Kicha

Archive for January, 2009

O melhor de 2008: Cinema, parte 2

In Cinema, Mondo Kicha on January 25, 2009 at 22:57

Pra fechar meu Top Ten, eis os cinco melhores filmes de 2008, ao meu ver:

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5.
[REC]

Me caguei todo com esse angustiante terror espanhol que fica mais apavorante a cada minuto que passa. Evite a refilmagem americana e vá direto para esse filmaço.

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4.
EASTERN PROMISES

Que filme! Que atuação do Viggo Mortensen!

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3.
INTO THE WILD

Certamente, o filme que mais me impressionou nesse ano. Fui ver sem saber nada da história e posso dizer que fui (muito bem) recompensado por isso. Bela atuação de Emile Rirsh e uma trilha fantástica de Eddie Vedder em um dos grandes filmes de 2007. Sean Penn é o cara.

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2.
RATATOUILLE

A história do ratinho que quer ser um grande cozinheiro foi presença em 9 entre 10 listas de melhores filmes de 2007. Contando a minha, são 10.

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1.
WALL•E

Pois é, são dois desenhos no Top Five. Mas não havia como ser diferente. Porque, quando tu acha que a Pixel se superou, eles vão lá e te surpreendem. Foi assim com Os Incríveis, que pareciam o ápice até a estréia de Ratatouille. E foi assim nesse ano, com Wall•E que não só é a melhor animação já feita como, pra mim, o melhor filme de 2008.

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Bem… aí estão eles. Há outros flmes que poderiam ter entrado na lista, como o incômodo Blindness e o divertidíssimo In Bruges, mas acho que, no final das contas, meu Top Ten ficou de bom tamanho.

2008, enfim, foi um ano bom.

O melhor de 2008: Cinema, parte 1

In Cinema, Mondo Kicha on January 19, 2009 at 13:08

Bah, que saudade de fazer uma lista. Melhores do Brasileirão. Melhores Quadrinhos. Essas coisas. Começo minhas listinhas de melhores do ano passado com um top ten de melhores filmes assistidos. Tem um musical, um filme de super-herói, duas comédias e a estréia de uma guria talentosa demais:

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10.
ONCE

Eu gostei demais desse musical logo que vi. Com o passar do ano, ele foi ficando pra trás. Mas, ainda assim, merece um lugarzinho no meu Top 10, principalmente pela belíssima trilha de canções – Falling slowly ganhou o Oscar, lembra?

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9.
AWAY FROM HER

Mais impressionante que estréia de Sarah Polley na direção, somente a atuação de Julie Christie. Menção honrosa para Gordon Pinsent, fantástico no papel do marido. Belíssimo filme.

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8.
IRON MAN

No ano do superestimadíssimo Dark Knight, foi bom demais ver um filme de super-heróis despretensioso e divertidíssimo. Exatamente como deve ser. Robert Downey Jr. simplesmente detona como Tony Stark.

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7.
VICKY CRISTINA BARCELONA

Adoro quando a crítica usa de clichês como “não é o melhor (diretor)” para denegrir certos filmes. Aqui, tem um Woody Allen em boníssima forma, com um elenco afiadíssimo. Quem foi ver a Scarlett Johansson acabou se deparando com uma Penélope Cruz gostosa demais.

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6.
JUNO

Eu amo a Ellen Page. Só isso já bastaria. Além disso, ela é meio metidinha e apaixonada pelo melhor amigo, o que me faz lembrar de uma certa baixinha que eu conheço há alguns anos.

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Nos próximos posts, tem mais.

John Constantine: Hellblazer – Sangue Real.

In Comics on January 10, 2009 at 19:36

Se tem uma coisa que a Pixel me proporcionou foi conhecer melhor John Constantine. Acredite se quiser, mas foi só com a chegada da Pixel Magazine é que fui ler histórias do mago irlandês, criado à imagem de Sting, ex-vocalista do The Police.

Este encadernado é de fevereiro do ano passado, mas somente há pouco ele entrou pra minha coleção. Aqui, temos seis histórias escritas por Garth Ennis em 1992, ainda inéditas no Brasil, divididas em duas tramas.

Em Sangue Nobre, que toma quatro edições da revista, Constantine é chamado por um velho conhecido para investigar uma morte. John é levado a um clube exclusivo de pessoas ricas e famosas, cuja “tensão gerada pelo poder” exige alívios que vão do sadismo a beber sangue, e descobre que o assassinato foi cometido por uma pessoa possuída por um demônio. E que essa pessoa é um membro da família real.

Uma trama bem ao estilo provocativo de Garth Ennis, que fica ainda mais interessante quando se descobre que o demônio em questão é o mesmo que, 100 anos atrás, teria possuído Jack, o Estripador, o que dá vazão para o escritor destilar teorias sobre o famoso assassino. Macabra, nojenta e horripilante, a história faz juz à fama de Constantine.

A segunda trama, por sua vez, divide-se em duas partes. A morte de um amigo de John faz com que eles se envolvam com rapto de cadáveres e experimentos com os mesmos, feitos por um homem que quer, apenas, provar uma teoria: que os corpos são apenas carne, sem alma, e que a sua profanação nada causaria. Mais uma ótima história, que conta com a participação de Steve Dilon – parceiro habitual de Ennis em Preacher.

Dificilmente Garth Ennis escreve histórias ruins, e este encadernado é mais uma prova disso. Resta esperar que, com os últimos acontecimentos envolvendo a Pixel Media, a série não deixe de ser publicada de repente, como muitas vezes já aconteceu. Como “extras”, no final do encadernado temos as espetaculares capas originais ilustradas por Glen Fabry, que dão um toque especial a esta recomendadíssima edição.

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John Constantine: Hellblazer – Sangue Real
Hellblazer 52-55; 57-58
De Garth Ennis, William Simpson e Steve Dilon
Pixel, 164 pág.
R$ 34,90

Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, Volume 1.

In Comics on January 10, 2009 at 14:06

Quando eu comecei a ler quadrinhos, lá no início da década de 80, logo me tornei fã de John Byrne. Eu gostava de desenhar, e o canadense se tornou a maior inspiração para meus quadrinhos caseiros – e quando eu digo “inspiração”, leia-se “cópia escancarada”.

Pra ser justo, as inspirações eram ele e Frank Miller, mas era Byrne quem me fazia comprar X-Men, Super-Homem, Hulk, Vingadores, Quarteto Fantástico e todos mais títulos que ele assumiria na época.

Entre eles, a Tropa Alfa. Lendo a introdução deste encadernado, fiquei sabendo que Byrne não gostava dos personagens, mas acabou escrevendo e ilustrando, a contragosto, 28 edições. As seis primeiras estão reunidas neste primeiro volume de Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, junto com três histórias que relatam encontros do supergrupo canadense com os Filhos do Átomo.

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De volta ao lar
The Uncanny X-Men 109

Se não me engano, o primeiro encontro entre Víndix e os X-Men foi publicado aqui em Superaventuras Marvel 36, um dos primeiros gibis que comprei. Wolverine, Banshee, Moira, Colossus e Tempestade estão fazendo um piquenique quando são atacados pelo líder da Tropa Alfa, que está atrás de Logan.

Wolverine: procurado vivo ou morto!
The Uncanny X-Men 120
Desafio em Stampede!
The Uncanny X-Men 121

Os X-Men são atraídos ao Canadá pela Tropa Alfa a mando do Primeiro-Ministro canadense que exige a volta de Wolverine ao Departamento H, pertencente ao Ministério de Defesa. Ótima história envolvendo os dois supergrupos, há momentos divertidos e ação do início ao fim, reflexo da bela parceria que Byrne e Terry Austin fizeram durante anos nos mutantes.

Tundra!
Alpha Flight 1

Pra um cara metido a desenhista, como eu, uma das primeiras coisas que se nota é o quanto muda o traço de Byrne sem a arte-final de Austin. Outra coisa que fica evidente é o quanto Byrne gosta de ser grandioso em suas histórias (e isso fica ainda mais evidente na sua fase comandando o Quarteto Fantástico). Na primeira edição de Tropa Alfa o grupo é convocado para lutar contra Tundra, um ser composto da forma da própria terra canadense. Sim, é bizarro.

Sombras do passado
Alpha Flight 2
O homem de outrora
Alpha Flight 3
Resoluções!
Alpha Flight 4

Depois de uma história grandiosa, outra ainda maior, que toma as três seguintes edições do título. A origem de Marrina envolve um povo alienígena que explora planetas subdesenvolvidos para posteriormente colonizá-los, em um plano maior de conquistar galáxias inteiras. Em uma saga que envolve ainda a Mulher-Invisível e Namor, o supergrupo enfrenta o Mestre enquanto vamos conhecendo um pouco mais da personalidade de cada um dos heróis. E se o traço de Byrne mudara, a partir dessa história vai ficando ainda mais “sujo”, chegando ao traço que o caracterizaria por muitos anos.

Por mais trouxas que sejamos…
Alpha Flight 5

Um título estranho (em português, ao menos) para uma história bobinha. Eugene Judd, o Pigmeu, está internado em um hospital aos cuidados de Michael Twoyoungmen, o Shaman, depois de ser ferido gravemente por Marrina. No hospital, ele investiga e acaba com um esquema de tráfego de drogas.

Cegueira branca
Alpha Flight 6

Por fim, uma historinha muito cachorra: Pássaro da Neve enfrenta Kolomaq, mais um daqueles seres místicos cuja força vem da própria terra, etc e etc. Aqui, Byrne usa e abusa de quadros e páginas em branco para mostrar a luta da heróina contra um ser que “é a corporificação viva do inverno”. Solução deveras cretina que acaba soando como uma tremenda preguiça de desenhar.

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O primeiro encadernado com as melhores histórias da Tropa Alfa está longe de ser imperdível. Eu mesmo só comprei por me remeter a uma época boa da infância, de fã do Byrne. As histórias nem são grande coisa, e as mais interessantes acabam sendo as que completam as edições originais, contando brevemente a origem de cada herói.

A Panini promete para este mês um segundo volume de histórias do grupo canadense, o que sugere que o primeiro vendeu bem. Mas é difícil acreditar que outros além dos fãs do grupo (e do autor) invistam num encadernado de super-heróis secundários. Se John Byrne foi um dos grandes desenhistas dos anos 80, não passou de medíocre quando resolveu tembém escrever suas histórias.

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Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, Vol.1
De John Byrne
Panini, 220 pág.
R$ 26,90

Crise de Identidade – Edição Especial.

In Comics on January 1, 2009 at 15:25

Antes de qualquer coisa, devo dizer que foi injusto com Brad Meltzer. E, principalmente, com Rags Morales. Quando Crise de Identidade saiu por aqui, eu comprei o primeiro número da série. Não gostei muito da capa de Michael Turner nem me envolvi com a história, talvez por envolver personagens secundários da DC – e, portanto, desimportantes ao meu ver.

Acontece que deixar de acompanhar Crise de Identidade me fez ver/ler a série superficialmente. Ao focar no específico (capa, arte, roteiro), eu perdi o todo. E, assim, perdi uma GRANDE história, que fala dos heróis como poucas até agora fizeram – se é que já fizeram.

E o engraçado disso tudo é que este encadernado nunca esteve em quaisquer das minhas listas de compras, mas seguidamente eu o folheva nas idas semanais à Livraria Cultura. Até que, certo dia, ficou impossível não levá-lo pra casa junto com outros gibis. Levei, li e fiquei maravilhado. Mas esperei uma releitura, completa, para fazer o devido review, como qualquer grande história merece.

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Capítulo Um
ESQUIFE

A capa da primeira edição denuncia um momento definitivo na história da Liga da Justiça – e foi isso, justamente, que me fugiu na primeira leitura. Me concentrei em Ralph Dibny, o Homem-Elástico, e em Sue Dibny, sua esposa, cuja morte era altamente adivinhável, devido à forma como a trama era conduzida. E se, lá atrás, isso havia me deixado um tanto incomodado, na leitura do encadernado eu finalmente consegui ver a beleza desta edição.
A arte de Morales passou de caricaturesca a impressionante, principalmente nos momentos mais emocionantes envolvendo Ralph. Gosto muito da sua expressão quando ao telefone com Sue, mas mais impressionante ainda é a página em que ele abraça a esposa falecida. O funeral é um momento evidentamente emocionante, com Ralph mal conseguindo conter seus músculos. Mas não dá pra deixar de citar o impacto do último quadro, do rosto enfurecido de Ralph quando clama pelo Doutor Luz.
E se Rags Morales faz um ótimo trabalho, menos não se pode dizer de Brad Meltzer e a forma como ele conduz a narrativa, envolvente, sempre completando a parte visual de forma precisa.

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Capítulo Dois
CASA DAS MENTIRAS

O que era uma trama de mistério começa a se transformar em algo muito maior. Unidos para atender o apelo de Ralph, Zatanna, Elektron, Gavião Negro, Arqueiro Verde e Canário Negro veem-se acuados pelo Flash e revelam porque o assassino de Sue não poderia ser outro que não o Doutor Luz. A revelação é uma das cenas mais impactantes da série, em uma sequência de quadros memorável da dupla Meltzer-Morales.
Como se a violência contra Sue não fosse o bastante, é nesta parte que se coloca outro grande dilema da série: desnorteados com a loucura do vilão e sem saber como agir contra possíveis novos ataques a familiares e amigos, os heróis tomam uma decisão até então inimaginável. É bem verdade que nunca um supergrupo havia sido colocado em uma situação tão extrema (ainda mais tratando-se da DC, cuja especialidade é ameaçar todo o Universo em suas infinitas crises), mas simplesmente cogitar uma reação tão… real de quem deveria estar acima de tudo é, no mínimo, chocante.

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Capítulo Três
ASSASSINO EM SÉRIE

Pausa para uma grande cena de ação. A luta contra o Exterminador é, realmente, o ponto alto da deste capítulo. Mas não apenas pelo confronto com Slade. Somente a partir do momento em que lutam como equipe é que o grupo vence o vilão, mas a vitória acaba por fazer com que o Doutor Luz lembre-se de tudo que foi feito com ele, em uma solução visual brilhante (sem trocadilhos) de Morales.
Se Crise de Identidade coloca os heróis diante de um terrível dilema moral, aqui Ollie trata de abordar mais o problema, em uma conversa com Wally: cita o momento em que a LJA teve seus corpos trocados com um grupo de vilões, além do ataque a Barbara Gordon (leia A Piada Mortal) para justificar seus atos, deixando implícito que outras vezes difíceis decisões tiveram que ser tomadas. E que isso afetou profundamente o relacionamento entre os heróis.

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Capítulo Quatro
QUEM SE BENEFICIA?

Ainda não foi encontrado o assassino de Sue Dibny e mais uma pessoa é atacada em seu apartamento, dessa vez Jean Loring, ex-mulher de Ray Palmer, o Elektron. A busca pela verdade permeia este capítulo, em que o Batman lança no ar a questão fundamental para encontrar o misterioso assassino: “essa é a primeira regra para se solucionar um crime. Se queremos saber quem o cometeu, temos antes que encontrar quem se beneficia“.
Por mais que pareça que este é um capítulo em que nada acontece, é a partir daqui que Bruce Wayne passa a ser um dos principais personagens da história.

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Capítulo Cinco
DIA DOS PAIS

No melhor capítulo da série, a entrada do Batman na história se torna definitva a partir do momento em que se exploram os relacionamentos entre pais e filhos. Do Capitão Bumerangue com o filho que acabou por conhecer já adulto. De Tim Drake, o Robin, com seu pai, Jack. E, evidentemente, do próprio Bruce com Tim.
Toda a sequência que envolve Bruce e Tim no carro, em uma corrida desenfreada para evitar o pior, é espetacular. Emocionante, angustiante, comovente. Aqui, Meltzer e Morales chegam ao ápice. Para mim, é o melhor momento de toda a série (a ponto de a morte de um querido herói, em páginas anteriores, passar para completo segundo plano ao final da leitura).

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Capítulo Seis
MARIDOS & ESPOSAS

O horror dos ataques aos entes queridos fica explícito na magnífica arte de página inteira de Rags Morales do momento em que o Batman abraça Tim, tentando reconfortá-lo. As investigações continuam, e a revelação mais aterrorizante da trama acontece quando o Flash questiona o Arqueiro Verde sobre a participação de Bruce na decisão sobre o Doutor Luz. É neste momento que caem todas as máscaras. É neste momento que Crise de Identidade se torna especial. Se já estava difícil aceitar uma ação radical contra um vilão, aceitar a manipulação de um herói – no caso, de um dos maiores ícones da editora – se torna quase impossível. E imagem da LJA reunida, que culmina em um close granulado do Batman, é brilhante ao explicar o momento sem se valer de palavras.
Por outro lado, a partir do momento em que os pontos começam a se ligar, em que a trama começa a se resolver, Meltzer é brilhante no desfecho que leva ao gancho final, na economia de palavras e no quadro negro que deixa o leitor num suspense tremendo. (Esperar pela última edição tendo lido esse final deve ter sido terrível!)

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Capítulo Sete
VIDA DE HERÓI

Logo de início, a identidade do assassino de Sue Dibny é revelada. E, por mais surpreendente que seja, ela responde perfeitamente ao questionamento feito pelo Batman: “quem se beneficia”? Acontece que a solução do mistério acaba sendo, por si só, uma das coisas menos importantes da série. Evidentemente que é algo chocante, que os motivos são discutíveis (mas compreensíveis), mas o que fica são as consequências de todas as revelações para o futuro da LJA.

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Por tudo o que aconteceu, o último capítulo de Crise de Identidade acaba até sendo relativamente broxante. Até porque não interessa tanto o que está ali, mas o que acontecerá a partir da série. (E eu, que não acompanho a DC regularmente, acabei por ficar de fora da brincadeira.) De qualquer forma, Crise de Identidade tornou-se um marco não só para a editora, mas também para os comics em geral.

Completando o encadernado, há uma galeria de capas e comentários de Brian Meltzer e Rags Morales sobre momentos importantes da série, além das inpirações para Morales compor cada personagem e dos momentos favoritos da equipe criativa. São extras que fazem desta uma edição imperdível.

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Crise de Identidade – Edição Especial
Identity Crisis 1-7
De Brad Meltzer e Rags Morales
Panini, 268 pág.
R$ 39,90