
Apesar de não ser fã de nenhum dos três filmes do grupo mutante, o filme solo do Wolverine estava na minha lista faz tempo. Não que eu esperasse grandes coisas, ao contrário, mas tinha curiosidade sobre o que viria por aí.
E devo dizer que o resultado foi pior do que o esperado. Bem pior.
Assim como em X-Men – O Confronto Final, o grande problema de X-Men: Origens – Wolverine é o grande número de personagens e a mistura de histórias. O roteiro envolve uma série de tramas e personagens sem conexão alguma. E apesar do início remeter à esclarecedora minissérie Origem, o filme logo se perde ao citar, por exemplo, a fase de Grant Morrison e ao pisar sobre a clássica origem do herói pelas mãos de Barry Windsor-Smith, que os fãs mais velhos certamente lembrarão.
Em relação aos personagens, não é diferente. É trazido de volta a figura do General Stryker, já mal retratado em X-Men 2, e acrescentado um personagem como Deadpool, completamente secundário e irrelevante para a história do herói canadense. Até mesmo um romance com uma mulher desconhecida foi inventado para justificar uma sede de vingança digna dos piores filmes do Domingo Maior, clássica sessão de filmes da Globo.
X-Men: Origens – Wolverine chega com um único propósito: fazer dinheiro. Afinal, o que mais justificaria a participação de Cíclope, além de protagonizar um novo filme da série X-Men: Origens, nescessária após o final da trilogia do grupo mutante?
Acontece que, por pior que seja a história, Wolverine segue sendo um personagem carismático – não por acaso, o herói protagoniza uma série de títulos nos Estados Unidos e tem aqui no Brasil sua própria revista. Mas será que há outro personagem mutante capaz de segurar um filme inteiro nas costas?
Eu duvido muito.
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X-Men: Origens – Wolverine
X-Men: Origins – Wolverine
De Gavin Hood
Com Hugh Jackman
Filmeco de última mesmo, viu? Tantas referências legais e fazem uma patacoada desse calibre. Se o caminho é esse, McKellen está mais que certo em querer manter-se afastado do filme sobre Magneto.