante demais. Com Novos Vingadores, Capitão América e Thor, não dá pra entender a insitência em publicar um título tão ruim, tão sem propósito (fora que ficaria bem mais adequado ao mix de Avante, Vingadores).

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Os Novos Vingadores
New Avengers Annual 2

“Tudo ao mesmo tempo agora”, diria uma música do Titãs. É a invasão skrull, o Hulk voltando à Terra querendo matar os Illuminati, o Capuz montando uma mega equipe de criminosos… A vida dos Novos Vingadores não está nada fácil, convenhamos. Neste especial, temos uma sequência forte de luta entre o grupo e a gangue do Capuz que acaba com um Dr. Estranho ensandecido, evocando os poderes dos piores demônios possíveis e retirando-se do campinho para a devida recuperação. Como se não bastasse, cansada de ver sua filhinha em apuros, Jessica Jones bate na porta da Torre Stark para se registrar.

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“É conversando que se avança!”
Avengers Classic 1

É constrangedor ver uma história dessas publicada, francamente.

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O Monstro e a Marvel
Ms. Marvel 22
Parte 2

Não li e não vou ler.

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A Morte do Sonho – 2º Ato
Captain America 33
O Fardo dos Sonhos: Parte Três

No derradeiro encontro entre Bucky e Tony Stark, as intenções do Soldado Invernal mudam após a leitura de uma carta assinada pelo próprio Steve Rogers. Vem aí o novo Capitão América.

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Por que comprar?
Porque Capitão América é bom demais.

Por que não comprar?
Duas palavras (e 24 páginas): Miss Marvel.

Relação Custo/Benefício
Ruim, pois vale por apenas uma história: Capitão América. Novos Vingadores até que é legal, mas eu já tô enchendo o saco desse monte de lutinha, uma atrás da outra, sem roteiro nenhum por trás.

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Os Novos Vingadores 60
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

O melhor de 2008: Cinema, parte 2

In Cinema, Mondo Kicha on January 25, 2009 at 22:57

Pra fechar meu Top Ten, eis os cinco melhores filmes de 2008, ao meu ver:

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5.
[REC]

Me caguei todo com esse angustiante terror espanhol que fica mais apavorante a cada minuto que passa. Evite a refilmagem americana e vá direto para esse filmaço.

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4.
EASTERN PROMISES

Que filme! Que atuação do Viggo Mortensen!

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3.
INTO THE WILD

Certamente, o filme que mais me impressionou nesse ano. Fui ver sem saber nada da história e posso dizer que fui (muito bem) recompensado por isso. Bela atuação de Emile Rirsh e uma trilha fantástica de Eddie Vedder em um dos grandes filmes de 2007. Sean Penn é o cara.

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2.
RATATOUILLE

A história do ratinho que quer ser um grande cozinheiro foi presença em 9 entre 10 listas de melhores filmes de 2007. Contando a minha, são 10.

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1.
WALL•E

Pois é, são dois desenhos no Top Five. Mas não havia como ser diferente. Porque, quando tu acha que a Pixel se superou, eles vão lá e te surpreendem. Foi assim com Os Incríveis, que pareciam o ápice até a estréia de Ratatouille. E foi assim nesse ano, com Wall•E que não só é a melhor animação já feita como, pra mim, o melhor filme de 2008.

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Bem… aí estão eles. Há outros flmes que poderiam ter entrado na lista, como o incômodo Blindness e o divertidíssimo In Bruges, mas acho que, no final das contas, meu Top Ten ficou de bom tamanho.

2008, enfim, foi um ano bom.

O melhor de 2008: Cinema, parte 1

In Cinema, Mondo Kicha on January 19, 2009 at 13:08

Bah, que saudade de fazer uma lista. Melhores do Brasileirão. Melhores Quadrinhos. Essas coisas. Começo minhas listinhas de melhores do ano passado com um top ten de melhores filmes assistidos. Tem um musical, um filme de super-herói, duas comédias e a estréia de uma guria talentosa demais:

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10.
ONCE

Eu gostei demais desse musical logo que vi. Com o passar do ano, ele foi ficando pra trás. Mas, ainda assim, merece um lugarzinho no meu Top 10, principalmente pela belíssima trilha de canções – Falling slowly ganhou o Oscar, lembra?

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9.
AWAY FROM HER

Mais impressionante que estréia de Sarah Polley na direção, somente a atuação de Julie Christie. Menção honrosa para Gordon Pinsent, fantástico no papel do marido. Belíssimo filme.

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8.
IRON MAN

No ano do superestimadíssimo Dark Knight, foi bom demais ver um filme de super-heróis despretensioso e divertidíssimo. Exatamente como deve ser. Robert Downey Jr. simplesmente detona como Tony Stark.

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7.
VICKY CRISTINA BARCELONA

Adoro quando a crítica usa de clichês como “não é o melhor (diretor)” para denegrir certos filmes. Aqui, tem um Woody Allen em boníssima forma, com um elenco afiadíssimo. Quem foi ver a Scarlett Johansson acabou se deparando com uma Penélope Cruz gostosa demais.

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6.
JUNO

Eu amo a Ellen Page. Só isso já bastaria. Além disso, ela é meio metidinha e apaixonada pelo melhor amigo, o que me faz lembrar de uma certa baixinha que eu conheço há alguns anos.

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Nos próximos posts, tem mais.

John Constantine: Hellblazer – Sangue Real.

In Comics on January 10, 2009 at 19:36

Se tem uma coisa que a Pixel me proporcionou foi conhecer melhor John Constantine. Acredite se quiser, mas foi só com a chegada da Pixel Magazine é que fui ler histórias do mago irlandês, criado à imagem de Sting, ex-vocalista do The Police.

Este encadernado é de fevereiro do ano passado, mas somente há pouco ele entrou pra minha coleção. Aqui, temos seis histórias escritas por Garth Ennis em 1992, ainda inéditas no Brasil, divididas em duas tramas.

Em Sangue Nobre, que toma quatro edições da revista, Constantine é chamado por um velho conhecido para investigar uma morte. John é levado a um clube exclusivo de pessoas ricas e famosas, cuja “tensão gerada pelo poder” exige alívios que vão do sadismo a beber sangue, e descobre que o assassinato foi cometido por uma pessoa possuída por um demônio. E que essa pessoa é um membro da família real.

Uma trama bem ao estilo provocativo de Garth Ennis, que fica ainda mais interessante quando se descobre que o demônio em questão é o mesmo que, 100 anos atrás, teria possuído Jack, o Estripador, o que dá vazão para o escritor destilar teorias sobre o famoso assassino. Macabra, nojenta e horripilante, a história faz juz à fama de Constantine.

A segunda trama, por sua vez, divide-se em duas partes. A morte de um amigo de John faz com que eles se envolvam com rapto de cadáveres e experimentos com os mesmos, feitos por um homem que quer, apenas, provar uma teoria: que os corpos são apenas carne, sem alma, e que a sua profanação nada causaria. Mais uma ótima história, que conta com a participação de Steve Dilon – parceiro habitual de Ennis em Preacher.

Dificilmente Garth Ennis escreve histórias ruins, e este encadernado é mais uma prova disso. Resta esperar que, com os últimos acontecimentos envolvendo a Pixel Media, a série não deixe de ser publicada de repente, como muitas vezes já aconteceu. Como “extras”, no final do encadernado temos as espetaculares capas originais ilustradas por Glen Fabry, que dão um toque especial a esta recomendadíssima edição.

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John Constantine: Hellblazer – Sangue Real
Hellblazer 52-55; 57-58
De Garth Ennis, William Simpson e Steve Dilon
Pixel, 164 pág.
R$ 34,90

Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, Volume 1.

In Comics on January 10, 2009 at 14:06

Quando eu comecei a ler quadrinhos, lá no início da década de 80, logo me tornei fã de John Byrne. Eu gostava de desenhar, e o canadense se tornou a maior inspiração para meus quadrinhos caseiros – e quando eu digo “inspiração”, leia-se “cópia escancarada”.

Pra ser justo, as inspirações eram ele e Frank Miller, mas era Byrne quem me fazia comprar X-Men, Super-Homem, Hulk, Vingadores, Quarteto Fantástico e todos mais títulos que ele assumiria na época.

Entre eles, a Tropa Alfa. Lendo a introdução deste encadernado, fiquei sabendo que Byrne não gostava dos personagens, mas acabou escrevendo e ilustrando, a contragosto, 28 edições. As seis primeiras estão reunidas neste primeiro volume de Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, junto com três histórias que relatam encontros do supergrupo canadense com os Filhos do Átomo.

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De volta ao lar
The Uncanny X-Men 109

Se não me engano, o primeiro encontro entre Víndix e os X-Men foi publicado aqui em Superaventuras Marvel 36, um dos primeiros gibis que comprei. Wolverine, Banshee, Moira, Colossus e Tempestade estão fazendo um piquenique quando são atacados pelo líder da Tropa Alfa, que está atrás de Logan.

Wolverine: procurado vivo ou morto!
The Uncanny X-Men 120
Desafio em Stampede!
The Uncanny X-Men 121

Os X-Men são atraídos ao Canadá pela Tropa Alfa a mando do Primeiro-Ministro canadense que exige a volta de Wolverine ao Departamento H, pertencente ao Ministério de Defesa. Ótima história envolvendo os dois supergrupos, há momentos divertidos e ação do início ao fim, reflexo da bela parceria que Byrne e Terry Austin fizeram durante anos nos mutantes.

Tundra!
Alpha Flight 1

Pra um cara metido a desenhista, como eu, uma das primeiras coisas que se nota é o quanto muda o traço de Byrne sem a arte-final de Austin. Outra coisa que fica evidente é o quanto Byrne gosta de ser grandioso em suas histórias (e isso fica ainda mais evidente na sua fase comandando o Quarteto Fantástico). Na primeira edição de Tropa Alfa o grupo é convocado para lutar contra Tundra, um ser composto da forma da própria terra canadense. Sim, é bizarro.

Sombras do passado
Alpha Flight 2
O homem de outrora
Alpha Flight 3
Resoluções!
Alpha Flight 4

Depois de uma história grandiosa, outra ainda maior, que toma as três seguintes edições do título. A origem de Marrina envolve um povo alienígena que explora planetas subdesenvolvidos para posteriormente colonizá-los, em um plano maior de conquistar galáxias inteiras. Em uma saga que envolve ainda a Mulher-Invisível e Namor, o supergrupo enfrenta o Mestre enquanto vamos conhecendo um pouco mais da personalidade de cada um dos heróis. E se o traço de Byrne mudara, a partir dessa história vai ficando ainda mais “sujo”, chegando ao traço que o caracterizaria por muitos anos.

Por mais trouxas que sejamos…
Alpha Flight 5

Um título estranho (em português, ao menos) para uma história bobinha. Eugene Judd, o Pigmeu, está internado em um hospital aos cuidados de Michael Twoyoungmen, o Shaman, depois de ser ferido gravemente por Marrina. No hospital, ele investiga e acaba com um esquema de tráfego de drogas.

Cegueira branca
Alpha Flight 6

Por fim, uma historinha muito cachorra: Pássaro da Neve enfrenta Kolomaq, mais um daqueles seres místicos cuja força vem da própria terra, etc e etc. Aqui, Byrne usa e abusa de quadros e páginas em branco para mostrar a luta da heróina contra um ser que “é a corporificação viva do inverno”. Solução deveras cretina que acaba soando como uma tremenda preguiça de desenhar.

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O primeiro encadernado com as melhores histórias da Tropa Alfa está longe de ser imperdível. Eu mesmo só comprei por me remeter a uma época boa da infância, de fã do Byrne. As histórias nem são grande coisa, e as mais interessantes acabam sendo as que completam as edições originais, contando brevemente a origem de cada herói.

A Panini promete para este mês um segundo volume de histórias do grupo canadense, o que sugere que o primeiro vendeu bem. Mas é difícil acreditar que outros além dos fãs do grupo (e do autor) invistam num encadernado de super-heróis secundários. Se John Byrne foi um dos grandes desenhistas dos anos 80, não passou de medíocre quando resolveu tembém escrever suas histórias.

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Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, Vol.1
De John Byrne
Panini, 220 pág.
R$ 26,90

Crise de Identidade – Edição Especial.

In Comics on January 1, 2009 at 15:25

Antes de qualquer coisa, devo dizer que foi injusto com Brad Meltzer. E, principalmente, com Rags Morales. Quando Crise de Identidade saiu por aqui, eu comprei o primeiro número da série. Não gostei muito da capa de Michael Turner nem me envolvi com a história, talvez por envolver personagens secundários da DC – e, portanto, desimportantes ao meu ver.

Acontece que deixar de acompanhar Crise de Identidade me fez ver/ler a série superficialmente. Ao focar no específico (capa, arte, roteiro), eu perdi o todo. E, assim, perdi uma GRANDE história, que fala dos heróis como poucas até agora fizeram – se é que já fizeram.

E o engraçado disso tudo é que este encadernado nunca esteve em quaisquer das minhas listas de compras, mas seguidamente eu o folheva nas idas semanais à Livraria Cultura. Até que, certo dia, ficou impossível não levá-lo pra casa junto com outros gibis. Levei, li e fiquei maravilhado. Mas esperei uma releitura, completa, para fazer o devido review, como qualquer grande história merece.

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Capítulo Um
ESQUIFE

A capa da primeira edição denuncia um momento definitivo na história da Liga da Justiça – e foi isso, justamente, que me fugiu na primeira leitura. Me concentrei em Ralph Dibny, o Homem-Elástico, e em Sue Dibny, sua esposa, cuja morte era altamente adivinhável, devido à forma como a trama era conduzida. E se, lá atrás, isso havia me deixado um tanto incomodado, na leitura do encadernado eu finalmente consegui ver a beleza desta edição.
A arte de Morales passou de caricaturesca a impressionante, principalmente nos momentos mais emocionantes envolvendo Ralph. Gosto muito da sua expressão quando ao telefone com Sue, mas mais impressionante ainda é a página em que ele abraça a esposa falecida. O funeral é um momento evidentamente emocionante, com Ralph mal conseguindo conter seus músculos. Mas não dá pra deixar de citar o impacto do último quadro, do rosto enfurecido de Ralph quando clama pelo Doutor Luz.
E se Rags Morales faz um ótimo trabalho, menos não se pode dizer de Brad Meltzer e a forma como ele conduz a narrativa, envolvente, sempre completando a parte visual de forma precisa.

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Capítulo Dois
CASA DAS MENTIRAS

O que era uma trama de mistério começa a se transformar em algo muito maior. Unidos para atender o apelo de Ralph, Zatanna, Elektron, Gavião Negro, Arqueiro Verde e Canário Negro veem-se acuados pelo Flash e revelam porque o assassino de Sue não poderia ser outro que não o Doutor Luz. A revelação é uma das cenas mais impactantes da série, em uma sequência de quadros memorável da dupla Meltzer-Morales.
Como se a violência contra Sue não fosse o bastante, é nesta parte que se coloca outro grande dilema da série: desnorteados com a loucura do vilão e sem saber como agir contra possíveis novos ataques a familiares e amigos, os heróis tomam uma decisão até então inimaginável. É bem verdade que nunca um supergrupo havia sido colocado em uma situação tão extrema (ainda mais tratando-se da DC, cuja especialidade é ameaçar todo o Universo em suas infinitas crises), mas simplesmente cogitar uma reação tão… real de quem deveria estar acima de tudo é, no mínimo, chocante.

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Capítulo Três
ASSASSINO EM SÉRIE

Pausa para uma grande cena de ação. A luta contra o Exterminador é, realmente, o ponto alto da deste capítulo. Mas não apenas pelo confronto com Slade. Somente a partir do momento em que lutam como equipe é que o grupo vence o vilão, mas a vitória acaba por fazer com que o Doutor Luz lembre-se de tudo que foi feito com ele, em uma solução visual brilhante (sem trocadilhos) de Morales.
Se Crise de Identidade coloca os heróis diante de um terrível dilema moral, aqui Ollie trata de abordar mais o problema, em uma conversa com Wally: cita o momento em que a LJA teve seus corpos trocados com um grupo de vilões, além do ataque a Barbara Gordon (leia A Piada Mortal) para justificar seus atos, deixando implícito que outras vezes difíceis decisões tiveram que ser tomadas. E que isso afetou profundamente o relacionamento entre os heróis.

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Capítulo Quatro
QUEM SE BENEFICIA?

Ainda não foi encontrado o assassino de Sue Dibny e mais uma pessoa é atacada em seu apartamento, dessa vez Jean Loring, ex-mulher de Ray Palmer, o Elektron. A busca pela verdade permeia este capítulo, em que o Batman lança no ar a questão fundamental para encontrar o misterioso assassino: “essa é a primeira regra para se solucionar um crime. Se queremos saber quem o cometeu, temos antes que encontrar quem se beneficia“.
Por mais que pareça que este é um capítulo em que nada acontece, é a partir daqui que Bruce Wayne passa a ser um dos principais personagens da história.

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Capítulo Cinco
DIA DOS PAIS

No melhor capítulo da série, a entrada do Batman na história se torna definitva a partir do momento em que se exploram os relacionamentos entre pais e filhos. Do Capitão Bumerangue com o filho que acabou por conhecer já adulto. De Tim Drake, o Robin, com seu pai, Jack. E, evidentemente, do próprio Bruce com Tim.
Toda a sequência que envolve Bruce e Tim no carro, em uma corrida desenfreada para evitar o pior, é espetacular. Emocionante, angustiante, comovente. Aqui, Meltzer e Morales chegam ao ápice. Para mim, é o melhor momento de toda a série (a ponto de a morte de um querido herói, em páginas anteriores, passar para completo segundo plano ao final da leitura).

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Capítulo Seis
MARIDOS & ESPOSAS

O horror dos ataques aos entes queridos fica explícito na magnífica arte de página inteira de Rags Morales do momento em que o Batman abraça Tim, tentando reconfortá-lo. As investigações continuam, e a revelação mais aterrorizante da trama acontece quando o Flash questiona o Arqueiro Verde sobre a participação de Bruce na decisão sobre o Doutor Luz. É neste momento que caem todas as máscaras. É neste momento que Crise de Identidade se torna especial. Se já estava difícil aceitar uma ação radical contra um vilão, aceitar a manipulação de um herói – no caso, de um dos maiores ícones da editora – se torna quase impossível. E imagem da LJA reunida, que culmina em um close granulado do Batman, é brilhante ao explicar o momento sem se valer de palavras.
Por outro lado, a partir do momento em que os pontos começam a se ligar, em que a trama começa a se resolver, Meltzer é brilhante no desfecho que leva ao gancho final, na economia de palavras e no quadro negro que deixa o leitor num suspense tremendo. (Esperar pela última edição tendo lido esse final deve ter sido terrível!)

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Capítulo Sete
VIDA DE HERÓI

Logo de início, a identidade do assassino de Sue Dibny é revelada. E, por mais surpreendente que seja, ela responde perfeitamente ao questionamento feito pelo Batman: “quem se beneficia”? Acontece que a solução do mistério acaba sendo, por si só, uma das coisas menos importantes da série. Evidentemente que é algo chocante, que os motivos são discutíveis (mas compreensíveis), mas o que fica são as consequências de todas as revelações para o futuro da LJA.

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Por tudo o que aconteceu, o último capítulo de Crise de Identidade acaba até sendo relativamente broxante. Até porque não interessa tanto o que está ali, mas o que acontecerá a partir da série. (E eu, que não acompanho a DC regularmente, acabei por ficar de fora da brincadeira.) De qualquer forma, Crise de Identidade tornou-se um marco não só para a editora, mas também para os comics em geral.

Completando o encadernado, há uma galeria de capas e comentários de Brian Meltzer e Rags Morales sobre momentos importantes da série, além das inpirações para Morales compor cada personagem e dos momentos favoritos da equipe criativa. São extras que fazem desta uma edição imperdível.

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Crise de Identidade – Edição Especial
Identity Crisis 1-7
De Brad Meltzer e Rags Morales
Panini, 268 pág.
R$ 39,90