Kicha

Archive for February, 2009

Fell, Volume 1: Cidade Brutal.

In Comics on February 25, 2009 at 23:01

Logo nas primeiras páginas da revista, há uma pequena observação: para preservar a arte, os textos das placas e prédios, entre outros, foram mantidos no original – sendo explicados com pequenas legendas logo abaixo dos quadros. Justo, pois a arte pintada de Ben Templesmith merece os maiores elogios.

Digo isso, pois o que deve chamar a atenção, num primeiro momento, é o nome de Warren Ellis na capa. Ellis, autor de Planetary, é quase sempre garantia de qualidade em quadrinhos. E aqui não é diferente. Mas é fato que a série provavelmente seria diferente não fosse o talento de seu ilustrador.

Com Templesmith, Ellis conta o dia-a-dia do detetive Richard Fell, recém transferido para Snowtown, cidadezinha “do outro lado da ponte” onde todas as casas (e pessoas) são protegidas por um símbolo característico. Em seu novo trabalho, Fell divide o setor de homicídios com outros dois policiais e meio – referência a um detetive que não tem as duas pernas –, e seus casos são os mais diversos e bizarros. De uma grávida que é assassinada e tem seu feto roubado a uma (nada) frívola disputa pela guarda de uma criança, Snowtown se mostra uma cidade sem lei, onde é comum cadáveres surgirem boiando nas docas.

O ótimo trabalho da dupla Ellis e Templesmith é devidamente valorizado pela Landscape: a edição, que conta com os oito primeiros números da série, é muito bonita. Além do papel especial, na capa há aplicação de prolan e de verniz localizado que destaca alguns detalhes da arte. Cada capa original acompanha sua respectiva edição – com menos páginas que os quadrinhos tradicionais, como explica o texto do editor Mauricio Muniz. Por fim, uma breve biografia da dupla criativa.

Cidade Brutal é um gibi que não apenas dá gosto de ler, como reler e, principalmente, ter na prateleira pra exibir. Agora, resta elogiar o trabalho da Landscape e torcer para que a série seja publicada por completo por aqui.

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No site da editora, dá pra ler o primeiro capítulo de Fell: vê se aproveita, rapaz!

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Fell, Vol.1: Cidade Brutal
Fell, Vol.1: Feral City
De Warren Ellis e Ben Templesmith
Landscape, 152 pág.
R$ 33,00

Batman: Cidade Castigada – Edição Especial.

In Comics on February 25, 2009 at 22:39

A capa diz Edição Especial, mas dá pra chamar essa de edição especialíssima. O tratamento dado pela Panini ao arco Broken City, da dupla Brian Azzarello e Eduardo Risso, é de tirar o chapéu. Tem capa dura, texto introdutório, capas originais, biografias; enfim, a edição tá uma beleza, mesmo.

Azzarelo e Risso são responsáveis por 100 Balas, para muitos a melhor série policial de todos os tempos. Ou seja, Gotham City é um ambiente que a dupla domina por completo. Aqui, o assassinato de uma mulher grávida leva Batman a um confronto com velhos inimigos e com uma nova dupla de bandidos que ameaça a Pequena Tóquio. E em se tratando do Homem-Morcego, o quociente psicológico não poderia faltar: um menino tem os pais mortos por acidente, fazendo com que todo o passado e o trauma de Bruce venha à tona e afete profundamente sua investigação.

Risso, aqui, faz um trabalho fenomenal, com um jogo de luzes e sombras como poucos sabem fazer – talvez só Frank Miller e sua Sin City cheguem ao mesmo nível. Quem acompanha 100 Balas conhece bem o talento do desenhista argentino, mas não se pode deixar de fazer os devidos elogios à arte dessa edição. Assim como à trama de Azzarello: é como se a dupla trabalhasse com o morcegão há muito tempo.

Pra completar, cabe um destaque para as belíssimas capas originais de Dave Johnson. E, pra não dizer que esta é uma edição perfeita, vale uma ressalva: a Panini poderia ter colocado essas capas originais ao longo da revista – e não no final, de uma vez só, como fez. Ajudaria até a separar um capítulo de outro, colaborando com a leitura, já que o último quadro dos capítulos acaba sendo o gancho para o próximo.

Um minimo detalhe, que em nada muda minha opinião final: este é um gibi que merece a leitura. E, por que não?, um lugarzinho na prateleira de qualquer fã do herói.

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Batman: Cidade Castigada – Edição Especial
Batman 620-625
De Brian Azzarello e Eduardo Risso
Panini, 148 pág.
R$ 26,90

Invencível, Volume Um: Negócios de Família.

In Comics on February 24, 2009 at 08:38

Uma série de bons reviews e uma promo na Comix me fizeram encomendar este encadernado com as quatro primeiras edições de Invencível, herói da Image criado por Robert Kirkman e Cory Walker – pra mim, até então, completos desconhecidos.

Invencível é Mark Grayson, um adolescente como qualquer outro não fosse um pequeno detalhe: ele é filho do Omni-Man, o maior super-herói do planeta. Mark começa a desenvolver super poderes, ganha um uniforme e começa a combater o crime junto com a Tropa Jovem, um grupo de heróis, ãhm, jovens, que investiga o desaparecimento de dois alunos na escola onde estuda.

Não há muito mais o que dizer sobre Negócios de Família sem entregar o que acontece. Mas isso é o de menos, pois todos os elogios a Invencível se davam por sua suposta “novidade”, seu “frescor” diante da mesmice dos quadrinhos. Bobagem. Concordo que há uma certa dose de diversão, mas apesar do texto esperto de Kirkman, a série não traz nada de absolutamente novo – nada que mereça a referência, ao menos. E os desenhos de Walker, elogiados pela “simplicidade”, parecem aquele tipo de desenho que todo amante de quadrinhos com o mínimo de talento fazia na adolescência.

No fim das contas, me parece que as boas críticas eram muito mais direcionadas à editora que à própria HQ; afinal, é característica da Image histórias com o máximo de cores e brilhos e o mínimo de argumento e inteligência. Aqui, realmente, temos um passo adiante de tudo que a editora tem feito. Mas é insuficiente para brigar de igual com os melhores títulos da Marvel e da DC.

Por fim, vale um reconhecimento à HQM, que fez uma bela edição. Negócios de Família, apesar de tudo, é uma edição bem acabada, com papel de qualidade e extras bacanas. Tudo o que a gente quer quando vai investir um dinheirinho extra em uma edição especial. Uma pena que Invencível não esteja à altura.

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Invencível, Vol.1: Negócios de Família
Invincible, Volume One – Family Matters
De Robert Kirkman e Cory Walker
HQM Editora, 122 pág.
R$ 26,90

Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro, Volume 1: O Demônio na Garrafa.

In Comics on February 19, 2009 at 00:26

No embalo do filme estrelado por Robert Downey Jr., a Panini lançou, em maio do ano passado, este encadernado, com uma das mais famosas e elogiadas fases do Homem de Ferro. Bastante apropriado, pois o Tony Stark do filme tem muito do personagem do gibi, um bon vivant que não funciona sem um copo de whisky na mão.

A luta de Tony com o álcool não é uma novidade para o leitor, mas nunca foi mostrada de forma tão explícita (e chocante) quanto nessas histórias do final da década de 70 escritas por David Michelinie e desenhadas por John Romita Jr., hoje um dos artistas-referência nos quadrinhos americanos.

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O velho e o príncipe do mar!
Iron Man 120
Um ardil por qualquer outro nome…
Iron Man 121

Ao sobrevoar uma pequena ilha do Atlântico Sul, o avião em que viaja Tony Stark é atingido pela luta entre Namor e soldados de uma base militar secreta. O Homem de Ferro entra em confronto com o Príncipe Submarino, acaba subjugado e, por fim, entende que, na verdade, os soldados são seguranças de uma corporação interessada em explorar o vibranium existente na ilha. Já nessa história o herói sofre com os defeitos na sua armadura e há a participação especial de Bethany Cabe, interesse romântico de Tony, e Jim Rhodes, seu fiel escudeiro.

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Jornada!
Iron Man 122

Pausa para que o leitor conheça a origem do Homem de Ferro, que remete à década de 60, no Vietnã. Vemos o exército americano combatendo os vietcongues com o moderno armamento das Indústrias Stark, até ser pego numa armadilha. Tony é capturado e tem sua sentença de morte assinada devido aos estilhaços de uma bomba que ficam alojados no seu peito, próximos ao coração. Mas sobrevive, graças à armadura de metal que, evoluída, faz do empresário um super-herói.

Dentro do contexto, é uma história dispensável, mas que acaba caindo muito bem aqui, visto que muita gente foi conhecer o herói apenas pelo filme de Jon Favreau.

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Cassino fatal!
Iron Man 123
Ódio em pedaços!
Iron Man 124
Prelúdio em Mônaco
Iron Man 125
Hammer ataca!
Iron Man 126
… O lar de um homem é seu campo de batalha!
Iron Man 127

Chegamos ao arco-chave da edição. Se a armadura do Homem de Ferro aparentava defeitos bastante incômodos, aqui eles causam uma fatalidade: o assassinato do embaixador carneliano em uma cerimônia da ONU. O herói consegue evitar sua prisão, e Tony resolve investigar a situação por conta própria, com a ajuda de Jim. As evidências levam a Justin Hammer, empresário financiador de vilões de segunda categoria que, ao controlar a armadura do Homem de Ferro, buscava desacreditar a Stark Internacional e assinar um contrato milionário com o país do embaixador assassinado.

O herói é inocentado, mas sofre com os olhares acusatórios. Mas, mais ainda sofre Tony Stark com a morte de um inocente sobre suas costas. A situação torna-se quase insuportável e Tony, num arroubo de embriaguez, ofende o mordomo mais famoso dos quadrinhos, Jarvis, que não leva desaforo pra casa e entrega ao chefe sua carta de demissão.

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Demônio na garrafa
Iron Man 128

Todos os acontecimentos levam a uma das histórias mais famosas (senão a mais famosa) do Homem de Ferro, que não por acaso dá nome ao encadernado. Totalmente entregue à bebida, Tony é interpelado por Bethany, que lhe dá um ultimato e o ajuda a livrar-se do vício. A luta contra o álcool não é fácil; ao contrário, é sofrida e dolorosa. E rende momentos realmente emocionantes – muito devido à sensibilidade da dupla Michelinie e Romita Jr., que aqui faz um trabalho memorável.

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Demônio na garrafa é um momento histórico por tudo o que significou, não apenas para o herói como para os quadrinhos. Raras são as vezes em que um gibi sai do mero quadrinho, da cena de ação pueril, do diálogo fácil. David Michelinie e John Romita Jr. praticamente redefiniram o personagem, trazendo Tony Stark para o mundo real, com um inimigo terrível e muito difícil de ser derrotado. Não um super-vilão, não um grupo de vilões, mas alguém muito pior: ele mesmo.

Com tudo isso, este é um encadernado que pode ser considerado obrigatório não só para todo fã do Homem de Ferro como, também, para todo fã de uma grande história.

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Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro, Vol.1: O Demônio na Garrafa
De David Michelinie e John Romita Jr.
Panini, 172 pág.
R$ 22,90

Happy Anniversary!

In Mondo Kicha on February 17, 2009 at 13:00

Me lembra a Fer que hoje faz 9 anos que “a gente juntou os trapinhos”.

Que coisa, hein?
Tudo culpa do Tarantino, rapaz.

I love you, Honey Bunny.

Os Maiores Clássicos do Capitão América, Volume 1.

In Comics on February 15, 2009 at 23:27

Mais um encadernado que compro por causa de um nome: John Byrne. Como já comentei em outras oportunidades, o artista canadense reinou nos anos 80, assumindo os grandes títulos em quadrinhos tanto da Marvel (X-Men, Quarteto Fantástico) quanto da DC (Super-Homem). Com Roger Stern, Byrne fez as nove edições de Capitão América que compõem este encadernado.

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A primeira luz da aurora!
Captain America 247
Homem-Dragão!
Captain America 248
Morte, onde está o teu ferrão?
Captain America 249

As três primeiras histórias fazem um pequeno arco que começa com o Capitão América reencontrando seus antigos pertences e sendo atacado pelo Barão Strucker. O vilão se revela um robô, criação de Mecanus que, por vingança, envia o Homem-Dragão para confrontar o herói.

Mas a história não se resume à ação ininterrupta, pois Stern e Byrne se dedicam bastante à vida pessoal de Steve Rogers, apresentando alguns vizinhos, dentre eles Bernie, interesse romântico do alter-ego do herói, um ilustrador freelancer de agências de publicidade.

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Capitão para presidente!
Captain America 250

Da época, uma das histórias mais bacanas do herói, para mim: depois de libertar reféns de um ataque à conveção de um partido político, o Capitão América tem seu nome lançado como candidato à presidência dos Estados Unidos. O anúncio causa rebuliço na frente da Mansão dos Vingadores. Dentro dela, opiniões contrárias: enquanto a Vespa vê um exemplo para todos, o Visão vê um homem deslocado no tempo. O vingador vai buscar respostas na escola frequentada por Steve Rogers nos anos 30 e seu pronunciamento, mesmo não sendo o que a população esperava, acaba por dar uma grande lição a todos.

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O mercenário e o louco
Captain America 251
Fogo frio!
Captain America 252

Para quem estava aprendendo a desenhar e adorava cenas de ação, esta história era um prato cheio. Batroc liberta Mr. Hyde da prisão na esperança de receber uma polpuda recompensa. Ludibriado, o mercenário acaba tornando-se parceiro do vilão no sequestro de um petroleiro. O Capitão América intervém e é derrotado. Mas recebe a ajuda de Batroc e consegue evitar que Mr. Hyde conduza o petroleiro até a Baía, o que causaria um desastre à cidade.

Esta edição conta com um bônus chamado As vidas e as aventuras do Capitão América, com um breve resumo da sua história e uma rápida apresentação do apartamento e dos amigos e vizinhos de Steve Rogers, além dos parceiros do herói no combate ao crime.

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Se um velho conhecido for esquecido
Captain America 253
Legado de sangue
Captain America 254

O Capitão América é chamado à Inglaterra pelo Lorde Falsworth, o antigo Union Jack que combateu o Nazismo na década de 40 e acredita que a onda de assassinatos que assola a cidade é causada por seu meio-irmão, o Barão Sangue. O herói enfrenta o vampiro e consegue derrotá-lo com o auxílio de um amigo do neto de Falsworth, mas a vitória absoluta exige que o Capitão faça uma coisa inimaginável: matar o vilão, decepando sua cabeça. Urgh.

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A lenda viva
Captain America 255

Fechando a passagem da dupla pelo herói, a derradeira origem do Capitão América acompanhada de sua primeira aventura. Uma história absolutamente nostálgica, que termina, veja só, com o hino norte-americano.

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Completando, temos dois extras: o primeiro são seis páginas de uma décima história nunca terminada por Byrne e Stern, que apenas a roterizou. A segunda é uma entrevista de cinco páginas com Roger Stern. São extras que dão um tempero a mais esta edição especial que certamente agradará a todos os fãs do personagem. Mas, principalmente, de John Byrne que, na companhia do arte-finalista Joe Rubinstein, fez um belo trabalho no Sentinela da Liberdade.

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Os Maiores Clássicos do Capitão América, Vol.1
De Roger Stern e John Byrne
Panini, 212 pág.
R$ 28,90

Sandman – Prelúdios & Noturnos, Volume 1.

In Comics on February 15, 2009 at 23:22

Eu leio muito gibi. Na verdade, compro mais do que leio, tem alguns da última encomenda ainda esperando a vez na prateleira. Mas não é essa a questão. A questão é que eu leio muito. E fazia tempo que eu não tinha vontade de dar um 10, com louvor, pra um gibi.

Tenho ouvido falar de Sandman há muitos anos, mas nunca havia me dedicado a obra maior de Neil Gaiman. Uma revistinha em promo aqui, um encadernado ali, e olhe lá. Eu sempre gostei de tudo, mas nada que tenha me feito colecionar, por exemplo, como acontece com meus autores preferidos.

Isso mudou quando a Pixel anunciou que relançaria toda a obra desde o início, com todos os extras de Absolute Sandman, em edições especiais. Saiu a primeira, e eu de pronto comprei. E Neil Gaiman ganhou mais um fã. O primeiro volume de Sandman – Prelúdios & Noturnos é uma preciosidade.

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O sonho dos justos
Sandman 1

A história começa em 1916, quando uma organização de magia negra tenta aprisionar a Morte e acaba contendo, por engano, o Senhor do Mundos dos Sonhos. Sem seus apetrechos pessoais, Sandman fica aprisionado em uma cela de vidro cercada por magia, vigiado por guardas que nunca dormem. Burgess, o chefe da organização, morre e o filho assume seu lugar. Até que, após cerca de 70 anos de prisão, Sandman se liberta através do sonho de um dos guardas adormecidos. E a sua vingança é absolutamente terrível.

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Anfitriões imperfeitos
Sandman 2

Livre, Sandman encontra-se com Caim e Abel na Casa do Mistério e trata de se recuperar, descansando e se alimentando. De lá, parte para o Mundo dos Sonhos e vê seu antigo lar totalmente destruído. É então que Sandman convoca as Três Bruxas, Cynthia, Mordred e Mildred para que o ajudem a encontrar seus objetos perdidos durante a prisão quase centenária: a bolsa de Areia de Sonho, o Elmo e a Pedra dos Sonhos.

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Sonhe um pequeno sonho comigo
Sandman 3

A procura pelo primeiro objeto, a bolsa de Areia de Sonho, leva Sandman a um encontro com John Constantine em uma história típica do personagem, numa Londres chuvosa, embalada por muitas músicas bastante significativas no contexto da trama. A bolsa encontra-se de posse de uma ex-namorada de John que, usando a areia do interior da bolsa, acabou por fazer com que os sonhos se alimentassem dos moradores da casa.

Relendo o capítulo pra fazer a resenha, vejo que foi aqui que Sandman me conquistou de vez. As canções, o ambiente, a situação de John… realmente, é uma bela história, arrebatadora.

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Uma esperança no Inferno
Sandman 4

Tendo a bolsa de areia em mãos e recuperando aos poucos seus poderes, Sandman parte em busca de seu Elmo no Inferno, onde é levado por Etrigan até a presença de Lúcifer – caracterizado como um David Bowie no início da carreira. Desafiado pelo demônio que tem a posse do seu objeto, o Senhor dos Sonhos vence. Mas, antes de deixar o Reino do Mal, ainda vê oportunidade para dar uma lição de moral em Lúcifer.

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Eis um gibi que logo que tu termina a leitura dá vontade de ler de novo. É uma história excepcionalmente bem escrita e bem contada que, se não compartilha de desenhistas renomados, conta com artistas à medida para o personagem. Como se não bastasse, a edição conta com extras de primeira: além das belíssimas capas originais do excepcional Dave McKean, há uma explicação para cada nota, além da proposta de Neil Gaiman para o personagem acompanhada de esboços de Leigh Baulch, Sam Keith e do próprio autor.

A lamentar, apenas, que o tempo que eu levei para ler o gibi foi o suficiente para o editor dar adeus à Pixel e as coisas ficarem bastante confusas por lá – e, principalmente, para seus leitores que não sabem se poderão contar com os títulos da editora neste ano de 2009. O segundo volume de Sandman – Prelúdios & Noturnos já se encontra à venda, mas tudo leva a crer que a republicação da série se encerrará por aqui.

O que seria, realmente, uma pena.

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Sandman – Prelúdios & Noturnos, Vol.1
De Neil Gaiman, Sam Keith e Mike Drindenberg
Pixel, 148 pág.
R$ 29,90

Deu INTER no gre-NAL de Erechim

In Inter 100 Anos on February 8, 2009 at 22:50

No primeiro tempo, o greminho foi (muito) melhor. No segundo, o INTER dominou. No final dos 90 minutos, o resultado acabou sendo justo. Justo pois, se o tricolor foi melhor no aspecto coletivo, o COLORADO mostrou a força da individualidade. E, com um golaço de NILMAR, chegou à quinta vitória em seis partidas no Gauchão.

Para os colorados, os primeiros 45 minutos foram de pavor. Tite manteve o trio de atacantes e acrescentou a eles Taison, o destaque do time nos últimos jogos. Com quatro homens na frente, o Inter abriu o meio campo para o tricolor deitar e rolar. Frequentemente, os laterais gremistas eram vistos na área colorada. Tcheco e, principalmente, Souza, tiveram total liberdade para chegar ao ataque. Não fosse a falta de pontaria (e a jornada espetacular de Lauro) e o tricolor poderia ter ido para o intervalo com a vantagem de dois ou três gols, tranquilamente.

Mas não, pois, como já falei antes, este era o clássico da individualidade. E numa cobrança de falta de D’Alessandro, William Magrão jogou contra o patrimônio: INTER, 1 a 0.

Tite viria a corrigir a escalação no intervalo. Manteve Taison em campo, retirando Alex, o craque do time e um dos melhores jogadores do Brasil em 2008. Em seu lugar, entrou Andrezinho com a tarefa de fazer a ligação entre o meio campo e o ataque.

Uma decisão que se mostrou acertadíssima. Com Andrezinho, o COLORADO equilibrou a disputa na meia-cancha e aumentou o volume de jogo consideravelmente. E o próprio meia deixaria de fazer o segundo gol colorado em uma defesa espetacular de Vítor. O melhor goleiro do Brasil haveria de salvar sua equipe em outro lance: bola cruzada e Nilmar bate de primeira. Vitor defende e o atacante bate novamente, de primeira. Mais uma vez, o goleiro gremista faria uma intervenção milagrosa, dessa vez com os pés.

O INTER dominava a partida, mas não mudava o marcador. Numa falha individual de Índio, o tricolor chegaria ao empate. Ruy tomou a bola do zagueiro colorado e cruzou rasteiro para Jonas, sem marcação, tocar a bola para o fundo das redes: 1 a 1.

A partir de então, tricolor passou a pressionar ainda mais fortemente. Em lance duvidoso (pois só foi esclarecido pela TV, em câmera lenta), Jonas marcou o segundo, mas o auxiliar anulou, alegando impedimento. Erro do trio de arbitragem, que falhou igualmente ao não expulsar Réver, que puxou Nilmar em clara e manifesta situação de gol. Souza foi outro que se livrou de um cartão (amarelo ou vermelho): o meia chutou a boca de D’Alessandro em disputa de bola, mas Carlos Simon preferiu contemporizar. Sem dúvida, a arbitragem deixou a desejar.

E quando o empate parecia o resultado final, eis que a individualidade mais uma vez decidiu. Em contra-ataque em alta velocidade, Taison arrancou pela esquerda e lançou Nilmar. O atacante ganhou da marcação e, de primeira, soltou a bomba, no ângulo direito de Vitor. Um golaço: INTER, 2 a 1.

Com o resultado, o COLORADO dispara na liderança do campeonato: com 16 pontos, está seis à frente do segundo colocado da sua chave e quatro à frente do líder da Chave 2, o Ypiranga de Erechim. O tricolor da Azenha, enquanto isso, amarga a sexta colocação e vê o título do primeiro turno cada vez mais longe.

Depois do surpreendente empate sem gols na primeira rodada, contra o Santa Cruz no Beira-Rio, o time de Tite acumula cinco vitórias consecutivas e desponta como favorito à conquista do Gauchão. Se até esta rodada isso não significava muita coisa, depois da vitória no gre-NAL o INTER passa a ter muito o que comemorar.

OS NOMES DO COLORADO

Lauro
Seguro, quando exigido.
Nota 8

Danilo
Fez mais do que Bolívar vem fazendo.
Nota 5

Índio
Falhou bisonhamente no gol gremista.
Nota 6

Álvaro
Soberano na área colorada.
Nota 8

Marcão
Não comprometeu, mas o lugar no time é de Kléber.
Nota 5

Guiñazu
Incansável, teve trabalho na primeira etapa.
Nota 6

Magrão
No mano-a-mano, deixou a desejar.
Nota 5

D’Alessandro
Foi caçado pela marcação tricolor.
Na sua especialidade, abriu caminho para a vitória.
Nota 6

Alex
Está devendo. E faz tempo.
Visivelmente afetado pelas negociações com o exterior.
Nota 5

Taison
Disperso no primeiro tempo, fez a diferença no segundo.
Um passe primoroso para o gol de Nilmar.
Nota 7

 

Nilmar
Matador. Definiu a partida.
Nota 9

Demolidor – O Segundo Homem

In Comics on February 8, 2009 at 17:07


Demolidor – O Segundo Homem
Marvel Knights: Daredevil 26-31

Wilson Fisk é esfaqueado e deixado à morte. Enquanto isso, Matt Murdock e Foggy Nelson sofrem um atentado à bomba. Assim inicia o arco que faria de Demolidor a Melhor Série de 2003.

O ataque ao Rei do Crime é ordenado pelo misterioso Sammy Silke, de Nova Jersey. Filho de um antigo parceiro de Fisk e amigo de infância de Richard Fisk, Silke chega a Nova York e desafia a liderança do Rei por conhecer a identidade secreta do Demolidor e não fazer uso da informação para tirar o herói de circulação.

A notícia de que há um prêmio pela sua cabeça faz da vida de Matt Murdock um inferno. Ao mesmo tempo, o ataque ao seu marido faz com que Vanessa venha à cidade e ordene uma resposta à altura. Acuado e vendo seus parceiros morrerem um a um, Silke só vê uma saída para evitar sua própria morte: entregar-se à polícia, oferecendo uma informação preciosa em troca de sua vida.

Foi assim que, no início de 2002, a aclamada fase de Brian Michael Bendis e Alex Maleev à frente do Homem Sem Medo começou nos Estados Unidos. O arco chegou por aqui dois anos depois, na extinta Hulk & Demolidor – uma dupla em princípio bizarra que acabaria unindo, na revista, dois títulos indicados ao Prêmio Eisner.

Bendis chegou e a virou a vida de Matt ao avesso. Trouxe à tona as mortes de Karen e Elektra, questionou o fato de muitos saberem que Matt Murdock é o Demolidor e colocou no centro da trama o conflito entre o super-herói e o advogado. Com tudo isso, fez história a ponto de rivalizar com aquele que, até então, havia sido o responsável pela melhor fase do Homem Sem Medo, Frank Miller.

E foi aqui, em Hulk & Demolidor 1, que tudo começou.

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Demolidor – O Segundo Homem
Hulk & Demolidor 1-6, Panini

Mesmo Delivery

In Comics on February 2, 2009 at 12:04

Um ex-boxeador, Rufo, pega um bico como motorista para a Mesmo Delivery, uma empresa, dã, de entregas. A única recomendação? Que o container não seja aberto sob hipótese alguma. No meio do caminho, Rufo faz uma parada rápida em um posto de gasolina, e é aí que a diversão começa.

O que mais impressiona neste road-comic (ou “road-thriller” nas palavras do próprio autor) é o traço robusto é vigoroso de Rafael Grampá, um gaúcho que trabalhou no Estúdio Lobo e venceu o Eisner de Melhor Antologia por 5, produzido em parceria com os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá. Mas não apenas isso. Além do traço, impressiona também a narrativa cinematográfica de Grampá, com um quê da ultraviolência (caricata) de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino e quadros impossíveis, como os que ilustram as páginas 36 e 37.

Mesmo Delivery, que revela boas surpesas no desenrolar da história, não consta em muitas listas de Melhores Comics de 2008 ao acaso. É uma belíssima HQ, que vem para nos tirar das mesmices (com o perdão do trocadilho) dos gibis de hoje em dia.

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Mesmo Delivery
De Rafael Grampá
Desiderata, 58 pág.
R$ 39,00

Os Novos Vingadores 60

In Comics on February 2, 2009 at 11:13

Está cada vez mais difícil encontrar uma boa revista mensal pra colecionar. Com a Pixel em situação indefinida, o jeito é recorrer a Panini que, em vez de aproveitar o momento para bombar de vez, prefere insistir na lamentável Miss Marvel. Na boa, isso é irritante demais. Com Novos Vingadores, Capitão América e Thor, não dá pra entender a insitência em publicar um título tão ruim, tão sem propósito (fora que ficaria bem mais adequado ao mix de Avante, Vingadores).

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Os Novos Vingadores
New Avengers Annual 2

“Tudo ao mesmo tempo agora”, diria uma música do Titãs. É a invasão skrull, o Hulk voltando à Terra querendo matar os Illuminati, o Capuz montando uma mega equipe de criminosos… A vida dos Novos Vingadores não está nada fácil, convenhamos. Neste especial, temos uma sequência forte de luta entre o grupo e a gangue do Capuz que acaba com um Dr. Estranho ensandecido, evocando os poderes dos piores demônios possíveis e retirando-se do campinho para a devida recuperação. Como se não bastasse, cansada de ver sua filhinha em apuros, Jessica Jones bate na porta da Torre Stark para se registrar.

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“É conversando que se avança!”
Avengers Classic 1

É constrangedor ver uma história dessas publicada, francamente.

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O Monstro e a Marvel
Ms. Marvel 22
Parte 2

Não li e não vou ler.

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A Morte do Sonho – 2º Ato
Captain America 33
O Fardo dos Sonhos: Parte Três

No derradeiro encontro entre Bucky e Tony Stark, as intenções do Soldado Invernal mudam após a leitura de uma carta assinada pelo próprio Steve Rogers. Vem aí o novo Capitão América.

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Por que comprar?
Porque Capitão América é bom demais.

Por que não comprar?
Duas palavras (e 24 páginas): Miss Marvel.

Relação Custo/Benefício
Ruim, pois vale por apenas uma história: Capitão América. Novos Vingadores até que é legal, mas eu já tô enchendo o saco desse monte de lutinha, uma atrás da outra, sem roteiro nenhum por trás.

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Os Novos Vingadores 60
Panini, 100 pág.
R$ 7,50