
Depois de três partidas de pouco futebol, o INTER voltou a jogar bem. E jogando bem foi merecedor da vitória no clássico e, consequentemente, do título do primeiro turno do Campeonato Gaúcho. A taça Fernando Carvalho, com justiça, fica no Beira-Rio.
No time colorado, a dúvida estava no substituto de D’Alessandro, suspenso. A escolha de Tite foi óbvia e acertadíssima: Andrézinho, que assumiu a camisa 10 após a saída de Alex, comandou o time e foi o grande destaque do greNAL 375.
O primeiro tempo do Inter foi de pleno domínio. Com Sandro à frente da zaga, Magrão e Guiñazu tiveram liberdade para apoiar Bolívar e, principalmente, Kléber. Pelo seu lado, saíram as melhores jogadas de ataque da equipe, a primeira delas com Nilmar: o atacante recebeu de Táison, driblou o marcador e bateu para grande defesa de Vítor. No rebote, Kléber chutou rasteiro e, mais uma vez, o goleiro gremista fez uma defesa espetacular.
Em sua melhor partida pelo clube, o lateral-esquerdo era um dos destaques da equipe. Após tabela com Andrézinho, Kléber recebeu de Táison e cruzou na medida. O meia cabeceou para o chão, mas Vitor, com uma defesa de puro reflexo, manteve o 0 a 0 no placar ao final dos primeiros 45 minutos.

Se não dava na bola rolando, teria que ser na bola parada. E logo na volta do intervalo, o Inter abriu o placar. Kléber levantou na área, a zaga gremista fez a linha burra e Índio, livre de marcação, teve tempo de matar no peito, esperar a bola quicar e fuzilar Vitor: 1 a 0.
O gol escancarou a superioridade do time de Tite. Em novo cruzamento de Kléber, o goleiro gremista soltou a bola, mas o mesmo Índio não conseguiu completar para o gol. Na sequência, Táison avançou pelo meio e chutou para defesa segura de Vítor. Acuado, o Tricolor ainda viu Guiñazu deixar de fazer o segundo gol após roubar a bola de Tcheco, entrar na área e passar a bola ao invés de chutá-la.
E foi no melhor momento colorado que o Tricolor empatou. Jonas recebeu de costas para o gol, fez o pivô e deixou à feição para Alex Mineiro encobrir Lauro com um belo toque: 1 a 1 no marcador.

Logo após, Souza chutou rasteiro para boa defesa do goleiro colorado. Foi o último suspiro tricolor que, pouco depois, veria o Inter passar à frente do placar, mais uma vez. Andrézinho cobrou a falta sofrida por Táison e Magrão, de cabeça, guardou. Era o 2 a 1, era o gol da vitória.
Vitória que poderia ter sido por um placar maior caso Nilmar aproveitasse o passe espetacular de Táison. A bola, caprichosamente, bateu na trave antes de ser afastada pela zaga. E, na última oportunidade da partida, Alecsandro tabelou com Andrézinho e concluiu para mais uma boa defesa de Vítor, o melhor jogador gremista em campo.
Com a melhor campanha, o melhor ataque, a melhor defesa e a o artilheiro do campeonato, o INTER chega ao primeiro título do ano do seu Centenário. É apenas o primeiro turno do Gauchão, mas demonstra que, ao contrário do que possa sugerir a derrota na estréia da Copa do Brasil, o Colorado está entrando em campo com fome de títulos.
Bem ao gosto do torcedor.

OS NOMES DO COLORADO
Lauro
Regular, apenas.
Nota 6
Bolívar
Bem na defesa, ainda atacou com segurança.
Nota 6
Índio
Zagueiro artilheiro, fez mais um gol em clássico.
Está jogando muito.
Nota 8
Álvaro
Não foi tão bem quanto seu companheiro.
Mas não deu chances ao ataque gremista.
Nota 6
Kléber
Sua melhor partida com a camisa do Inter.
Participou de ambos o gols.
Nota 8
Sandro
Com ele, o time joga. E Magrão. E Guina.
Um marcador implacável, que não faz faltas.
Nota 8
Magrão
Não estava bem, mas fez o gol da vitória.
Pura raça.
Nota 7
Guiñazu
Cresce de produção a cada partida.
Nota 7

Andrézinho
Fez juz à camisa 10 herdada de Alex.
Foi o principal jogador colorado.
Nota 9
Táison
Pela esquerda, foi perigo constante pro adversário.
Com a bola no pé, só foi parado com falta.
Nota 8
Nilmar
Teve duas grandes chances, desperdiçou ambas.
Nota 7
Alecsandro
Entrou em lugar de Táison.
Teve pouco tempo, mas construiu uma boa jogada.
Nota 5
Rosinei
Entrou em lugar de Magrão.
Sem nota
Marcelo Cordeiro
Entrou em lugar de Nilmar.
Sem nota
