Kicha

Archive for the ‘Comics’ Category

Invasão Secreta, 3 de 8

In Comics, Invasão Secreta, Vingadores on November 2, 2009 at 21:00

Tudo ao mesmo tempo agora: a invasão skrull foi muito bem planejada, e agora os heróis se veem em meio ao caos total. No aeroporta-aviões da SHIELD, o skrull Jarvis pede a rendição de Maria Hill e seus comandados. Na Montanha dos Thunderbolts, Norman Osborn tenta demover o skrull Capitão Mar-Vell de destruir o QG do grupo. Em Times Square, os Jovens Vingadores enfrentam os skrulls à sua maneira. Mas o ponto principal da trama está na Terra Selvagem, onde Tony Stark se vê diante da rainha skrull, a Mulher-Aranha, que garante que ele é a principal peça do tabuleiro.

Eu não sei tu, mas eu tô me divertindo à beça com Invasão Secreta. A ponto de acompanhar títulos paralelos que há muito em sequer folheava nas bancas. E aqui, na mini-série, Bendis e Yu parecem estar se divertindo até mais do que eu. (As demais historinhas da revista são tão ruins que nem valem o registro.)

Completando a edição, uma compilação de capas extras e bacanas. Nada além de mais uma falcatruazinha da Panini pra justificar o absurdo preço de capa de R$ 6,50.

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Por que comprar?
Porque a série é muito boa, vamos combinar.

Porque não comprar?
Porque dá pra acompanhar tranquilamente na internet, ora bolas!

Relação Custo/Benefício?
Ruim, considerando as historinhas meia-boca que só servem pra preencher espaço na revista. Ficasse somente na mini-série principal e baixasse o preço de capa pra, digamos, R$ 5,50 (como Crise Final) e tavez a gente tivesse uma ótima relação custo-benefício aqui.

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Invasão Secreta, 3 de 8
Secret Invasion 3
Secret Invasion: Who Do You Trust?
De Brian Michael Bendis e Leinil Francis Yu
Panini, 52 pág.
R$ 6,50

Marvel Action 29

In Comics, Demolidor, Hulk, Invasão Secreta, Justiceiro, Pantera Negra on November 2, 2009 at 20:30

Quem é o Hulk?
Hulk 1
De Jeph Loeb e Ed McGuiness

Tá bem, admito: comprei este gibi pelo Hulk do Loeb e do McGuiness. E quer saber? Eu gostei. Tava acompanhando por scans e esse foi um dos motivos pra eu a voltar a ler a revista. Sei do ódio que alguns têm pela dupla, mas eu acho que, quando tu lê um gibi, o mínimo que tem que acontecer é tu te divertir. E eu me diverti a valer lendo essa primeira parte da trama do Hulk Vermelho. Tô curioso pra saber o que vem por aí.

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Retalho
Punisher War Journal 18
De Matt Fraction e Howard Chaykin
Parte Um de Seis

Quando eu era guri e começava a ler gibis, o Howard Chaykin já era ruim… com o tempo, rapaz, ele só piorou. E ver o seu traço antiquado nas páginas das revistas atuais é uma bizarrice sem tamanho. Mas sabe o que é o pior? Se dar conta de que esta é recém a primeira de seis partes de uma história ruim demais.

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Sangue do Tarântula
Daredevil: Blood of the Tarantula
De Ed Brubaker e Ande Parks

Pô… coisa boa ler uma história do Demolidor depois de tanto tempo (parei de acompanhar Marvel Action na quinta edição, acho eu). Aqui, o personagem principal não é o Homem Sem Medo, mas o Tarântula-Negra, herói argentino (hein?!) que se vê traído pela própria gangue do seu país de origem. Legal. Gostei do personagem, gostei da trama, gostei da participação do Demolidor.

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Conheça Wakanda e morra
Black Panther 39
De Jason Aaron e Jefte Palo

Até eu ler esta história eu achava o Pantera Negra chato pracaray. Só que, aqui, sai o mala do Reginald Hudlin e entra o Jason Aaron, que já tinha chamado minha atenção com o Motoqueiro Fantasma. E o resultado é uma história MUITO boa sobre a invasão dos skruls à Wakanda – ou à tentativa de invadir o país.

Absolutamente sensacional e empolgante.

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Por que comprar?
Porque a revista tem historinhas bem bacanas – incluindo aí o Hulk Vermelho (pois é).

Porque não comprar?
Porque, apesar de conter historinhas bem bacanas, são de personagens secundários e, por vezes, irrelevantes. Tipo o Justiceiro que tá numa fase braba nessa droga de Punisher War Journal.

Relação Custo/Benefício?
Escrevendo a resenha, percebi que a Panini aumentou em R$ 1,00 o preço da capa por conta das oito páginas a mais que este gibi tem. Pode isso? Santa cara-de-pau, hein, Batman?! Por conta de uma sem-vergonhice dessas, nem vou analisar decentemente a questão custo-benefício porque o que menos vale é a qualidade do gibi, diante da atitude da editora – que, ao que parece, não está ganhando dinheiro suficiente às nossas custas.

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Marvel Action 29
Panini, 108 pág.
R$ 8,50

Avante, Vingadores 29

In A Iniciativa, Comics, Homem de Ferro, Invasão Secreta, Nick Fury, Vingadores on November 2, 2009 at 20:00

O inimigo somos nós!
Avengers: The Initiative 14
De Dan Slott, Christos N. Cage e Stefano Caselli

Sério: esta série é muito ruim. A idéia da Iniciativa até é legal, um grupo de super-heróis em cada estado americano, etc e tal. Mas, nas mãos desse povo mais ou menos vira isso, uma seriezinha bem meia-boca. Resumindo, a invasão skurll vai de vento em popa e os alienígenas, aos poucos, começam a se revelar. É isso. Uma bela droga.

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Invasão Secreta
The Mighty Avengers 13
De Brian Michael Bendis e Alex Maleev

Eis a única história decente deste gibi. Depois de tomar conhecimento da invasão skrull, Nick Fury trata de organizar sua tropa de elite pra combater os alienígenas, acionando uma série de super-humanos cuja existência é apenas de seu conhecimento. Eu já disse isso antes e repito: dá gosto de ver/ler Bendis e Maleev reunidos novamente!

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O Invencível Homem de Ferro
Iron Man 31-32
De Stuart Moore, Carlo Pagulayan e Steve Kuhn
Com Mão de Ferro: Parte 3-4

Olha, tchê… geralmente, eu releio as histórias antes de fazer a devida resenha (pra não fugir nenhum detalhe, sabe como é). Mas aqui não deu. Não deu, os desenhos são muitos ruins, a trama é uma enrolação só e eu nem me lembro mais sobre o que se trata. E quer saber? Nem me importa.

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Por que comprar?
Porque a volta de Nick Fury merece.

Porque não comprar?
Porque o resto do gibi é ruim demais.

Relação Custo/Benefício?
Péssimo, só uma historinha vale a pena, o resto é pra forrar gaiola de hamster.

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Avante, Vingadores 29
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Os Novos Vingadores 64

In Capitão América, Comics, Invasão Secreta, Ms. Marvel, Vingadores on October 22, 2009 at 22:15

Invasão Secreta
The New Avengers 41
De Brian Michael Bendis e Billy Tan

Parece que Brian Michael Bendis resolveu contar a história da sua vida em Invasão Secreta. Com a trama principal centrada na minissérie, Bendis está usando os tie-ins para revelar os bastidores e recontar algumas histórias agora que o leitor tem uma informação importantíssima: os skrulls estão entre nós há muitos anos.

É o que acontece aqui: enquanto os vingadores enfrentam seus sósias alienígenas na Terra Selvagem, o Homem-Aranha é arremessado para longe do conflito por um Tyranossaurus Rex, o que o leva a um encontro com Kazar e Shanna. Já vimos em edições anteriores a cena em que a SHIELD ataca as reservas de vibranium. Mas agora, sabendo que todos são skruls disfarçados, a leitura toma outro sentido.

Ponto para Bendis.

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Invasão Secreta
Ms. Marvel 27
De Brian Reed e André Coelho
Parte Três

Me nego a comentar.

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A Morte do Capitão América – 3º Ato
Captain America 37-38
De Ed Brubaker e Steve Epting
O Homem Que Comprou a América: Parte Um

Aos poucos, o Caveira Vermelha vai consolidando seu plano de fazer os Estados Unidos desmoronarem. Por um lado, fortalecendo a campanha do seu cadidato à presidência do país. Por outro, controlando a Kronas Internacional, empresa que começa a crescer em meio à tumultuada situação da economia norte-americana (ironica e curiosamente muito semelhante à crise que o país viveu nos últimos tempos de Bush).

Enquanto isso, Sharon Carter descobre a identidade do sósia de Steve Rogers. Trata-se do Grande Diretor, que também foi Capitão América da década de 50 e, como tal, teve um parceiro: Jack Monroe, mais conhecido como Nômade (lembra?).

A trama fica cada vez melhor, francamente.

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Por que comprar?
Porque Invasão Secreta começa a engrenar.

Porque não comprar?
Porque as histórias só tem graça se tu estiver acompanhando as séries há um bom tempo.

Relação Custo/Benefício?
Dessa vez, quem aparece em dobro é o Capitão América de Brubaker e Epting. Não há como não comemorar. Tirando o lixo chamado Ms. Marvel, a revista é ótima.

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Avante, Vingadores 28
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Universo Marvel 47

In Comics, Hércules, Invasão Secreta, Motoqueiro Fantasma, Quarteto Fantástico, Thunderbolts on October 20, 2009 at 11:30

O Esquadrão Sagrado
The Incredible Hercules 117
De Greg Pak, Fred Van Lente e Rafa Sandoval
Parte Um da Invasão Sagrada

A partir da visão de Urânia, Musa da Profecia e sua irmã, Atena convoca um concílio de deuses. O objetivo? Matar Kly’Bn e Sl’Gur’t, deuses skrulls, para que esses não possam comandar seus seguidores na invasão à Terra. Assim, juntam-se a Hércules e Amadeus Cho: Pássaro da Neve, Tecumotzin (conhecido como Ajak, dos Eternos) e Amatsu-Mikaboshi, além do Devorador de Deuses, personificado em Atom, aquele que concebeu os deuses do Egito.

Parece uma confusão tremenda, mas não é. É apenas o início de uma história muito bacana. Eu, que não havia lido nada da série do Hércules, achei bem divertido e empolgante.

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Forjado no Inferno e a Caminho do Paraíso
Ghost Rider 21
De Jason Aaron e Roland Boschi
Parte Dois

Cansado de fazer o serviço sujo, o anjo chamado Zadkiel quer ter sucesso onde Lúcifer falhou, tomando o trono do Paraíso para si. E para tanto, precisa da maior arma dos Céus: Johnny Blaze, o Espírito da Vingança.

Fazia tempo que eu não lia nada sobre o Motoqueiro Fantasma e me surpreendi positivamente com a trama escrita por Jason Aaron. Diversão garantida com a trupe de enfermeiras assassinas. E dá pra ver que a lenda da Rodovia 18 vai render muito, ainda.

Os desenhos não ajudam, mas o texto de Aaron vale.

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Thunderbolts: Incidente Internacional
Thunderbolts: International Incident
De Christos Cage e Ben Oliver

Justo agora, que eu comecei a ler Thunderbolts, sai de cena a dupla Warren Ellis e Mike Deotado. Fica uma historinha bem mais ou menos focada no Homem Radioativo e nos experimentos de Armin Zola.

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Os Melhores do Mundo
Fantastic Four 557
De Mark Millar e Bryan Hitch
Parte Quatro de Quatro

Acabei pegando no finalzinho o primeiro arco da dupla Millar e Hitch à frente do Quarteto Fantástico. Aqui, a Terra é atacada por CAP – Conservar, Amparar e Proteger, o mecanóide que patrulha o Neomundo – uma réplica do nosso planeta desenvolvida para abrigar a humanidade no caso da extinção da Terra.

A dupla, que arrebentou com Os Supremos, chega arrebentando também no Quarteto. A história reserva ótimas cenas de ação e termina com um cliffhanger promissor.

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Por que comprar?
Porque a revista tem um mix bem bacana.

Porque não comprar?
Porque apesar de bacana esse mix é secundário no atual momento do universo Marvel que acabou se centralizando nos Vingadores e em suas histórias paralelas.

Relação Custo/Benefício?
Boa, pois três das quatro histórias são bacanas.

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Universo Marvel 47
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Invasão Secreta, 2 de 8

In Comics, Invasão Secreta, Vingadores on October 18, 2009 at 20:05

A invasão skrull começou e aqui o pau começa a comer de vez.

Estamos na Terra Selvagem, onde os grupos de vingadores comandados por Miss Marvel e Luke Cage vêem-se diante de versões suas de um passado distante, recém saídos de uma nave skrull. Tony Stark está incapacitado devido ao ataque de um vírus à sua armadura. Bob Reynolds, o Sentinela, é logo tirado de campo por um skrull que se faz passar pelo seu maior temor, o Vácuo. E Clint Barton, ex-Gavião Arqueiro, agora Ronin, se vê diante de sua falecida esposa, Bobbi, a Harpia. Enquanto isso, uma legião de skrulls desembarca no centro de Manhattan.

A edição se completa com outras três pequenas histórias provenientes de Secret Invasion: Who Do You Trust?, uma pequena falcatrua da Panini para justificar o preço de capa, apenas 50 centavos mais barato que a da primeira edição (que tinha oito páginas a mais). Apesar de divertidas, até, são historinhas que poderiam, muito bem, estar em uma edição especial – já que o que realmente interessa se concentra nas primeiras 23 páginas.

Basicamente, é uma edição que segura a tensão e serve como um teaser para o que vem por aí.

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Por que comprar?
Porque é uma revista bacana, apesar dos pesares.

Porque não comprar?
Porque a história ainda não engrenou.

Relação Custo/Benefício?
Mais da metade da revista é de historinhas complementares e aleatórias, o que faz com que a relação custo-benefício seja ruim. Melhor faria a Panini se publicasse apenas a série, a um custo de capa menor.

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Invasão Secreta, 2 de 8
Secret Invasion 2
Secret Invasion: Who Do You Trust?
De Brian Michael Bendis e Leinil Yu
Panini, 52 pág.
R$ 6,50

Avante, Vingadores 28

In A Iniciativa, Comics, Homem de Ferro, Invasão Secreta, Vingadores on September 27, 2009 at 22:55

Invasão Secreta
The Mighty Avengers 12
De Brian Michael Bendis e Alex Maleev

Depois de invadir a Latvéria com um grupo de heróis para depor um governo terrorista, Nick Fury se impôs um auto-exílio com Valentina Allegra. Até descobrir que a condessa era um skrull disfarçado. Fury liga os pontinhos e dá o recado à Maria Hill, a nova diretora da SHIELD: desconfie de todo mundo.

Muito bom ver Maleev e Bendis trabalhando juntos novamente, ainda mais para trazer de volta um cara foda como Nick Fury.

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Rejeitado
Avengers: The Initiative 13
De Christos N. Cage e Steve Uy

Bobinha demais, essa historinha da Iniciativa fala de um novo recruta, Bloco, cujo poder é a invulnerabilidade. Um talento valiosíssimo, não fosse o fato de nenhuma outra habilidade se desenvolver. Gordinho e fracote, Bloco nem emagrece nem se fortalece com os treinamentos.

Que nem essa história: não fede, nem cheira.

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O Invencível Homem de Ferro
Iron Man 29-30
De Stuart Moore e Roberto De La Torre
e Carlo Pagulayan
Com Mão de Ferro: Parte 1-2

Investigando alvos terroristas, o Homem de Ferro viaja até o Leste Europeu. Uma bomba é desarmada, mas outra explode, levando consigo um dos Alfas da SHIELD. As investigações levam a Nasim Rahimov, um artista que teve sua vida mudada por conta da relação com Tony Stark. Enquanto isso, um certo Agente Weir desperta algo chamado Trombeta Arrasadora no subsolo do Pentágono.

Confuso, não? É mesmo. E é sem graça, também.

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Por que comprar?
Porque, se tu quer acompanhar Invasão Secreta por completo, Poderosos Vingadores é um tie-in obrigatório. (Tá, A Iniciativa também seria, mas é ruim demais.)

Porque não comprar?
Porque, tirando a historinha do Nick Fury, o resto da revista é meia-boca.

Relação Custo/Benefício?
Mais ou menos, a maior parte da revista é dispensável.

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Avante, Vingadores 28
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Os Novos Vingadores 63

In Capitão América, Comics, Invasão Secreta, Ms. Marvel, Vingadores on September 27, 2009 at 20:50

Invasão Secreta
New Avengers 40
De Brian Michael Bendis e Jim Cheung

A invasão começou. Os skrulls estão entre nós. Tudo porque uma antiga profecia skrull diz que nosso planeta é sua Terra Prometida. Assim, os alienígenas aproveitam-se do ataque dos Illuminatti para extrair deles amostras de seus códigos biológicos e, assim, chegarem a uma fórmula que os permita viver entre os humanos sem que sejam detectados.

Após muitos anos, eles conseguem. E sua rainha faz questão de liderar a iniciativa numa posição em que possa causar o maior número de danos possíveis: substituindo Jessica Drew, a Mulher-Aranha.

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A Morte do Capitão América – 2º Ato
Captain America 36
De Ed Brubaker, Butch Guice e Mike Perkins
O Fardo dos Sonhos, parte seis

A transformação de Bucky Barnes no novo Capitão América é empolgante, e aqui ele enfrenta, de uma vez só, Pecado (a filha do Caveira Vermelha) e seu Esquadrão Serpente. De quebra, ainda precisa encarar Ossos Cruzados. E aí, uma ajudinha da Viúva Negra vem bem a calhar. Enquanto isso, nos laboratórios de Arnim Zola, Sharon Carter se depara com o corpo de um homem parecido demais com Steve Rogers.

Caramba: Brubaker é tão bom que conseguiu manter o nível na série mesmo após a morte de Steve Rogers.

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A Invasão Secreta
Ms. Marvel 25-26
De Brian Reed, Adriana Melo e Ron Frenz

Olha, tchê… até é divertido ver o traço de Ron Frenz nos flashbacks que ligam Carol Danvers aos skrulls… mas não dá pra aguentar a Miss Marvel. Sério. E aqui é metade da revista desperdiçada com ela, de onde se salvam apenas duas: as capas ilustradas por Greg Horn, que são deveras bacanas.

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Por que comprar?
Porque Os Novos Vingadores é um dos principais títulos da saga Invasão Secreta.

Porque não comprar?
Porque são nada menos que 56 páginas de Miss Marvel.

Relação Custo/Benefício?
Bom, se tu pensar que Vingadores e Capitão América são muito bons. Péssimo, se tu considerar que metade da revista é desperdiçada com Miss Marvel.

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Os Novos Vingadores 63
Panini, 108 pág.
R$ 8,50

Invasão Secreta, 1 de 8

In Comics, Invasão Secreta, Vingadores on September 27, 2009 at 20:40

Um mundo sem mutantes. Heróis lutando contra heróis. Capitão América morto. Nick Fury desaparecido. Se esse não é o cenário do apocalipse, qual seria? Invasão Secreta é o perfeito retrato dos Estados Unidos pós 11 de setembro. Afinal, em quem você poderia confiar, se qualquer um pode ser um terrorista, quer dizer, um skrull?

No mesmo momento, os skrulls atacam em diversos lugares. Na órbita da Terra, explode o quartel-general da ESPADA. Na Terra Selvagem, Tony Stark e sua armadura entram em colapso graças a um vírus. O mesmo vírus que atinge o porta-aviões da SHIELD, assim como todas as indústrias Stark e as penitenciárias de segurança máxima. No Edifício Baxter, uma Susan Storm skrull abre o portal para a Zona Negativa, enquanto a Montanha dos Thunderbolts é atacada pelo Capitão Marvel.

A invasão começou.

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Por que comprar?
Porque é o grande evento da Marvel dos útimos anos.

Porque não comprar?
Porque tem horas que o Bendis parece estar nos enrolando.

Relação Custo/Benefício?
Bom. Pelo número de páginas, barato não está, mas o que vale mesmo é o conteúdo. E Secret Invasion parece que vai render muita coisa boa.

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Invasão Secreta, 1 de 8
Secret Invasion 1
De Brian Michael Bendis e Leinil Yu
Panini, 60 pág.
R$ 7,00

Superman 80

In Comics, Superman on September 7, 2009 at 23:45

Brainiac
Action Comics 866
De Geoff Johns e Gary Frank
Parte 1: Primeiro Contato
Parte 2: Esconde-esconde
Parte 3: Saudações

O “nova fase” da capa fez brilhar o olhinho. Eu já havia lido que este arco, Brainiac, era um dos melhores dos últimos anos… Mas isso não impediu que eu tivesse uma bela e positiva surpresa lendo o gibi.

Antes de qualquer coisa, é preciso fazer menção à brilhante caracterização que Gary Frank faz de Clark Kent, claramente inspirada no saudoso Christopher Reeve. Isso faz com que, de repente, sejamos levados a um momento da nossa infância mais ingênuo, em que um super-herói significava muitas coisas mais, mudando totalmente nossa leitura.

A ação começa há 35 anos, quando vemos Krypton ser atacada por robôs de Brainiac, que levam consigo a cidade de Kandor. No presente, Clark e Lois, agora um casal, são apresentados aos novos contratados do Planeta Diário em sequências cômicas dignas dos primeiros filmes de Richard Donner. Subitamente, Clark tem sua atenção chamada por um estranho objeto que vem do espaço em direção à Terra. É o primeiro sinal de que Brainiac está a caminho.

A resposta ao ataque sinaliza a Brainiac o encontro de um kryptoniano. Enquanto isso, na Fortaleza da Solidão, o Superman analisa os fragmentos do robô derrotado, que traz más lembranças à Kara, a Supergirl, presente no momento em que a cidade de Kandor foi tomada. O herói vai ao encontro de Brainiac em outro planeta e acaba capturado… e é então que ficamos à par dos planos da inteligência alienígena.

Certamente, esse texto não consegue passar um mínimo da emoção da leitura deste arco. Como falei antes, Johns e Frank nos transportam para um lugar único da nossa infância. Este é um gibi que a gente lê com gosto, um gostinho nostálgico bom demais, que eu até havia esquecido que existia.

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Os caminhos do mundo
Supergirl 29
De Kelley Puckett, Drew Johnson e Ron Randall
Parte Dois

Depois da primeira história, é até sacanagem comentar essas páginas com a Supergirl. Não que sejam ruins, mas é que elas se tornam completamente secundárias (e, até mesmo, desnecessárias) nesta edição.

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Por que comprar?
Porque o arco Brainiac é brilhante.

Porque não comprar?
Porque, sei lá, tu não gosta do Superman (não vejo outro motivo).

Relação Custo/Benefício?
Ótimo. A sensação depois da leitura é tão boa que o valor do gibi é a última coisa em que tu pensa.

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Superman 80
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

Batman 80

In Batman, Comics on September 7, 2009 at 23:15

Cortinas
Detective Comics 844
De Paul Dini e Dustin Nguyen

Scarface, definitivamente, é um vilão de HQ que não dá pra levar a sério. Mas, nas mãos de Paul Dini, rende uma historinha deveras divertida. O boneco de ventríloco agora está nas mãos (literalmente) da filha de um criminoso que escapou de ser morta pelo próprio marido. Rola um flertezinho entre o Batman e a Zatanna e por vezes parece que tu tá vendo um desenho na TV. Gostei.

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Acordando no lado errado do universo
Catwoman 77
De Will Pfeifer e David López
Parte 3

Se a primeira historinha foi divertida, essa é ainda mais. Presa em uma Gotham de uma dimensão paralela, a Mulher-Gato se diverte como a vilã mais casca-grossa do pedaço. Ela dá um pau no Batman (duas vezes), além de acabar com o Lanterna Verde, o Flash e o Super-Homem com uma facilidade tremenda. Acontece que isso nada mais é que uma ilusão causada pela máquina onde ela está no planeta-prisão. E mesmo que eu tenho pego o bonde andando, deu pra me divertir muito com a leitura.

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Asa Noturna: Queda livre
Nightwing 143
De Peter J. Tomasi e Don Kramer
Capítulo 4

Tava bom demais pra ser verdade. Se um Robin já é gay, dois é o encontro do Clodovil com o Clóvis Bornay. A história é péssima, os desenhos são primários e as piadas são pra lá de infâmes. Ruim é pouco.

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Batman, Descanse em Paz: Meia-noite na Casa da Dor
Batman 676
De Grant Morrison e Tony Daniel

Enfim a razão de eu ter comprado um gibi do Morcegão depois de tantos anos. A derradeira história de Bruce Wayne começa com um Batman furioso brandando para não se sabe quem que “Batman e Robin nunca vão morrer!”. A trama volta seis meses no passado e vemos o grupo chamado Luva Negra recebendo seu mais novo integrante.

Admito que esta primeira parte de Batman, Descanse em Paz não é uma leitura fácil. É Grant Morrison, o que significa que tu tem que ficar atento aos detalhes. Pra quem está chegando agora, como eu, a vida de Bruce Wayne parece estar em turbulência. Depois de quase enlouquecer, ele tenta um relacionamento normal com uma mulher e se vê acossado por uma nova organização criminal. Enquanto isso, uma imagem perturbadora do Coringa dá indícios que as coisas não vão nada bem no Asilo Arkham.

A última página dessa história me deixou, ao mesmo tempo, curioso e angustiado (como fã do herói). O suficiente pra acompanhar a série, ao menos até o próximo número. We’ll see.

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Por que comprar?
Porque aqui começa o famoso arco Batman: R.I.P. de Grant Morrison.

Porque não comprar?
Porque tem aquela história ridícula do Asa Noturna pra atrapalhar.

Relação Custo/Benefício?
Muito boa. A sensação ao término da leitura é muito boa, mesmo com a história besta do Asa Noturna no meio. Isso porque Batman, Descanse em Paz começa de forma extremamente instigante. É um gibi que dá gosto de ler.

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Batman 80
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

X-Men 91

In Comics, X-Men on September 7, 2009 at 22:30

São Francisco X
Uncanny X-Men 500
De Ed Brubaker, Matt Fraction, Greg Land
e Terry Dodson
Parte Um

Faz muito eu não lia um gibi dos X-Men. Até dar de cara com esta edição, com uma belíssima capa de Alex Ross. Folheei, vi que começava um novo arco e resolvi arriscar.

Agora com sede em São Francisco, os X-Men são surpreendidos por uma exposição cujas peças centrais são sentinelas inativos, o que os leva a um confronto com Magneto. Se há algo a reclamar desse princípio de trama é o traço irregular de Dodson, nem um pouco adequado ao grupo mutante. Por outro lado, o traço de Greg Land salta aos olhos e casa muito bem com o ótimo texto de Brubaker e Fraction. O aparecimento do Culto do Inferno, nas últimas páginas, promete.

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X-Men: Legado
X-Men 212
De Mike Carey, Scott Eaton e Mike Deodato

Esta bem que poderia se chamar As Aventuras de Charles Xavier, pois mostra um Professor X em busca de um lugar num mundo pós Dinastia M. Alguns flashbacks ajudam a esclarecer o que se passa na cabeça do atormentado Charles e, ao que parece, todos os caminhos levam ao Senhor Sinistro. Peguei a história já no seu desenrolar, então não deu para fazer grandes julgamentos. Vamos ver o que vem por aí.

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Sala de Perigo
X-Men: Divided We Stand 1
De Mike Carey e Brandon Peterson

Sam Guthrie, o Míssil, está de volta à sua cidade natal. E a primeira coisa que faz ao chegar é ir para um bar beber e puxar briga com um Cabot, família inimiga desde sempre. Ele briga, discute com sua irmã, Paige, e sai voando e reclamando a vida. Se acabou? Parece que sim, mas a própria história termina com uma interrogação. Dito isso, admito: não entendi lhufas da moral dessa historinha.

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Vida e Morte
Young X-Men 3
De Marc Guggenheim e Yanick Paquette

Eu, que nunca fui fã desses novos x-men ou academia x ou whatever, até que gostei dessa boa historinha de ação com alguns mutantes mais novos (e desconhecidos pra mim). Como peguei a trama pela metade, ainda não entendi muito bem o que está rolando, mas me pareceu interessante. A conferir nos próximos capítulos.

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Por que comprar?
Porque o arco que se inicia parece ser muito bom.

Porque não comprar?
Porque, de resto, a revista nem é tão legal assim.

Relação Custo/Benefício?
Boa. A capa é sensacional e ajuda a dar um up na revista, e essa primeira historinha é realmente muito boa e empolgante.

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X-Men 91
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

X-Men: Origens – Wolverine

In Cinema, Comics on May 3, 2009 at 22:57

Apesar de não ser fã de nenhum dos três filmes do grupo mutante, o filme solo do Wolverine estava na minha lista faz tempo. Não que eu esperasse grandes coisas, ao contrário, mas tinha curiosidade sobre o que viria por aí.

E devo dizer que o resultado foi pior do que o esperado. Bem pior.

Assim como em X-Men – O Confronto Final, o grande problema de X-Men: Origens – Wolverine é o grande número de personagens e a mistura de histórias. O roteiro envolve uma série de tramas e personagens sem conexão alguma. E apesar do início remeter à esclarecedora minissérie Origem, o filme logo se perde ao citar, por exemplo, a fase de Grant Morrison e ao pisar sobre a clássica origem do herói pelas mãos de Barry Windsor-Smith, que os fãs mais velhos certamente lembrarão.

Em relação aos personagens, não é diferente. É trazido de volta a figura do General Stryker, já mal retratado em X-Men 2, e acrescentado um personagem como Deadpool, completamente secundário e irrelevante para a história do herói canadense. Até mesmo um romance com uma mulher desconhecida foi inventado para justificar uma sede de vingança digna dos piores filmes do Domingo Maior, clássica sessão de filmes da Globo.

X-Men: Origens – Wolverine chega com um único propósito: fazer dinheiro. Afinal, o que mais justificaria a participação de Cíclope, além de protagonizar um novo filme da série X-Men: Origens, nescessária após o final da trilogia do grupo mutante?

Acontece que, por pior que seja a história, Wolverine segue sendo um personagem carismático – não por acaso, o herói protagoniza uma série de títulos nos Estados Unidos e tem aqui no Brasil sua própria revista. Mas será que há outro personagem mutante capaz de segurar um filme inteiro nas costas?

Eu duvido muito.

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X-Men: Origens – Wolverine
X-Men: Origins – Wolverine
De Gavin Hood
Com Hugh Jackman

Marvel Millennium Anual 3

In Comics on May 3, 2009 at 22:54

Não costumo acompanhar os títulos mensais da Panini, mas sempre fico atento a edições especiais e encadernados. É o caso deste Marvel Millennium 3, com dois arcos datados de 2008 e focados no Homem de Ferro, em alta após o filme estrelado por Robert Downey Jr.

O primeiro deles é a sequência da minissérie que lançou o personagem no Universo Millennium. Aqui, Tony Stark é um menino cujo sistema nervoso está distribuído por todo o seu corpo, o que o faria sentir dores terríveis não fosse um invento revolucionário do seu pai, Howard: uma armadura nanotecnológica que protege sua pele e faz com que Tony se regenere não importe a gravidade da lesão.

Neste arco, se recuperando após sobreviver a uma explosão, Tony é procurado pelo governo americano: querem seu robô – na verdade, a armadura do Homem de Ferro – para dizimar um campo de treinamento de terroristas em um país desconhecido. A investigação se revela mais complexa do que aparenta, e logo Tony se vê em um avião que porta uma bomba nuclear, parte de um plano da primeira mulher de Howard para se vingar do seu ex-marido. Resumindo: nada além de uma diversão rasa que abusa da regeneração de Tony.

Por sua vez, o segundo arco é bem mais interessante. A começar por Warren Ellis, que mesmo nos maus momentos faz histórias muito boas. Como esta, que começa em um encontro entre Tony Stark e Bruce Banner, que busca uma cura para o Hulk, sua tentativa frustrada de recriar o soro do supersoldado.

Paralelamente, vemos a origem da versão Millennium do Líder, um oficial da inteligência britânica que testa em si mesmo uma nova versão do soro de Bruce após ver a segurança nacional ser entregue a um grupo americano. O resultado é um homem de cabeça desproporcional e cérebro avantajado, de grandes poderes psíquicos que quer unir o soro do Hulk ao DNA de Stark para chegar ao ser humano perfeito, ao Humano Supremo.

É uma historinha bem bacana, com boas cenas de ação e humor (negro) na dose certa. Apesar de igualmente rasa, é diversão com a assinatura de Ellis, ou seja, bem acima do que se vê por aí. Não digo que vale o investimento (e nem vale), mas, ao menos, não pinta aquele arrependimento no final.

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Marvel Millennium 3
Ultimate Iron Man 1-5
De Orson Scott, Pasqual Ferry e Leonardo Manco
Ultimate Human 1-4
De Warren Ellis e Cary Nord
Panini, 212 pág
R$ 22,90

Demolidor – Revelado

In Comics on March 1, 2009 at 18:51


Demolidor – Revelado
Marvel Knights: Daredevil 32-37

A identidade do Demolidor foi revelada. Foi revelada e estampa a primeira página do Globo Diário que, em matéria exclusiva, afirma que o herói da Cozinha do Inferno é o advogado Matt Murdock, cego desde a infância.

Questionado por Foggy se não é a vida que escolheu que o levou a um círculo vicioso de dor, Matt reflete profundamente sobre sua segunda vida, de herói. E toma uma decisão: negar a manchete e processar o jornal em 400 milhões de dólares.

Assim, em poucas linhas, parece assunto para uma trama de algumas página. Longe disso. Aqui, temos Brian Michael Bendis no melhor de sua forma, capaz de preencher seis edições com conflitos psicológicos pelos quais somente o Homem Sem Medo poderia passar.

Não por acaso o trabalho de Bendis foi, desde seu início, comparado ao de Frank Miller. Nunca a vida de Matt havia sido tão explorada – a ponto de tornar-se mais importante que a do próprio herói. Depois da brilhante série Alias, foi a partir do trabalho em Demolidor que Bendis passou a ser considerado um dos melhores autores de HQ de sua geração.

Com toda justiça.

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Demolidor – Revelado
Hulk & Demolidor 7-12, Panini

Fell, Volume 1: Cidade Brutal.

In Comics on February 25, 2009 at 23:01

Logo nas primeiras páginas da revista, há uma pequena observação: para preservar a arte, os textos das placas e prédios, entre outros, foram mantidos no original – sendo explicados com pequenas legendas logo abaixo dos quadros. Justo, pois a arte pintada de Ben Templesmith merece os maiores elogios.

Digo isso, pois o que deve chamar a atenção, num primeiro momento, é o nome de Warren Ellis na capa. Ellis, autor de Planetary, é quase sempre garantia de qualidade em quadrinhos. E aqui não é diferente. Mas é fato que a série provavelmente seria diferente não fosse o talento de seu ilustrador.

Com Templesmith, Ellis conta o dia-a-dia do detetive Richard Fell, recém transferido para Snowtown, cidadezinha “do outro lado da ponte” onde todas as casas (e pessoas) são protegidas por um símbolo característico. Em seu novo trabalho, Fell divide o setor de homicídios com outros dois policiais e meio – referência a um detetive que não tem as duas pernas –, e seus casos são os mais diversos e bizarros. De uma grávida que é assassinada e tem seu feto roubado a uma (nada) frívola disputa pela guarda de uma criança, Snowtown se mostra uma cidade sem lei, onde é comum cadáveres surgirem boiando nas docas.

O ótimo trabalho da dupla Ellis e Templesmith é devidamente valorizado pela Landscape: a edição, que conta com os oito primeiros números da série, é muito bonita. Além do papel especial, na capa há aplicação de prolan e de verniz localizado que destaca alguns detalhes da arte. Cada capa original acompanha sua respectiva edição – com menos páginas que os quadrinhos tradicionais, como explica o texto do editor Mauricio Muniz. Por fim, uma breve biografia da dupla criativa.

Cidade Brutal é um gibi que não apenas dá gosto de ler, como reler e, principalmente, ter na prateleira pra exibir. Agora, resta elogiar o trabalho da Landscape e torcer para que a série seja publicada por completo por aqui.

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No site da editora, dá pra ler o primeiro capítulo de Fell: vê se aproveita, rapaz!

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Fell, Vol.1: Cidade Brutal
Fell, Vol.1: Feral City
De Warren Ellis e Ben Templesmith
Landscape, 152 pág.
R$ 33,00

Batman: Cidade Castigada – Edição Especial.

In Comics on February 25, 2009 at 22:39

A capa diz Edição Especial, mas dá pra chamar essa de edição especialíssima. O tratamento dado pela Panini ao arco Broken City, da dupla Brian Azzarello e Eduardo Risso, é de tirar o chapéu. Tem capa dura, texto introdutório, capas originais, biografias; enfim, a edição tá uma beleza, mesmo.

Azzarelo e Risso são responsáveis por 100 Balas, para muitos a melhor série policial de todos os tempos. Ou seja, Gotham City é um ambiente que a dupla domina por completo. Aqui, o assassinato de uma mulher grávida leva Batman a um confronto com velhos inimigos e com uma nova dupla de bandidos que ameaça a Pequena Tóquio. E em se tratando do Homem-Morcego, o quociente psicológico não poderia faltar: um menino tem os pais mortos por acidente, fazendo com que todo o passado e o trauma de Bruce venha à tona e afete profundamente sua investigação.

Risso, aqui, faz um trabalho fenomenal, com um jogo de luzes e sombras como poucos sabem fazer – talvez só Frank Miller e sua Sin City cheguem ao mesmo nível. Quem acompanha 100 Balas conhece bem o talento do desenhista argentino, mas não se pode deixar de fazer os devidos elogios à arte dessa edição. Assim como à trama de Azzarello: é como se a dupla trabalhasse com o morcegão há muito tempo.

Pra completar, cabe um destaque para as belíssimas capas originais de Dave Johnson. E, pra não dizer que esta é uma edição perfeita, vale uma ressalva: a Panini poderia ter colocado essas capas originais ao longo da revista – e não no final, de uma vez só, como fez. Ajudaria até a separar um capítulo de outro, colaborando com a leitura, já que o último quadro dos capítulos acaba sendo o gancho para o próximo.

Um minimo detalhe, que em nada muda minha opinião final: este é um gibi que merece a leitura. E, por que não?, um lugarzinho na prateleira de qualquer fã do herói.

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Batman: Cidade Castigada – Edição Especial
Batman 620-625
De Brian Azzarello e Eduardo Risso
Panini, 148 pág.
R$ 26,90

Invencível, Volume Um: Negócios de Família.

In Comics on February 24, 2009 at 08:38

Uma série de bons reviews e uma promo na Comix me fizeram encomendar este encadernado com as quatro primeiras edições de Invencível, herói da Image criado por Robert Kirkman e Cory Walker – pra mim, até então, completos desconhecidos.

Invencível é Mark Grayson, um adolescente como qualquer outro não fosse um pequeno detalhe: ele é filho do Omni-Man, o maior super-herói do planeta. Mark começa a desenvolver super poderes, ganha um uniforme e começa a combater o crime junto com a Tropa Jovem, um grupo de heróis, ãhm, jovens, que investiga o desaparecimento de dois alunos na escola onde estuda.

Não há muito mais o que dizer sobre Negócios de Família sem entregar o que acontece. Mas isso é o de menos, pois todos os elogios a Invencível se davam por sua suposta “novidade”, seu “frescor” diante da mesmice dos quadrinhos. Bobagem. Concordo que há uma certa dose de diversão, mas apesar do texto esperto de Kirkman, a série não traz nada de absolutamente novo – nada que mereça a referência, ao menos. E os desenhos de Walker, elogiados pela “simplicidade”, parecem aquele tipo de desenho que todo amante de quadrinhos com o mínimo de talento fazia na adolescência.

No fim das contas, me parece que as boas críticas eram muito mais direcionadas à editora que à própria HQ; afinal, é característica da Image histórias com o máximo de cores e brilhos e o mínimo de argumento e inteligência. Aqui, realmente, temos um passo adiante de tudo que a editora tem feito. Mas é insuficiente para brigar de igual com os melhores títulos da Marvel e da DC.

Por fim, vale um reconhecimento à HQM, que fez uma bela edição. Negócios de Família, apesar de tudo, é uma edição bem acabada, com papel de qualidade e extras bacanas. Tudo o que a gente quer quando vai investir um dinheirinho extra em uma edição especial. Uma pena que Invencível não esteja à altura.

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Invencível, Vol.1: Negócios de Família
Invincible, Volume One – Family Matters
De Robert Kirkman e Cory Walker
HQM Editora, 122 pág.
R$ 26,90

Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro, Volume 1: O Demônio na Garrafa.

In Comics on February 19, 2009 at 00:26

No embalo do filme estrelado por Robert Downey Jr., a Panini lançou, em maio do ano passado, este encadernado, com uma das mais famosas e elogiadas fases do Homem de Ferro. Bastante apropriado, pois o Tony Stark do filme tem muito do personagem do gibi, um bon vivant que não funciona sem um copo de whisky na mão.

A luta de Tony com o álcool não é uma novidade para o leitor, mas nunca foi mostrada de forma tão explícita (e chocante) quanto nessas histórias do final da década de 70 escritas por David Michelinie e desenhadas por John Romita Jr., hoje um dos artistas-referência nos quadrinhos americanos.

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O velho e o príncipe do mar!
Iron Man 120
Um ardil por qualquer outro nome…
Iron Man 121

Ao sobrevoar uma pequena ilha do Atlântico Sul, o avião em que viaja Tony Stark é atingido pela luta entre Namor e soldados de uma base militar secreta. O Homem de Ferro entra em confronto com o Príncipe Submarino, acaba subjugado e, por fim, entende que, na verdade, os soldados são seguranças de uma corporação interessada em explorar o vibranium existente na ilha. Já nessa história o herói sofre com os defeitos na sua armadura e há a participação especial de Bethany Cabe, interesse romântico de Tony, e Jim Rhodes, seu fiel escudeiro.

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Jornada!
Iron Man 122

Pausa para que o leitor conheça a origem do Homem de Ferro, que remete à década de 60, no Vietnã. Vemos o exército americano combatendo os vietcongues com o moderno armamento das Indústrias Stark, até ser pego numa armadilha. Tony é capturado e tem sua sentença de morte assinada devido aos estilhaços de uma bomba que ficam alojados no seu peito, próximos ao coração. Mas sobrevive, graças à armadura de metal que, evoluída, faz do empresário um super-herói.

Dentro do contexto, é uma história dispensável, mas que acaba caindo muito bem aqui, visto que muita gente foi conhecer o herói apenas pelo filme de Jon Favreau.

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Cassino fatal!
Iron Man 123
Ódio em pedaços!
Iron Man 124
Prelúdio em Mônaco
Iron Man 125
Hammer ataca!
Iron Man 126
… O lar de um homem é seu campo de batalha!
Iron Man 127

Chegamos ao arco-chave da edição. Se a armadura do Homem de Ferro aparentava defeitos bastante incômodos, aqui eles causam uma fatalidade: o assassinato do embaixador carneliano em uma cerimônia da ONU. O herói consegue evitar sua prisão, e Tony resolve investigar a situação por conta própria, com a ajuda de Jim. As evidências levam a Justin Hammer, empresário financiador de vilões de segunda categoria que, ao controlar a armadura do Homem de Ferro, buscava desacreditar a Stark Internacional e assinar um contrato milionário com o país do embaixador assassinado.

O herói é inocentado, mas sofre com os olhares acusatórios. Mas, mais ainda sofre Tony Stark com a morte de um inocente sobre suas costas. A situação torna-se quase insuportável e Tony, num arroubo de embriaguez, ofende o mordomo mais famoso dos quadrinhos, Jarvis, que não leva desaforo pra casa e entrega ao chefe sua carta de demissão.

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Demônio na garrafa
Iron Man 128

Todos os acontecimentos levam a uma das histórias mais famosas (senão a mais famosa) do Homem de Ferro, que não por acaso dá nome ao encadernado. Totalmente entregue à bebida, Tony é interpelado por Bethany, que lhe dá um ultimato e o ajuda a livrar-se do vício. A luta contra o álcool não é fácil; ao contrário, é sofrida e dolorosa. E rende momentos realmente emocionantes – muito devido à sensibilidade da dupla Michelinie e Romita Jr., que aqui faz um trabalho memorável.

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Demônio na garrafa é um momento histórico por tudo o que significou, não apenas para o herói como para os quadrinhos. Raras são as vezes em que um gibi sai do mero quadrinho, da cena de ação pueril, do diálogo fácil. David Michelinie e John Romita Jr. praticamente redefiniram o personagem, trazendo Tony Stark para o mundo real, com um inimigo terrível e muito difícil de ser derrotado. Não um super-vilão, não um grupo de vilões, mas alguém muito pior: ele mesmo.

Com tudo isso, este é um encadernado que pode ser considerado obrigatório não só para todo fã do Homem de Ferro como, também, para todo fã de uma grande história.

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Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro, Vol.1: O Demônio na Garrafa
De David Michelinie e John Romita Jr.
Panini, 172 pág.
R$ 22,90

Os Maiores Clássicos do Capitão América, Volume 1.

In Comics on February 15, 2009 at 23:27

Mais um encadernado que compro por causa de um nome: John Byrne. Como já comentei em outras oportunidades, o artista canadense reinou nos anos 80, assumindo os grandes títulos em quadrinhos tanto da Marvel (X-Men, Quarteto Fantástico) quanto da DC (Super-Homem). Com Roger Stern, Byrne fez as nove edições de Capitão América que compõem este encadernado.

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A primeira luz da aurora!
Captain America 247
Homem-Dragão!
Captain America 248
Morte, onde está o teu ferrão?
Captain America 249

As três primeiras histórias fazem um pequeno arco que começa com o Capitão América reencontrando seus antigos pertences e sendo atacado pelo Barão Strucker. O vilão se revela um robô, criação de Mecanus que, por vingança, envia o Homem-Dragão para confrontar o herói.

Mas a história não se resume à ação ininterrupta, pois Stern e Byrne se dedicam bastante à vida pessoal de Steve Rogers, apresentando alguns vizinhos, dentre eles Bernie, interesse romântico do alter-ego do herói, um ilustrador freelancer de agências de publicidade.

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Capitão para presidente!
Captain America 250

Da época, uma das histórias mais bacanas do herói, para mim: depois de libertar reféns de um ataque à conveção de um partido político, o Capitão América tem seu nome lançado como candidato à presidência dos Estados Unidos. O anúncio causa rebuliço na frente da Mansão dos Vingadores. Dentro dela, opiniões contrárias: enquanto a Vespa vê um exemplo para todos, o Visão vê um homem deslocado no tempo. O vingador vai buscar respostas na escola frequentada por Steve Rogers nos anos 30 e seu pronunciamento, mesmo não sendo o que a população esperava, acaba por dar uma grande lição a todos.

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O mercenário e o louco
Captain America 251
Fogo frio!
Captain America 252

Para quem estava aprendendo a desenhar e adorava cenas de ação, esta história era um prato cheio. Batroc liberta Mr. Hyde da prisão na esperança de receber uma polpuda recompensa. Ludibriado, o mercenário acaba tornando-se parceiro do vilão no sequestro de um petroleiro. O Capitão América intervém e é derrotado. Mas recebe a ajuda de Batroc e consegue evitar que Mr. Hyde conduza o petroleiro até a Baía, o que causaria um desastre à cidade.

Esta edição conta com um bônus chamado As vidas e as aventuras do Capitão América, com um breve resumo da sua história e uma rápida apresentação do apartamento e dos amigos e vizinhos de Steve Rogers, além dos parceiros do herói no combate ao crime.

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Se um velho conhecido for esquecido
Captain America 253
Legado de sangue
Captain America 254

O Capitão América é chamado à Inglaterra pelo Lorde Falsworth, o antigo Union Jack que combateu o Nazismo na década de 40 e acredita que a onda de assassinatos que assola a cidade é causada por seu meio-irmão, o Barão Sangue. O herói enfrenta o vampiro e consegue derrotá-lo com o auxílio de um amigo do neto de Falsworth, mas a vitória absoluta exige que o Capitão faça uma coisa inimaginável: matar o vilão, decepando sua cabeça. Urgh.

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A lenda viva
Captain America 255

Fechando a passagem da dupla pelo herói, a derradeira origem do Capitão América acompanhada de sua primeira aventura. Uma história absolutamente nostálgica, que termina, veja só, com o hino norte-americano.

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Completando, temos dois extras: o primeiro são seis páginas de uma décima história nunca terminada por Byrne e Stern, que apenas a roterizou. A segunda é uma entrevista de cinco páginas com Roger Stern. São extras que dão um tempero a mais esta edição especial que certamente agradará a todos os fãs do personagem. Mas, principalmente, de John Byrne que, na companhia do arte-finalista Joe Rubinstein, fez um belo trabalho no Sentinela da Liberdade.

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Os Maiores Clássicos do Capitão América, Vol.1
De Roger Stern e John Byrne
Panini, 212 pág.
R$ 28,90

Sandman – Prelúdios & Noturnos, Volume 1.

In Comics on February 15, 2009 at 23:22

Eu leio muito gibi. Na verdade, compro mais do que leio, tem alguns da última encomenda ainda esperando a vez na prateleira. Mas não é essa a questão. A questão é que eu leio muito. E fazia tempo que eu não tinha vontade de dar um 10, com louvor, pra um gibi.

Tenho ouvido falar de Sandman há muitos anos, mas nunca havia me dedicado a obra maior de Neil Gaiman. Uma revistinha em promo aqui, um encadernado ali, e olhe lá. Eu sempre gostei de tudo, mas nada que tenha me feito colecionar, por exemplo, como acontece com meus autores preferidos.

Isso mudou quando a Pixel anunciou que relançaria toda a obra desde o início, com todos os extras de Absolute Sandman, em edições especiais. Saiu a primeira, e eu de pronto comprei. E Neil Gaiman ganhou mais um fã. O primeiro volume de Sandman – Prelúdios & Noturnos é uma preciosidade.

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O sonho dos justos
Sandman 1

A história começa em 1916, quando uma organização de magia negra tenta aprisionar a Morte e acaba contendo, por engano, o Senhor do Mundos dos Sonhos. Sem seus apetrechos pessoais, Sandman fica aprisionado em uma cela de vidro cercada por magia, vigiado por guardas que nunca dormem. Burgess, o chefe da organização, morre e o filho assume seu lugar. Até que, após cerca de 70 anos de prisão, Sandman se liberta através do sonho de um dos guardas adormecidos. E a sua vingança é absolutamente terrível.

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Anfitriões imperfeitos
Sandman 2

Livre, Sandman encontra-se com Caim e Abel na Casa do Mistério e trata de se recuperar, descansando e se alimentando. De lá, parte para o Mundo dos Sonhos e vê seu antigo lar totalmente destruído. É então que Sandman convoca as Três Bruxas, Cynthia, Mordred e Mildred para que o ajudem a encontrar seus objetos perdidos durante a prisão quase centenária: a bolsa de Areia de Sonho, o Elmo e a Pedra dos Sonhos.

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Sonhe um pequeno sonho comigo
Sandman 3

A procura pelo primeiro objeto, a bolsa de Areia de Sonho, leva Sandman a um encontro com John Constantine em uma história típica do personagem, numa Londres chuvosa, embalada por muitas músicas bastante significativas no contexto da trama. A bolsa encontra-se de posse de uma ex-namorada de John que, usando a areia do interior da bolsa, acabou por fazer com que os sonhos se alimentassem dos moradores da casa.

Relendo o capítulo pra fazer a resenha, vejo que foi aqui que Sandman me conquistou de vez. As canções, o ambiente, a situação de John… realmente, é uma bela história, arrebatadora.

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Uma esperança no Inferno
Sandman 4

Tendo a bolsa de areia em mãos e recuperando aos poucos seus poderes, Sandman parte em busca de seu Elmo no Inferno, onde é levado por Etrigan até a presença de Lúcifer – caracterizado como um David Bowie no início da carreira. Desafiado pelo demônio que tem a posse do seu objeto, o Senhor dos Sonhos vence. Mas, antes de deixar o Reino do Mal, ainda vê oportunidade para dar uma lição de moral em Lúcifer.

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Eis um gibi que logo que tu termina a leitura dá vontade de ler de novo. É uma história excepcionalmente bem escrita e bem contada que, se não compartilha de desenhistas renomados, conta com artistas à medida para o personagem. Como se não bastasse, a edição conta com extras de primeira: além das belíssimas capas originais do excepcional Dave McKean, há uma explicação para cada nota, além da proposta de Neil Gaiman para o personagem acompanhada de esboços de Leigh Baulch, Sam Keith e do próprio autor.

A lamentar, apenas, que o tempo que eu levei para ler o gibi foi o suficiente para o editor dar adeus à Pixel e as coisas ficarem bastante confusas por lá – e, principalmente, para seus leitores que não sabem se poderão contar com os títulos da editora neste ano de 2009. O segundo volume de Sandman – Prelúdios & Noturnos já se encontra à venda, mas tudo leva a crer que a republicação da série se encerrará por aqui.

O que seria, realmente, uma pena.

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Sandman – Prelúdios & Noturnos, Vol.1
De Neil Gaiman, Sam Keith e Mike Drindenberg
Pixel, 148 pág.
R$ 29,90

Demolidor – O Segundo Homem

In Comics on February 8, 2009 at 17:07


Demolidor – O Segundo Homem
Marvel Knights: Daredevil 26-31

Wilson Fisk é esfaqueado e deixado à morte. Enquanto isso, Matt Murdock e Foggy Nelson sofrem um atentado à bomba. Assim inicia o arco que faria de Demolidor a Melhor Série de 2003.

O ataque ao Rei do Crime é ordenado pelo misterioso Sammy Silke, de Nova Jersey. Filho de um antigo parceiro de Fisk e amigo de infância de Richard Fisk, Silke chega a Nova York e desafia a liderança do Rei por conhecer a identidade secreta do Demolidor e não fazer uso da informação para tirar o herói de circulação.

A notícia de que há um prêmio pela sua cabeça faz da vida de Matt Murdock um inferno. Ao mesmo tempo, o ataque ao seu marido faz com que Vanessa venha à cidade e ordene uma resposta à altura. Acuado e vendo seus parceiros morrerem um a um, Silke só vê uma saída para evitar sua própria morte: entregar-se à polícia, oferecendo uma informação preciosa em troca de sua vida.

Foi assim que, no início de 2002, a aclamada fase de Brian Michael Bendis e Alex Maleev à frente do Homem Sem Medo começou nos Estados Unidos. O arco chegou por aqui dois anos depois, na extinta Hulk & Demolidor – uma dupla em princípio bizarra que acabaria unindo, na revista, dois títulos indicados ao Prêmio Eisner.

Bendis chegou e a virou a vida de Matt ao avesso. Trouxe à tona as mortes de Karen e Elektra, questionou o fato de muitos saberem que Matt Murdock é o Demolidor e colocou no centro da trama o conflito entre o super-herói e o advogado. Com tudo isso, fez história a ponto de rivalizar com aquele que, até então, havia sido o responsável pela melhor fase do Homem Sem Medo, Frank Miller.

E foi aqui, em Hulk & Demolidor 1, que tudo começou.

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Demolidor – O Segundo Homem
Hulk & Demolidor 1-6, Panini

Mesmo Delivery

In Comics on February 2, 2009 at 12:04

Um ex-boxeador, Rufo, pega um bico como motorista para a Mesmo Delivery, uma empresa, dã, de entregas. A única recomendação? Que o container não seja aberto sob hipótese alguma. No meio do caminho, Rufo faz uma parada rápida em um posto de gasolina, e é aí que a diversão começa.

O que mais impressiona neste road-comic (ou “road-thriller” nas palavras do próprio autor) é o traço robusto é vigoroso de Rafael Grampá, um gaúcho que trabalhou no Estúdio Lobo e venceu o Eisner de Melhor Antologia por 5, produzido em parceria com os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá. Mas não apenas isso. Além do traço, impressiona também a narrativa cinematográfica de Grampá, com um quê da ultraviolência (caricata) de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino e quadros impossíveis, como os que ilustram as páginas 36 e 37.

Mesmo Delivery, que revela boas surpesas no desenrolar da história, não consta em muitas listas de Melhores Comics de 2008 ao acaso. É uma belíssima HQ, que vem para nos tirar das mesmices (com o perdão do trocadilho) dos gibis de hoje em dia.

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Mesmo Delivery
De Rafael Grampá
Desiderata, 58 pág.
R$ 39,00

Os Novos Vingadores 60

In Comics on February 2, 2009 at 11:13

Está cada vez mais difícil encontrar uma boa revista mensal pra colecionar. Com a Pixel em situação indefinida, o jeito é recorrer a Panini que, em vez de aproveitar o momento para bombar de vez, prefere insistir na lamentável Miss Marvel. Na boa, isso é irritante demais. Com Novos Vingadores, Capitão América e Thor, não dá pra entender a insitência em publicar um título tão ruim, tão sem propósito (fora que ficaria bem mais adequado ao mix de Avante, Vingadores).

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Os Novos Vingadores
New Avengers Annual 2

“Tudo ao mesmo tempo agora”, diria uma música do Titãs. É a invasão skrull, o Hulk voltando à Terra querendo matar os Illuminati, o Capuz montando uma mega equipe de criminosos… A vida dos Novos Vingadores não está nada fácil, convenhamos. Neste especial, temos uma sequência forte de luta entre o grupo e a gangue do Capuz que acaba com um Dr. Estranho ensandecido, evocando os poderes dos piores demônios possíveis e retirando-se do campinho para a devida recuperação. Como se não bastasse, cansada de ver sua filhinha em apuros, Jessica Jones bate na porta da Torre Stark para se registrar.

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“É conversando que se avança!”
Avengers Classic 1

É constrangedor ver uma história dessas publicada, francamente.

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O Monstro e a Marvel
Ms. Marvel 22
Parte 2

Não li e não vou ler.

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A Morte do Sonho – 2º Ato
Captain America 33
O Fardo dos Sonhos: Parte Três

No derradeiro encontro entre Bucky e Tony Stark, as intenções do Soldado Invernal mudam após a leitura de uma carta assinada pelo próprio Steve Rogers. Vem aí o novo Capitão América.

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Por que comprar?
Porque Capitão América é bom demais.

Por que não comprar?
Duas palavras (e 24 páginas): Miss Marvel.

Relação Custo/Benefício
Ruim, pois vale por apenas uma história: Capitão América. Novos Vingadores até que é legal, mas eu já tô enchendo o saco desse monte de lutinha, uma atrás da outra, sem roteiro nenhum por trás.

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Os Novos Vingadores 60
Panini, 100 pág.
R$ 7,50

John Constantine: Hellblazer – Sangue Real.

In Comics on January 10, 2009 at 19:36

Se tem uma coisa que a Pixel me proporcionou foi conhecer melhor John Constantine. Acredite se quiser, mas foi só com a chegada da Pixel Magazine é que fui ler histórias do mago irlandês, criado à imagem de Sting, ex-vocalista do The Police.

Este encadernado é de fevereiro do ano passado, mas somente há pouco ele entrou pra minha coleção. Aqui, temos seis histórias escritas por Garth Ennis em 1992, ainda inéditas no Brasil, divididas em duas tramas.

Em Sangue Nobre, que toma quatro edições da revista, Constantine é chamado por um velho conhecido para investigar uma morte. John é levado a um clube exclusivo de pessoas ricas e famosas, cuja “tensão gerada pelo poder” exige alívios que vão do sadismo a beber sangue, e descobre que o assassinato foi cometido por uma pessoa possuída por um demônio. E que essa pessoa é um membro da família real.

Uma trama bem ao estilo provocativo de Garth Ennis, que fica ainda mais interessante quando se descobre que o demônio em questão é o mesmo que, 100 anos atrás, teria possuído Jack, o Estripador, o que dá vazão para o escritor destilar teorias sobre o famoso assassino. Macabra, nojenta e horripilante, a história faz juz à fama de Constantine.

A segunda trama, por sua vez, divide-se em duas partes. A morte de um amigo de John faz com que eles se envolvam com rapto de cadáveres e experimentos com os mesmos, feitos por um homem que quer, apenas, provar uma teoria: que os corpos são apenas carne, sem alma, e que a sua profanação nada causaria. Mais uma ótima história, que conta com a participação de Steve Dilon – parceiro habitual de Ennis em Preacher.

Dificilmente Garth Ennis escreve histórias ruins, e este encadernado é mais uma prova disso. Resta esperar que, com os últimos acontecimentos envolvendo a Pixel Media, a série não deixe de ser publicada de repente, como muitas vezes já aconteceu. Como “extras”, no final do encadernado temos as espetaculares capas originais ilustradas por Glen Fabry, que dão um toque especial a esta recomendadíssima edição.

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John Constantine: Hellblazer – Sangue Real
Hellblazer 52-55; 57-58
De Garth Ennis, William Simpson e Steve Dilon
Pixel, 164 pág.
R$ 34,90

Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, Volume 1.

In Comics on January 10, 2009 at 14:06

Quando eu comecei a ler quadrinhos, lá no início da década de 80, logo me tornei fã de John Byrne. Eu gostava de desenhar, e o canadense se tornou a maior inspiração para meus quadrinhos caseiros – e quando eu digo “inspiração”, leia-se “cópia escancarada”.

Pra ser justo, as inspirações eram ele e Frank Miller, mas era Byrne quem me fazia comprar X-Men, Super-Homem, Hulk, Vingadores, Quarteto Fantástico e todos mais títulos que ele assumiria na época.

Entre eles, a Tropa Alfa. Lendo a introdução deste encadernado, fiquei sabendo que Byrne não gostava dos personagens, mas acabou escrevendo e ilustrando, a contragosto, 28 edições. As seis primeiras estão reunidas neste primeiro volume de Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, junto com três histórias que relatam encontros do supergrupo canadense com os Filhos do Átomo.

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De volta ao lar
The Uncanny X-Men 109

Se não me engano, o primeiro encontro entre Víndix e os X-Men foi publicado aqui em Superaventuras Marvel 36, um dos primeiros gibis que comprei. Wolverine, Banshee, Moira, Colossus e Tempestade estão fazendo um piquenique quando são atacados pelo líder da Tropa Alfa, que está atrás de Logan.

Wolverine: procurado vivo ou morto!
The Uncanny X-Men 120
Desafio em Stampede!
The Uncanny X-Men 121

Os X-Men são atraídos ao Canadá pela Tropa Alfa a mando do Primeiro-Ministro canadense que exige a volta de Wolverine ao Departamento H, pertencente ao Ministério de Defesa. Ótima história envolvendo os dois supergrupos, há momentos divertidos e ação do início ao fim, reflexo da bela parceria que Byrne e Terry Austin fizeram durante anos nos mutantes.

Tundra!
Alpha Flight 1

Pra um cara metido a desenhista, como eu, uma das primeiras coisas que se nota é o quanto muda o traço de Byrne sem a arte-final de Austin. Outra coisa que fica evidente é o quanto Byrne gosta de ser grandioso em suas histórias (e isso fica ainda mais evidente na sua fase comandando o Quarteto Fantástico). Na primeira edição de Tropa Alfa o grupo é convocado para lutar contra Tundra, um ser composto da forma da própria terra canadense. Sim, é bizarro.

Sombras do passado
Alpha Flight 2
O homem de outrora
Alpha Flight 3
Resoluções!
Alpha Flight 4

Depois de uma história grandiosa, outra ainda maior, que toma as três seguintes edições do título. A origem de Marrina envolve um povo alienígena que explora planetas subdesenvolvidos para posteriormente colonizá-los, em um plano maior de conquistar galáxias inteiras. Em uma saga que envolve ainda a Mulher-Invisível e Namor, o supergrupo enfrenta o Mestre enquanto vamos conhecendo um pouco mais da personalidade de cada um dos heróis. E se o traço de Byrne mudara, a partir dessa história vai ficando ainda mais “sujo”, chegando ao traço que o caracterizaria por muitos anos.

Por mais trouxas que sejamos…
Alpha Flight 5

Um título estranho (em português, ao menos) para uma história bobinha. Eugene Judd, o Pigmeu, está internado em um hospital aos cuidados de Michael Twoyoungmen, o Shaman, depois de ser ferido gravemente por Marrina. No hospital, ele investiga e acaba com um esquema de tráfego de drogas.

Cegueira branca
Alpha Flight 6

Por fim, uma historinha muito cachorra: Pássaro da Neve enfrenta Kolomaq, mais um daqueles seres místicos cuja força vem da própria terra, etc e etc. Aqui, Byrne usa e abusa de quadros e páginas em branco para mostrar a luta da heróina contra um ser que “é a corporificação viva do inverno”. Solução deveras cretina que acaba soando como uma tremenda preguiça de desenhar.

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O primeiro encadernado com as melhores histórias da Tropa Alfa está longe de ser imperdível. Eu mesmo só comprei por me remeter a uma época boa da infância, de fã do Byrne. As histórias nem são grande coisa, e as mais interessantes acabam sendo as que completam as edições originais, contando brevemente a origem de cada herói.

A Panini promete para este mês um segundo volume de histórias do grupo canadense, o que sugere que o primeiro vendeu bem. Mas é difícil acreditar que outros além dos fãs do grupo (e do autor) invistam num encadernado de super-heróis secundários. Se John Byrne foi um dos grandes desenhistas dos anos 80, não passou de medíocre quando resolveu tembém escrever suas histórias.

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Os Maiores Clássicos da Tropa Alfa, Vol.1
De John Byrne
Panini, 220 pág.
R$ 26,90

Crise de Identidade – Edição Especial.

In Comics on January 1, 2009 at 15:25

Antes de qualquer coisa, devo dizer que foi injusto com Brad Meltzer. E, principalmente, com Rags Morales. Quando Crise de Identidade saiu por aqui, eu comprei o primeiro número da série. Não gostei muito da capa de Michael Turner nem me envolvi com a história, talvez por envolver personagens secundários da DC – e, portanto, desimportantes ao meu ver.

Acontece que deixar de acompanhar Crise de Identidade me fez ver/ler a série superficialmente. Ao focar no específico (capa, arte, roteiro), eu perdi o todo. E, assim, perdi uma GRANDE história, que fala dos heróis como poucas até agora fizeram – se é que já fizeram.

E o engraçado disso tudo é que este encadernado nunca esteve em quaisquer das minhas listas de compras, mas seguidamente eu o folheva nas idas semanais à Livraria Cultura. Até que, certo dia, ficou impossível não levá-lo pra casa junto com outros gibis. Levei, li e fiquei maravilhado. Mas esperei uma releitura, completa, para fazer o devido review, como qualquer grande história merece.

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Capítulo Um
ESQUIFE

A capa da primeira edição denuncia um momento definitivo na história da Liga da Justiça – e foi isso, justamente, que me fugiu na primeira leitura. Me concentrei em Ralph Dibny, o Homem-Elástico, e em Sue Dibny, sua esposa, cuja morte era altamente adivinhável, devido à forma como a trama era conduzida. E se, lá atrás, isso havia me deixado um tanto incomodado, na leitura do encadernado eu finalmente consegui ver a beleza desta edição.
A arte de Morales passou de caricaturesca a impressionante, principalmente nos momentos mais emocionantes envolvendo Ralph. Gosto muito da sua expressão quando ao telefone com Sue, mas mais impressionante ainda é a página em que ele abraça a esposa falecida. O funeral é um momento evidentamente emocionante, com Ralph mal conseguindo conter seus músculos. Mas não dá pra deixar de citar o impacto do último quadro, do rosto enfurecido de Ralph quando clama pelo Doutor Luz.
E se Rags Morales faz um ótimo trabalho, menos não se pode dizer de Brad Meltzer e a forma como ele conduz a narrativa, envolvente, sempre completando a parte visual de forma precisa.

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Capítulo Dois
CASA DAS MENTIRAS

O que era uma trama de mistério começa a se transformar em algo muito maior. Unidos para atender o apelo de Ralph, Zatanna, Elektron, Gavião Negro, Arqueiro Verde e Canário Negro veem-se acuados pelo Flash e revelam porque o assassino de Sue não poderia ser outro que não o Doutor Luz. A revelação é uma das cenas mais impactantes da série, em uma sequência de quadros memorável da dupla Meltzer-Morales.
Como se a violência contra Sue não fosse o bastante, é nesta parte que se coloca outro grande dilema da série: desnorteados com a loucura do vilão e sem saber como agir contra possíveis novos ataques a familiares e amigos, os heróis tomam uma decisão até então inimaginável. É bem verdade que nunca um supergrupo havia sido colocado em uma situação tão extrema (ainda mais tratando-se da DC, cuja especialidade é ameaçar todo o Universo em suas infinitas crises), mas simplesmente cogitar uma reação tão… real de quem deveria estar acima de tudo é, no mínimo, chocante.

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Capítulo Três
ASSASSINO EM SÉRIE

Pausa para uma grande cena de ação. A luta contra o Exterminador é, realmente, o ponto alto da deste capítulo. Mas não apenas pelo confronto com Slade. Somente a partir do momento em que lutam como equipe é que o grupo vence o vilão, mas a vitória acaba por fazer com que o Doutor Luz lembre-se de tudo que foi feito com ele, em uma solução visual brilhante (sem trocadilhos) de Morales.
Se Crise de Identidade coloca os heróis diante de um terrível dilema moral, aqui Ollie trata de abordar mais o problema, em uma conversa com Wally: cita o momento em que a LJA teve seus corpos trocados com um grupo de vilões, além do ataque a Barbara Gordon (leia A Piada Mortal) para justificar seus atos, deixando implícito que outras vezes difíceis decisões tiveram que ser tomadas. E que isso afetou profundamente o relacionamento entre os heróis.

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Capítulo Quatro
QUEM SE BENEFICIA?

Ainda não foi encontrado o assassino de Sue Dibny e mais uma pessoa é atacada em seu apartamento, dessa vez Jean Loring, ex-mulher de Ray Palmer, o Elektron. A busca pela verdade permeia este capítulo, em que o Batman lança no ar a questão fundamental para encontrar o misterioso assassino: “essa é a primeira regra para se solucionar um crime. Se queremos saber quem o cometeu, temos antes que encontrar quem se beneficia“.
Por mais que pareça que este é um capítulo em que nada acontece, é a partir daqui que Bruce Wayne passa a ser um dos principais personagens da história.

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Capítulo Cinco
DIA DOS PAIS

No melhor capítulo da série, a entrada do Batman na história se torna definitva a partir do momento em que se exploram os relacionamentos entre pais e filhos. Do Capitão Bumerangue com o filho que acabou por conhecer já adulto. De Tim Drake, o Robin, com seu pai, Jack. E, evidentemente, do próprio Bruce com Tim.
Toda a sequência que envolve Bruce e Tim no carro, em uma corrida desenfreada para evitar o pior, é espetacular. Emocionante, angustiante, comovente. Aqui, Meltzer e Morales chegam ao ápice. Para mim, é o melhor momento de toda a série (a ponto de a morte de um querido herói, em páginas anteriores, passar para completo segundo plano ao final da leitura).

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Capítulo Seis
MARIDOS & ESPOSAS

O horror dos ataques aos entes queridos fica explícito na magnífica arte de página inteira de Rags Morales do momento em que o Batman abraça Tim, tentando reconfortá-lo. As investigações continuam, e a revelação mais aterrorizante da trama acontece quando o Flash questiona o Arqueiro Verde sobre a participação de Bruce na decisão sobre o Doutor Luz. É neste momento que caem todas as máscaras. É neste momento que Crise de Identidade se torna especial. Se já estava difícil aceitar uma ação radical contra um vilão, aceitar a manipulação de um herói – no caso, de um dos maiores ícones da editora – se torna quase impossível. E imagem da LJA reunida, que culmina em um close granulado do Batman, é brilhante ao explicar o momento sem se valer de palavras.
Por outro lado, a partir do momento em que os pontos começam a se ligar, em que a trama começa a se resolver, Meltzer é brilhante no desfecho que leva ao gancho final, na economia de palavras e no quadro negro que deixa o leitor num suspense tremendo. (Esperar pela última edição tendo lido esse final deve ter sido terrível!)

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Capítulo Sete
VIDA DE HERÓI

Logo de início, a identidade do assassino de Sue Dibny é revelada. E, por mais surpreendente que seja, ela responde perfeitamente ao questionamento feito pelo Batman: “quem se beneficia”? Acontece que a solução do mistério acaba sendo, por si só, uma das coisas menos importantes da série. Evidentemente que é algo chocante, que os motivos são discutíveis (mas compreensíveis), mas o que fica são as consequências de todas as revelações para o futuro da LJA.

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Por tudo o que aconteceu, o último capítulo de Crise de Identidade acaba até sendo relativamente broxante. Até porque não interessa tanto o que está ali, mas o que acontecerá a partir da série. (E eu, que não acompanho a DC regularmente, acabei por ficar de fora da brincadeira.) De qualquer forma, Crise de Identidade tornou-se um marco não só para a editora, mas também para os comics em geral.

Completando o encadernado, há uma galeria de capas e comentários de Brian Meltzer e Rags Morales sobre momentos importantes da série, além das inpirações para Morales compor cada personagem e dos momentos favoritos da equipe criativa. São extras que fazem desta uma edição imperdível.

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Crise de Identidade – Edição Especial
Identity Crisis 1-7
De Brad Meltzer e Rags Morales
Panini, 268 pág.
R$ 39,90

Black Hole, a última aquisição.

In Comics, Mondo Kicha on December 29, 2008 at 00:25

A obra de Charles Burns, vencedora do EISNER de Melhor Álbum de 2006, estava na minha lista de compras faz algum tempo.

Já havia encontrado o tijolaço completo, em inglês, mas devido a uma ótima promoção da Cultura (cerca de 20% de desconto) e a um creditozinho que eu tinha na livraria, resolvi investir na edição nacional, da CONRAD, que saiu aqui em dois volumes.

Tô acabando o primeiro, Introdução à Biologia, e achando ótimo.

As Maiores Histórias do Batman.

In Comics on December 12, 2008 at 01:15

Gibi bom, pra mim, é aquele que tu não te contenta em ler apenas uma vez. É aquele que te oferece diferentes nuances a cada leitura. Ao mesmo tempo, um gibi ruim é aquele que não te diz nada. Que tu termina de ler, e a vida não acontece. É o caso deste As Maiores Histórias do Batman, coletânea que faz parte da Coleção DC 70 Anos, lançada pela Panini em seis edições, cada uma delas dedicada a um personagem da editora.

São 13 histórias que se propõem a contar “quem é o Batman”, mas que, mesmo contando com roteiristas e artistas do mais alto calibre, deixam muito a desejar. Evidente que há algumas histórias que brilham na memória e fazem referência a fases memoráveis do herói – como a escrita por Mike W. Barr e ilustrada por Alan Davis e Paul Neary (“Batman Ano Dois”, se não me engano) – mas nenhuma delas realmente emociona.

E aí, me incomoda uma coletânea que não te traz grandes lembranças. Que não te faz recordar a primeira vez em que leu determinada história. Que não te mostra porque tu gosta tanto de autores como Dennis O’Neil e desenhistas como Neal Adams – e porque, afinal, tu já gastou tanto dinheiro em encadernados da dupla.

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Por que comprar?
Porque é uma edição histórica do morcegão e faz parte de uma coleção bacana.

Por que não comprar?
Porque, sinceramente, é um tanto decepcionante.

Relação Custo/Benefício
Ruim, porque entrega muito menos que promete.

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Coleção DC 70 Anos – As Maiores Histórias do Batman
Panini, 208 pág.
R$ 22,90

Alegria juvenil.

In Comics, Mondo Kicha on October 12, 2008 at 20:50

Às vezes eu esqueço do quanto gosto de torrar dinheiro em gibis. Vou diariamente a uma banca na esquina da agência, e há quem ache graça nesse meu ritual, mas é aquela coisa de guri que eu trago da infância/adolescência. Lembro de quando a Abril publicava os gibis e tinha dia certo pra chegar a Superaventuras Marvel. Agora é um saco, essa distribuição setorizada acabou com a brincadeira, e a gente tem que catar um que outro gibi em bom estado entre aqueles que vão e voltam do Rio a Sampa, de Sampa ao Rio, até chegar por aqui, às vezes meses depois do seu lançamento.

Aí acontece como hoje: vou à Livraria Cultura do Bourbon Country, gasto um bom dinheiro e volto com um pacote. O de hoje tem:

Surpreendentes X-Men – edição especial encadernada dos 12 primeiros números de Surpreendentes X-Men, que saíram por aqui em X-Men Extra. Joss Whedon e John Cassaday tiveram a árdua tarefa de substituir Grant Morrison e Frank Quitely e se saíram muito bem;

Deixando o Século XX – encadernado com as edições 13 a 18 de Planetary publicadas em Pixel Magazine. A série de Warren Ellis e John Cassaday (olha ele aí de novo!) é uma das melhores já criadas e vale cada centavo investido;

Crise de Identidade – mais um encadernado, dessa vez da série que mudou (de verdade) o Universo DC. Fiquei receoso em relação a essa série durante um bom tempo, nem comprei quando foi lançado em (sete) edições separadas, mas resolvi dar o braço a torcer e ver porque Crise de Identidade é tão elogiada.

Agora é arranjar tempo pra ler tudo isso.

Why so boring?

In Cinema, Comics on July 25, 2008 at 01:30

Hulk Contra o Mundo #1

In Comics on June 1, 2008 at 19:40

Ele voltou. Após ser mandado para o espaço por aqueles que julgava serem seus amigos, o Hulk volta à Terra cheio de fúria.

World War Hulk foi publicada nos Estados Unidos em cinco edições. Aqui, sairá em seis – e a primeira edição já está nas bancas. Mas longe de ser sacanagem da Panini; ao contrário: nessa, a editora traz, além de uma bela retrospectiva da minissérie, uma entrevista bacana com Greg Pak, que transformou o Verdão num personagem interessante novamente, após sei lá quantos anos.

Hulk Contra o Mundo: o Quebra-Mundos serve como um prólogo da mini: na nave que o traz de volta à Terra, o Hulk tenta controlar sua fúria auxiliado por Hiroim, um de seus companheiros do Pacto de Guerra. E se tu gostou de Planeta Hulk e suas intermináveis batalhas no planeta Sakaar, te prepara, que Hulk Contra o Mundo vai trazer pancadarias nunca vistas.

Imagine um Hulk mais furioso do que o normal, buscando a vingança acima de tudo daqueles que o enviaram a um planeta desconhecido, que o expuseram a uma violência insana e brutal e que, ainda por cima, acabaram por assassinar sua mulher e filho, que estava em seu ventre. Mais: imagine John Romita Jr. desenhando como nunca, e tu vai ter uma idéia do que vem por aí.

O pau vai comer.

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Por que comprar?
Porque o Hulk voltou a ser um personagem bacana. Vem filme novo por aí, recém acabou uma saga imensa e esta mini vem para mudar de vez a vida do personagem.

Por que não comprar?
Porque, pra sacar a história, tem que ter lido Planeta Hulk. Sem isso dá pra curtir, evidentemente, mas não vai ser a mesma coisa.

Relação Custo/Benefício
Boa, enfim, pela importância da história.

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Hulk Contra o Mundo #1
World War Hulk Prologue: World Breaker
Panini, 52 pág.
R$ 5,90

Mais um dia, apenas

In Comics on February 16, 2008 at 01:40

Muito ouvi falar do arco que enfureceu os fãs do aracnídeo nos Estados Unidos e que causou um grande desentendimento entre J. Michael Straczynski, escritor, e Joe Quesada, ilustrador e Editor-Chefe da Marvel. Pois ontem à noite baixei os scans e li as quatro partes de One More Day.

Antes de mais nada, preciso confessar: eu gostei. Assim como havia gostado de Pecados Pretéritos, outro arco odiado pelos fãs, que não digeriram bem a história dos filhos de Gwen Stacy, cujo pai era ninguém mais, ninguém menos que… Norman Osborne. Pois é.

Acontece que, como história isolada, One More Day é muito boa. Mesmo. Strackzynski a escreve muito bem, enquanto Quesada desenha como se há anos esperasse pela oportunidade de contá-la – o que, em parte, é verdade, visto que o todo-poderoso da editora já havia dito, mais de uma vez, que achava o casamento de Peter com M.J. um grande equivoco.

“O que você faria… se tivesse apenas… mais um dia?” pergunta a capa de The Amazing Spider-Man #544. Tia May está no hospital, vítima de um tiro destinado a Peter, por um assassino enviado pelo Rei do Crime. Pra quem (como eu) já sabe o que vem pela frente, é fácil perceber, desde o início, as pistas deixadas por Strackzynski e Quesada.

“Eu daria qualquer coisa, faria qualquer coisa para trazê-la de volta” pensa nosso desesperado herói. “Eu encontrarei um jeito de salvar tia May nem que isso signifique atacar os portões do inferno eu mesmo” promete Peter, depois de lutar com Tony Stark e partir para a mansão de Stephen Strange, em busca de uma solução fantástica (no sentido literal da palavra) para a situação.

Entra em campo, então, uma menininha ruiva que promete ajudar nosso herói – e se tu não descobriu de cara quem ela é… francamente. Atordoado, Peter a segue e encontra outro personagem misterioso – e se tu também não descobriu de cara quem ele é… francamente! A jornada prossegue, e entra em campo um terceiro personagem misterioso – e se tu não descobriu de cara quem ele é… fala sério!, esse é o primeiro gibi que tu tá lendo, é?

Acha que acabou? Ainda há tempo para mais um personagem misterioso, dessa vez uma mulher. E é ela quem trata de apresentar a Peter quem ele acabou de conhecer: versões suas de vidas possíveis. Em uma delas, ele se afasta da sociedade e vai viver suas fantasias desenhando jogos para videogames, quando pode extravasar seu ressentimento. Em outra, ele se torna milionário quando parte em busca de reconhecimento, para esfregar seu sucesso na cara de seus ex-colegas. Em ambas, Peter não é picado pela aranha radioativa.

Então, o último personagem se revela e a mulher se transforma em Mefisto, o senhor das trevas – e, francamente, só vai se surpreender quem não entendeu as dicas das edições anteriores (lembra?).

Pois Mefisto se revela prometendo salvar a vida da tia May. “E, em troca, você quer minha alma, é isso?” pergunta um desafiador Peter. “Nao”, responde o capeta. “Eu quero seu amor… eu quero seu casamento.”

(Sim, isso mesmo. Quesada encarnou o próprio demo pra colocar um fim naquilo que acreditava ser uma grande cagada na cronologia do herói.)

Em troca da vida tia May, Mefisto exige que Peter abra mão de sua vida com Mary Jane. E dá, ao casal, somente mais um dia para que ele(s) tome(m) sua decisão. “Você não lembrará dessa barganha… Mas haverá uma parte de sua alma que saberá o que você perdeu… e minha alegria será ouvi-la gritando através da eternidade…”

Sim, que horror.

Horror mesmo, mas Quesada, o mentor do arco, fez questão de pensar em tudo. Porque, mesmo quando Peter e M.J. se questionam sobre se essa, enfim, não seria a hora da tia May, nosso herói faz questão de dizer que nunca se perdoaria por ela ter levado o tiro em seu lugar. Que não poderia conviver com o fato de que ela morrera por sua causa (assim como o tio Ben e Gwen Stacy).

A partir de então, o que poderia virar uma bobagem sem fim se transforma em uma das mais emocionantes histórias do Homem-Aranha em todos os tempos. E aí a dupla dá um show.

Toda a seqüência em que Mary Jane e Peter passam a noite juntos, abraçados, pensando no que fazer, é memorável (e há um quadro, ou página, particularmente, que ficará na memória por muito, muito tempo). A arte de Quesada está digna de reverência. O texto (ou a falta dele) de Strackzynski está impecável. E o resultado é de alto nivel.

“Seja o herói” diz ela.
“Faça” diz ele.

E pronto. Está feito. Não sem antes uma dose extra de sofrimento, quando Mefisto revela que a garotinha nada mais era que a filha do casal que nunca existirá, pois, daquele momento em diante, Peter renunciou à sua vida com M.J. para salvar a pessoa que mais ama no mundo.

Ainda há tempo de uma última participação da ruiva, em mais um momento brilhante de Strackzynski: “eu sei, em meu coração, que você e eu sempre fomos feitos para ficarmos juntos… Nós vamos achar um ao outro novamente, e nós ficaremos juntos novamente”. Realmente, um final muito bonito para uma história muito bacana, e é difícil não se emocionar com a leitura.

E é assim que voltamos ao tempo em que Peter Parker morava com a tia May, era colega de Flash Thompson e Harry Osborne estava vivo (pois é). Francamente, há uma série de motivos para odiar Onde More Day e, pricipalmente, Joe Quesada. Mas a reformulação na vida do Homem-Aranha abre tantas possibilidades, que o jeito é aproveitar essa que, sem dúvida, é uma das grandes histórias do herói.

Aproveitar, e saudar um grande novo dia.

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O QUÊ: One More Day
COTAÇÃO: interessante
ONDE: em scans, baixada da internet

Imensidão branca

In Comics on February 1, 2008 at 14:45

Um dos nossos clássicos programas de fim de semana é ir pro Bourbon Country e passar horas na Livraria Cultura, tomando um cafézinho e lendo. Numa dessas, fui passar os olhos na prateleira de encadernados e me deparei com este Whiteout: Morte no Gelo, do Greg Rucka, um dos meus escritores favoritos da atualidade.

A história se passa na Antártida, e “whiteout” se refere à brancura total resultada das violentas tempestades de neve na região. O thriller de Rucka, que manda muito bem no assunto (vide todos Gotham City contra o Crime), envolve um assassinato misterioso, uma agente federal e um clima extremamente opressivo com o frio absoluto em uma região inóspita. Lá fora, Whiteout foi lançada em uma série 4 partes. Aqui, está sendo lançada em um encadernado de 128 páginas, com preço bem acessível.

Provavelmente, na cola do filme, que será dirigido por Dominic Sena (quem?) e estrelado por Kate Beckinsale. Tá certo que ela não convence como policial-quase-gordinha-e-um-tanto-lésbica, mas não dá pra negar que se puxaram pra fazer um cartaz muito igual a uma das capas da edição original:

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O QUÊ: Whiteout: Morte no Gelo (Whiteout)
COTAÇÃO: deveras interessante
QUANTO: R$ 25,00 (justo)

E um dos Sete Soldados morreu… Ou não?

In Comics on January 22, 2008 at 22:45

Acabei de ler Sete Soldados da Vitória.
E não entendi porra nenhuma.

Quer dizer… entendi, mas vou aceitar o conselho do editor e reler logo, logo. Mas é bom, viu? É tipo quando tu vê Estrada Perdida, do Lynch: não entende nada, mas acha tribom.

Vou reler.
Depois comento por aqui.

Chuva de scans

In Comics on December 25, 2007 at 12:15

Há muito deixei de acompanhar a edição nacional de Astonishing X-Men, já que a Panini insiste em dividir seu espaço com séries de qualidade duvidosa, em X-Men Extra. O final da edição 22 foi espetacular, mas, como se não bastasse, a última edição é ainda mais surpreendente. Whedon e Cassaday estão fazendo história com o grupo mutante.

No fim das contas, é pouca coisa que estou baixando, já que nem sempre tenho saco de ler na tela do computador. Na lista, estão:

Astonishing X-Men #23
Acabei lendo um scan em espanhol. Agora que achei esse, em inglês, estou baixando novamente para organizar as coisas. Imperdível.

World War Hulk #5
Quinta e última parte da saga pós Planet Hulk, com a volta do Verdão pra Terra. A capa promete uma briga daquelas com o Sentinela. Esta estou guardando pra ler de uma vez só (depois de acabar a leitura de Planet Hulk, é claro).

Captain America #31
Captain America #32
Essa estou baixando pra ter completa, já que parei a leitura lá atrás, nem lembro onde. Acho que parei, inclusive, na edição que saiu na última revista dos Vingadores que comprei.

New Avengers #36
New Avengers #37
Mesma situação do Capitão América: parei de ler quando parei de comprar a revista dos Vingadores. Até li o arco seguinte, mas não segui adiante. Sei que tá rolando uma treta braba lá fora, um lance com os skrulls, vou ver se retomo a leitura pra me atualizar.

X-Men: Messiah Complex #1
Dizem que a série é boa mesmo, que o Ed Brubaker tá construindo algo muito bom nos mutantes (embora não tanto quanto fez no Capitão América), então tô baixando pra conferir.

Ultimates: Volume 3 #1
Tá, imagino que seja uma grande bosta, mesmo, mas não me contive. A curiosidade falou mais alto e eu quero ver o quão hereges foram com a maravilha criada por Millar e Hitch.

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Quem quiser aproveitar, aí estão os links. Agradecimentos muitíssimo especiais ao Caraça, que indicou um fórum genial de HQ.

Gibis da semana

In Comics on December 19, 2007 at 00:35

Poucas coisas me incomodam tanto quanto não ter a mínima vontade de reler um gibi. Porque a graça está, justamente, naquele gostinho bom da última página, de querer voltar direto pro início e ler tudo de novo, mais uma vez.

Coisa que não acontece depois de ler essa Marvel Action. Vi a estréia de Punisher War Journal, mais um tie-in de Guerra Civil, e resolvi arriscar. Ninguém mandou. Apesar dos ótimos desenhos de Ariel Olivetti, a história não diz a que veio. Pantera Negra, que vem a seguir, é uma grata surpresa: finalmente, Reginald Hudlin escreve algo decente, colocando o monarca de Wakanda frente a frente com o Homem de Ferro (atualmente, a criatura mais deprimente das histórias em quadrinhos).

Cavaleiro da Lua é aquilo, né?, talvez uma das coisas mais chatas já escritas em toda a história da humanidade. Sem contar que a capa original é a maior enganação: tem o Homem-Aranha, e o aracnídeo aparece em exatos sete quadrinhos em toda a história. E, vem cá: o que deu no colorista pra deixar o Marc Spector com bochechinhas de boneca, tipo as que eu desenhava quando tinha meus seis anos?

Pra terminar, Demolidor. Sempre muito bom, sempre muito bem, mas descobri que tenho os scans dessa historinha, o que é suficiente pra me convencer a não comprar mais esta bosta de revista.

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O QUÊ: Marvel Action #11
COTAÇÃO: podre, esquece
QUANTO: R$ 7,50 (ou seja, um roubo)

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BEM diferente é o encontro entre o Planetary e o Homem-Morcego. Ao contrário dos crossovers que a gente costuma ler por aí, esse tem sua razão de ser e uma história muito legal. Os Arqueólogos do Impossível investigam uma série de assassinatos em Gotham city e se deparam com diversas versões do Batman.

Destaque para John Cassaday, gênio!, que emula Neil Adams, Frank Miller, Dick Giordano, entre outros, e destrói nos desenhos. Edição especialíssima, que não dá pra deixar passar.

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O QUÊ: Planetary/Batman: Noite na Terra
COTAÇÃO: muito afudê, tem que comprar
QUANTO: R$ 11,90 (caro, mas vale)

Pixel Magazine #4

In Comics on November 4, 2007 at 19:35

A Radiante Cidade Celestial
Promethea 1 – The radiant Heavenly City
De Alan Moore e J.H. Williams III

Cumprindo a promessa de trazer títulos ainda inéditos por aqui, a Pixel promove a estréia da elogiadíssima Promethea, de Alan Moore.

Mas seria injusto restringir os elogios ao escritor, porque a arte de J.H. é um caso à parte. A quadrinização, os detalhes, os elementos históricos… o ilustrador cria, realmente, um ambiente propício para Moore explorar a lenda de Promethea, filha de um acadêmico hermético assassinado no Egito Romano por um grupo de cristãos. A garotinha acaba adotada pelos deuses, transformando-se em história viva. E, em alguns casos, nas pessoas que a estudam.

Pode ser difícil de entender, e é mesmo. O que torna a leitura da série ainda mais interessante. E a Pixel merece os parabéns por trazer Promethea para nós.

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A Natureza da Fera
Hellblazer 97 – The nature of the beast
De Paul Jenkins e Sean Phillips

Apresentada como “a preferida de Paul Jenkins”, esta é uma das histórias mais interessantes de John Constantine, mesmo. (Veja bem, em não disse “melhores”.) Nela, John adentra um bosque e se depara com um velho que propõe ler a sua sorte. Das cartas escolhidas por Constantine, então, o velho fala sobre quem ele era, quem ele é e quem ele virá a ser.

Realmente, muito bacana. Destaque para a bela arte de Phillips, que está longe de ser dos meus preferidos, mas que, aqui, faz um trabalho de tirar o chapéu.

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Hark
Planetary 16 – Hark
De Warren Ellis e John Cassaday

A página de apresentação deste número de Planetary diz: “um show de Cassaday”. E é, mesmo. O artista, em parceria com Laura Martin, faz um trabalho de encher os olhos nesta edição. Com destaque para o confronto entre Ah Lien e Lo, que ilustra as primeiras páginas. Simplesmente lindo.

A história? Ah, sim. Simplesmente um diálogo entre Elijah Snow e Anna Hark acerca do envolvimento dela com os Quatro e do destino de Jim Wilder (ver Planetary 4).

Mas a história, na boa, acaba sendo o de menos.

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Os Fatos da Vida!!
Jack B. Quick: The facts of life!!
De Alan Moore e Kevin Nowlan

Descobri Jack B. Quick no ano passado, eu acho, quando pude ler algumas edições de Tomorrow Stories. E logo ele se tornou um dos meus personagens favoritos da revista. Nesta edição, o gêniozinho fica sabendo sobre “pássaros e abelhas” (clara alusão à sexualidade) e, junto com um amigo, vai até Puberdade, uma cidadezinha do Kansas. Cruzando o limite de Puberdade, seu amigo muda de voz, ganha espinhas no rosto e se comporta como qualquer adolescente revoltado.

Simplesmente genial.

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Greyshirt: Pensar
Greyshirt: Think
De Alan Moore e Rick Veitch

Uma história bem diferente do herói Greyshirt (uma homenagem de Moore ao Spirit de Will Eisner), que se passa por inteiro na cabeça de um rapaz, como parte de seus pensamentos.

Muito legal.

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Por que comprar?
Porque Pixel Magazine é a única revista que tu compra com a certeza de que todas as histórias serão boas.

Porque não comprar?
Porque não é todo mundo que vai gostar do teor das histórias dos selos Vertigo e Wildstorm.

Relação Custo/Benefício?
Ótimo. Tá certo que o preço de capa é bem maior que o dos títulos da Panini, por exemplo, mas a certeza de qualidade vale a pena. Aqui, vale a máxima que diz que o que é bom custa caro.

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Pixel Magazine #4
Pixel Media, 100 pág.
R$ 9,90

Guerra Civil #2

In Comics on October 28, 2007 at 20:25

Depois da tragédia de Stamford, entra em vigor a Lei de Registro de Super-Humanos. A partir de então, todo e qualquer indivíduo portador de superpoderes precisa se identificar e se registrar como um agente do governo americano. Aqueles que se negarem serão presos.

Dessa forma, temos de um lado o grupo liderado pelo Homem de Ferro. De outro, está o Capitão América e aqueles que acreditam na liberdade individual acima de tudo.

E a grande jogada a favor de Tony Stark e aqueles que defendem o registro acontece no final desta edição. Em Washington, em frente a câmeras de TV de todo o mundo, o Amigão da Vizinhança tira sua máscara e diz:

– Meu nome é Peter Parker e sou o Homem-Aranha desde os quinze anos.

Sem dúvida, um dos momentos mais importantes das histórias em quadrinhos. Em todos os tempos. Que, infelizmente, perde grande parte do seu impacto, já que a revelação da identidade do aracnídeo rodou o mundo através da internet na época da publicação da minissérie nos Estados Unidos.

Mesmo assim, a narrativa de Millar é tão envolvente e a arte de McNiven tão espetacular que é quase impossível não aproveitar o momento e chocar-se com a revelação.

Página a página, Guerra Civil se consolida como uma das histórias mais significantes dos últimos anos. E uma leitura obrigatória para qualquer fã do gênero.

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Por que comprar?
Leia o último parágrafo da resenha mais uma vez.

Por que não comprar?
Porque a leitura pode não ser o suficiente se tu não estiver acompanhando todos os tie-ins.

Relação Custo/Benefício
Excelente pelo conteúdo. Razoável pelo número de páginas, que se torna pequeno pela importância do que está acontecendo. De qualquer forma, Guerra Civil é indispensável.

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Guerra Civil #2
Civil War #2
De Mark Millar e Steve McNiven
Panini, 44 pág.
R$ 4,90

Alias

In Comics on September 21, 2007 at 01:55

O grande barato desta HQ baseada em Alias é reviver um pouco do seriado (e da heroína) que deixou saudade. Com exceção da Irina, todos os principais elementos da série estão presentes: Jack, Sloane, Marshall, Dixon, Vaughn. Até mesmo Eric e Nadia dão as caras, mesmo que não participem da trama.

Aqui, Sydney Bristow está novamente sob comando de Sloane, trabalhando para a A.P.O. , e tem a missão de recuperar manuscritos de Rambaldi das mãos de um misterioso homem que parece estar sob o efeito de um soro que o transforma em uma espécie de super-humano.

O traço de Ponticelli denuncia uma HQ européia, e pode ser que nem todos curtam esse tipo de arte, bastante diferente do que estamos acostumados nos quadrinhos americanos. Mas a história é bastante ágil, com texto econômico e bastante direto, e deve agradar aos fãs.

Pra quem está procurando algo que fuja ao lugar-comum que vemos mensalmente nas bancas, é uma boa pedida. Apesar de curtinha, a história tem início, meio e um final-teaser, típico dos episódios da série. Pra completar, há um resuminho sobre a protagonista e outro sobre Milo Rambaldi no início da revista, além de um breve comentário sobre o seriado na página final.

Vale a conferida.

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Por que comprar?
Pra ver de novo, mesmo que em quadrinhos, uma das heroínas favoritas de todo nerd, Sydney Bristow. Dá até vontade de rever a série.

Porque não comprar?
Porque pode não ter graça nenhuma pra quem nunca viu ou sequer ouvir falar do seriado, que acabou (aqui e nos EUA) faz algum tempinho, já.

Relação Custo/Benefício?
Razoável. É legal, a edição é caprichada, mas o preço de capa é um pouco salgado.

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Alias
Buena Vista Lab #2 – Alias
De Pierluigi Cothran e Alberto Ponticelli
Panini, 68 pág.
R$ 12,50

Heroes, a HQ

In Comics on September 16, 2007 at 22:50

Li no Omelete faz um tempinho, mas só agora vi tempo e oportunidade de comentar: enquanto sai em DVD por aqui, lá fora Heroes terá um encadernado de 240 páginas com os 34 primeiros capítulos da HQ online que saiu no site desde o início da série.

A imagem acima é da bela capa ilustrada pelo não menos que excelente Alex Ross (clica pra ampliar). A notícia ruim é que haverá outra capa, de… argh!, Jim Lee.

A graphic novel deve chegar às lojas americanas em 28 de outubro e terá introdução de Masi Oka (o Hiro) e Tim Sale (que pinta os quadros do Isaac).

Espero que chegue por aqui logo.

Iron Man

In Cinema, Comics on September 10, 2007 at 14:05

Deveras afudê o trailer no Homem de Ferro.

E o Robert Downey Jr. me surpreendeu, ficou muito bom de Tony Stark, impressionante!

Clica aqui pra ver.

Marvel Action #7

In Comics on September 9, 2007 at 23:40

A Vida Secreta de Foggy Nelson
Daredevil #88
De Ed Brubaker e David Aja

Quando eu parei de ler Marvel Action, o Foggy estava morto. Aqui, descobri que não estava, não. Uma pena, porque é o tipo de paradigma que vale a pena ser quebrado quando há uma boa razão por trás (e nenhuma melhor que ver Mat Murdock atrás das grades). De qualquer jeito, é uma boa história, bem escrita e bem ilustrada, como é comum ao Demolidor. Foggy, agora no programa de testemunhas, trata de aprender a viver uma nova vida. Interessante.

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Inimigos da Coroa
Union Jack #1
De Christian N. Gage e Mike Perkins

Acho que a última história do Union Jack que li foi aquela com o Capitão América, na fase do John Byrne (faz tempo isso… bah). Bem legal, aliás. Esse início de arco não empolga muito, apesar dos bons desenhos de Perkins. Acaba ficando no tom aventureiro do grupo de heróis que precisa derrotar o grupo de vilões. Nada de mais, nada de menos.

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O Juramento.
Doctor Strange: The Oath #1
De Brian K. Vaughn e Marcos Martin
Capítulo 1

A melhor história da revista, quem diria? Stephen descobre que seu fiel servo, Wong, está com câncer, e resolve enfrentar um perigoso demônio para conseguir a cura. Ótimo texto de Vaughn, que consegue balancear tensão com humor na dose certa. Ah, sim: e eu gostei demais dos desenhos de Martin. Aconselho a leitura.

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A Noiva do Pantera
Black Panther #16
De A Noiva do Pantera
Parte 3

Francamente, não entendo essa ressurreição do Pantera Negra. Se é por causa dos Illuminatti, que o entregassem para uma dupla criativa decente e, mais ainda, relevante. Hudlin tem momentos lamentáveis, e o que poderia ser uma coisa muito legal (o casamento de T’Challa com Ororo) acaba virando uma encheção de saco sem fim.

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Por que comprar?
Porque, na verdade, não tem nenhuma história realmente ruim.

Porque não comprar?
Porque, na verdade, não tem nenhuma história realmente boa.

Relação Custo/Benefício?
Razoável. Tem que curtir muito os títulos pra encarar.

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Marvel Max #47
Panini, 100 pág.
R$ 6,90

Marvel Max #47

In Comics on August 23, 2007 at 20:30

Algumas coisas me atraíram na hora de comprar esta revista. Já haviam me falado que Marvel Max estava boa novamente, que Nova Onda era muito bom e que o Justiceiro mantinha o nível. Esperei, então, as estréias de Hipérion vs. Falcão Noturno e de uma série nova do Brian Vaughan e resolvi encarar.

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Hipérion vs. Falcão Noturno
Squadron Supreme: Hyperion vs. Nighthawk #1
De Marc Guggenheim e Paul Gulacy

Eu ainda me espanto quando vejo o nome do Paul Gulacy nos créditos de uma HQ… francamente, quantos anos esse cara tem? Eu lia os gibis do Shang Chi quando criança, e eram histórias do anos 70!… Pelas fotos do site, ele deve ser cinqüentão… Mas isso não importa, porque Gulacy continua muito bom, ainda que eu ache que seu traço não combina nada com a colorização artificial de hoje em dia.

Já o nome do Guggenheim me foge à memória, não lembro de já ter lido algo dele. Se li, não me marcou. Assim como não me marcou este encontro/confronto entre Hipérion e Falcão Noturno. Apesar de ser uma história atualíssima, e de o escritor ter se preocupado com isso, em abrir os olhos do mundo para o genocídio do Sudão, o enfoque acaba ficando no conflito entre os dois heróis – uma imitação barata dos seguidos desentendimentos entre o Homem de Aço e o Homem-Morcego.

Bem razoável.

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O sangue que vem das pedras
The Hood #1

De Brian Vaughan e Kyle Hotz
Capítulo 1

Me animei muito ao ver que estrearia uma série do Vaughan, de quem sou fã por causa de Ex-Machina, e acabei me decepcionando. Bastante. O Capuz fala de um vagabundo que, ao tentar realizar um furto, se depara com um ritual e um ser misterioso, de quem rouba o manto e as botas, aparentemente mágicos.

Sei que a sinopse não ajuda, mas é o que consigo dizer deste primeiro número. Isso, e que os desenhos de Kyle Holtz estão realmente abaixo da crítica.

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Nova Onda: Agentes do O.D.I.O.
Nextwave #4
De Warren Ellis e Stuart Immonen

Menos mal que, na seqüência, vem uma história bem divertida. Eu, que estou acostumado com o Ellis tecnológico de Authority, Planetary e Freqüência Global, me surpreendi com o bom humor da série. O traço despojado de Immonen também ajuda, e Nova Onda se torna diversão de primeiríssima.

O enredo? Ah, o enredo é o que menos importa, vai por mim.

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Os escravistas
Punisher MAX #25

De Garth Ennis e Leandro Fernandez
Parte 1

Eis o bom e velho Justiceiro que a gente aprendeu a admirar. Parei de ler por um tempo, mas nem parece. Ennis sabe o que faz, e parece ter encontrado o personagem perfeito em Frank Castle.

Aqui, inicia um novo arco, Os escravistas, focado no comércio de escravas brancas. A última frase, do último quadro, dá bem o tom da história:

– Quando Vorica terminou, eu sabia que muitos homens teriam que morrer.

Sentiu?

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Por que comprar?
Porque o mix continua bom.

Porque não comprar?
Porque, mesmo que o mix seja bom, não há um título essencial em Marvel Max. Há histórias boas, sim, mas nada que mude a tua vida.

Relação Custo/Benefício?
Olha… Pra quem tem vivido dos lançamentos da Pixel, o preço de capa tá muito bom.

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Marvel Max #47
Panini, 100 pág.
R$ 6,90

Astro City – A Primeira Família

In Comics on August 22, 2007 at 19:45

Astra é a caçula da Primeira Família – uma clara alusão ao Quarteto Fantástico. Criada desde sempre entre os membros da superequipe, a menina nunca viu TV, nunca foi ao colégio, nunca pulou amarelinha… ou seja, nunca viveu como uma criança normal. Compreensível, já que Astra é a mais poderosa (e famosa) menina de 10 anos do mundo.

A graça de Astro City está justamente no fato de que os super-heróis fazem parte da paisagem da cidade. Busiek criou um universo muito interessante, em que os heróis são vistos como pessoas normais e podemos acompanhar suas alegrias e tristezas, conflitos internos e, claro, os enfrentamentos com super-vilões.

Apesar disso, a premissa deste A Primeira Família, o foco na garotinha que quer apenas ser uma criança como as outras, não é interessante o suficiente para gerar uma one-shot. Fosse parte de um encadernado e talvez ganhasse mais força. Sozinha, entretanto, é apenas uma leitura rápida e pueril.

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Por que comprar?
Porque, bem ou mal, Astro City é uma ótima série, bem diferente do que a gente vê em banca diariamente.

Porque não comprar?
Porque, apesar disso, não é uma grande história.

Relação Custo/Benefício?
Razoável. A história é legalzinha, mas não passa disso. Quem é fã de Astro City certamente vai gostar, mas não acho que merecesse uma edição única. Ainda mais a esse preço.

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Astro City – A Primeira Família
Astro City Vol.2 #2: Everyday Life
De Kurt Busiek e Brent Anderson
Panini, 44 pág.
Pixel Media, 48 pág.
R$ 6,90

Chuck Norris Karate Kommandos

In Comics on August 20, 2007 at 13:40

Leia aqui.

Sensacional. Recebi do Tiagón.

Guerra Civil #1

In Comics on August 19, 2007 at 19:10

Depois de seis meses, os Novos Guerreiros encontram a oportunidade de incrementar a audiência de seu reality show: enfrentar um grupo de supervilões fugitivos da Ryker parece uma idéia razoável, até Nitro ser acuado por Namorita e… explodir.

O resultado chega a quase mil mortos. A ação, irreponsável, é assistida pelo país inteiro e gera uma grande discussão: deveriam, os super-heróis, serem registrados e devidamente treinados, como qualquer oficial da lei?

Na entrada de uma boate, Johnny Storm, o Tocha Humana, é agredido e entra em coma. No Edifício Baxter, os heróis se dividem em suas opiniões. No aeroporta-aviões da SHIELD, o Capitão América é intimado pela Diretora Hill a intervir e deter aqueles que não estiverem a favor do Governo, coisa que o Sentinela da Liberdade não parece disposto a aceitar.

A grande sacada de Guerra Civil, um evento que abalou definitivamente as estruturas do Universo Marvel, é que todos têm a sua parte de razão. Se, por um lado, o grupo liderado pelo Homem de Ferro tem razão em defender o registro e, principalmente, o treinamento de qualquer super-humano, por outro, os seguidores de Steve Rogers têm o direito de manter suas liberdades individuais, assim como suas identidades. Méritos para o ótimo texto de Mark Millar, que constrói um história realmente relevante.

Mas não apenas. É justíssimo fazer elogios à bela arte de Steve McNiven, assim como a finalização de Dexter Vines e a colorização de Morry Hollowell. A seqüência em que o Capitão América escapa do aeroporta-aviões montando um caça é verdadeiramente espetacular.

O cenário está desenhado. De que lado você vai ficar?

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Por que comprar?
Porque é a grande série da editora desde que eu comecei a ler gibis. Mark Millar fez história, e Guerra Civil, que já terminou nos EUA, redefiniu o papel de importantes personagens da Marvel.

Porque não comprar?
Porque podem fazer falta algumas informações que aparecem nas histórias paralelas. Para saber de tudo, é importante ler os demais títulos que a Panini lista na revista.

Relação Custo/Benefício?
Apesar do poster nas páginas centrais e da reprodução de capas alternativas, Guerra Civil vale, mesmo, pelo seu conteúdo. Por isso, dá pra dar um desconto pro preço, que está longe de ser barato. No fim das contas, vale a pena, sim.

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Guerra Civil #1
Civil War #1
De Mark Millar e Steve McNiven
Panini, 44 pág.
R$ 4,90

Pixel Magazine #3

In Comics on August 2, 2007 at 21:20

Fábulas: O Último Castelo
Fables: The Last Castle
De Bill Willingham e Craig Hamilton

Em O Último Castelo, o Garoto Azul conta para Branca de Neve, a governadora da Cidade das Fábulas, o episódio em que as últimas fábulas foram encurraladas no castelo que representava o último portal para a liberdade. Num tom melancólico, o rapaz lembra do ataque das hordas d’ O Adversário, de como conheceu a Chapeuzinho Vermelho, da bravura de homens como o Coronel Bearskin e de como muitos morreram para que poucos pudessem sobreviver.

O primeiro pensamento quando a gente lê Fábulas pela primeira vez é algo como: “por que eu não pensei nisso antes?” A premiadíssima série criada por Bill Willingham nada mais é do que uma adaptação daqueles personagens dos contos de fada, das historinhas que líamos quando crianças. Além dos já citados, Robin Hood e o Lobo Mau, entre outros, são personagens de enredos realmente sensacionais.

Belo texto. Bela arte. Bela série.

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Sol poente
Hellblazer 142 – Setting sun
De Warren Ellis e Javier Pulido

A primeira história da revista só não é a melhor porque, na seqüência, vem Constantine em uma história deveras horripilante. John é chamado com urgência por uma amiga: um de seus inquilinos, que morrera no dia anterior, reapareceu na sua cama. O homem em questão se chama Yamagata, ele é japonês e voltou ao mundo dos vivos porque tem uma história a contar e uma coisa a fazer.

E então, passa a relatar as atrocidades por ele, um médico recém formado, na Manchúria Chinesa, em 1940. Em certo momento, Yamagata diz: “você precisa entender. Estávamos loucos”.

Se eu contar o que ele fez, e o que ele precisa fazer (com a ajuda de Constantine), corro o risco de estragar a leitura de alguém. Vou só dizer que é realmente creepy, mas excelente. Ellis escreve demais, e aqui presta – mesmo sem querer – uma bela homenagem a Stephen King.

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Canções da Criação
Planetary 15 – Creation songs
De Warren Ellis e John Cassaday

Quando tu pensa que já leu de tudo, lá vem Warren Ellis pra iluminar tua vida. Essa história é mais uma prova da excelência da Planetary, uma das melhores séries já escritas.

Aqui, Ellis remonta a fábula dos Anciões, que “cantaram o mundo todo à existência”: no início dos tempos, quando a Terra era “uma planície infinita de escuridão”, foram esses os seres que deram origem a tudo que existe. Nos dias atuais, Elijah Snow leva Jakita e o Baterista a um lugar onde os Quatro tentam acessar o espaço dos sonhos.

Planetary é daquelas leituras realmente intrigantes, e o mais comum é tu acabar a história com muito mais perguntas do que respostas. E esse, exatamente, é o charme da série.

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The Cobweb: A Última Valsa
The Cobweb: Waltztime
De Alan Moore e Melinda Gebbie

Para completar o número de páginas, eis mais uma pequena história da Cobweb, que muitos odeiam, imploram para que a Pixel pare de publicar, mas que não é de todo ruim.

Explorando um planeta distante, a heroína é inebriada pelo que seriam espectros dos habitantes e precisa ser resgatada por sua fiel escudeira Clarice, para não ficar perdida no espaço sideral. Nada de mais, nada de menos, mas se a editora quer publicar antologias, Tomorrow Stories tem coisas muito melhores para oferecer.

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Por que comprar?
Porque Pixel Magazine é, provavelmente, o melhor gibi publicado em banca.

Porque não comprar?
Porque tu prefere o arroz-e-feijão dos X-Men e do Superman, de repente.

Relação Custo/Benefício?
Ótima. Três das quatro histórias são sensacionais, Cobweb vem de brinde. Além disso, a revista tem uma boa introdução sobre Fábulas e, em suas páginas finais, traz um aperitivo do que a Pixel vai publicar na seqüência.

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Pixel Magazine #3
Pixel Media, 100 pág.
R$ 9,90

100 Balas

In Comics on July 17, 2007 at 21:45

Sabe aquela série da qual tu ouve falar muito bem mas não tem a oportunidade de acompanhar, por motivos diversos? Uma delas, pra mim, sempre foi esta 100 Balas, que eu viria a conhecer graças à Pixel.

Atire primeiro, pergunte depois foi um dos primeiros lançamentos da editora, lá em maio. Esta edição traz os três primeiros números do título original, além de uma one-shot publicada em uma antologia da Vertigo.

Após três anos confinada, Dizzy deixa a prisão ainda marcada por uma tragédia pessoal: seu bebê e seu marido, Hector, foram assassinados à sangue-frio por uma gangue rival.

Ao menos, é o que ela pensa.

A caminho de casa, Dizzy é abordada por um estranho que lhe diz que ambos foram mortos por uma dupla de policiais corruptos. O Agente Graves lhe entrega uma maleta com uma arma, 100 balas impossíveis de rastrear, além de provas irrefutáveis de que sua afirmação é a mais pura verdade.

E mais: Graves garante que, caso resolva tomar alguma atitude a partir do conteúdo da maleta, Dizzy terá carta-branca.

Se Dizzy vai ou não se vingar, tu só vai descobrir lendo Atire primeiro, pergunte depois.

Certamente uma das melhores séries policiais dos últimos anos, 100 Balas não é aclamada ao acaso. Os vários prêmios recebidos, entre eles o Eisner, se justificam por completo.

Vá até a banca mais próxima e boa leitura!

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Por que comprar?
Porque a edição da Pixel é bem acessível.

Porque não comprar?
Porque a série já vem sendo publicada pela Opera Graphica em edições caprichadas, com capa dura e tudo mais.

Relação Custo/Benefício?
Muito bom. O preço pode não ser o melhor pra uma revista de menos de 100 páginas, mas o conteúdo vale muito à pena. Sem contar, é claro, que sempre é bom dar uma força pra Pixel nesse início de trabalho.

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Atire primeiro, pergunte depois
100 Bullets #1-#3
100 Bullets: Silencer Night

De Brian Azzarello e Eduardo Risso
Pixel Media, 84 pág.
R$ 8,90

Authority apresenta

In Comics on July 16, 2007 at 00:25

Assim como eu faço questão de elogiar a Pixel quando os caras publicam coisas sensacionais, vou chutar o balde quando eles fizerem besteira. Então, aí vai o aviso: não compre esta revista.

Pronto. Agora que já chamei tua atenção, vou explicar melhor: Authority é uma das melhores séries dos últimos anos, foi criada pelo Warren Ellis, que escreveu os primeiros números, depois passou pelas mãos do Mark Millar e, agora, está com Grant Morrison. Ou seja, a Pixel tem muita coisa boa pra publicar por aqui. E o que eles fazem? Escolhem dois especiais sem pé nem cabeça que sequer fazer parte da cronologia oficial do grupo.

Sabe quando um treinador resolve colocar em campo três zagueiros achando que tá fortalecendo a defesa? Aquela coisa de só ter zagueiro ruim e achar que tá resolvendo o problema colocando três pra jogarem juntos, e não apenas dois? Sem se ligar que ele está apenas piorando o problema, já que são três caras ruins garantidos no time? Pois parece que a Pixel pensou assim. Achou que, colocando duas historinhas meia-boca numa revista, teria uma edição decente.

Mas não. Apenas fez uma edição ruim.

Na primeira história, A Noite do Demônio, a Balsa é atacada por zumbis, enquanto uma embarcação soviética ataca São Petersburgo. No mesmo momento, um homem chamado Adam Bomb, que deveria estar morto, reaparece no Novo México. O roteiro é quase incompreensível, os desenhos deixam muito a desejar e a história termina do nada, sem mais nem menos.

A segunda, ao menos, tem Garth Ennis e Glenn Fabry e traz um personagem bem divertido, um tal de Kev. Mas, também, é só isso. A história não passa de engraçadinha, divertidinha ou qualquer adjetivo similar. De tão metida à besta, de tão sem propósito, parece até que foi escrita pelo Daniel Way.

Enfim, a Pixel pisou na bola feio. Quando tu ver essa edição em banca, passa reto. Guarda teu rico dinheirinho que a editora tem muita coisa boa ainda pra lançar.

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Por que comprar?
Pra ter a coleção completa? Francamente, não sei.

Porque não comprar?
Porque é uma edição bem ruinzinha, as duas histórias são abaixo da crítica.

Relação Custo/Benefício?
Péssimo. A sensação é de ter jogado dinheiro fora.

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Authority apresenta: Kev + A Noite do Demônio
The Authority Annual 2000
De Joe Casey e Cully Hamner
The Authority: Kev
De Garth Ennis e Glenn Fabry
Pixel Media, 84 pág.
R$ 8,90

Terra Infernal

In Comics on July 8, 2007 at 22:40

Quando soube que a Pixel começaria a lançar muita coisa boa por aqui, esta foi uma das revistas que mais me chamou a atenção. Acompanho o Authority desde as primeiras edições lançadas pela Pandora Books. Comprei não faz muito o segundo encadernado da Devir, Sob Nova Direção e fatalmente devo comprar o primeiro, Sem Perdão.

Então, que quando vi este Terra Infernal na banca, meus olhos brilharam. Comprei sem nem folhear (como faço de costume). E não me arrependi nem um pouco. Ao contrário, aliás.

Vamos à história: subitamente, várias cidades ao redor do mundo começam a sofrer mudanças climáticas. Um tornado ataca Roma. Nova York é vítima de um maremoto. Em São Francisco, a lava de um vulcão em erupção toma as ruas. O Authority se desdobra para resolver a situação, enquanto, em Sydney, o Doutor de recupera de uma overdose de heroína.

A explicação para os eventos é encontrada em uma prisão situada 20 milhões de anos A.C., onde o antigo Xamã da Terra cumpre pena por genocídio. A culpa, entretanto, não é daquele que já foi um Doutor, mas do próprio planeta que, assustado com acontecimentos anteriores (leia o arco Trevas Cósmicas), resolve acabar com todos os problemas extingüindo a vida na Terra.

Assim, simplesmente.

Pode parecer bizarro, e é, mas não espere nada diferente vindo da mente insana de Warren Ellis. A primeira parte da história, ilustrada por Chris Weston, não é tão boa assim. Mas quando Frank Quitely assume os pincéis, a trama dá um salto de qualidade absurdo. E eu aviso: é impossível parar de ler antes de saber como a história termina.

Diferente de Planetary, que tem histórias fechadas em si que ligam-se umas às outras por detalhes, Authority costuma ter arcos de quatro partes e, por isso, deve ser lançada pela editora apenas em edições especiais. De um lado isso é bem ruim (pois temos que esperar uma nova edição sem a mínima previsão), mas, de outro, é muito bom, pois nos permite ler o arco inteiro de uma vez só.

Authority – Terra Infernal é um dos melhores lançamentos da nova safra advinda da Pixel. Se tu tiver a oportunidade de comprar, não vacile. É o tipo de gibi que dá gosto de ler.

E reler.

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Por que comprar?
Porque este é um grande título, que enfim chega por aqui de uma forma viável (e não em encadernados de mais de 40 reais).

Porque não comprar?
Porque, apesar de ser um arco completo, quem desconhece a história do grupo pode ficar levemente perdido e não aproveitar tanto assim.

Relação Custo/Benefício?
Se tu for comparar com as edições de 100 páginas da Panini, vai ver que o preço é bem maior. Mas, se é verdade que o que é bom custa caro, os preços praticados pela Pixel se justificam plenamente. Incluindo este.

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Authority – Terra Infernal
Authority #17 – #20
De Mark Millar, Chris Weston e Frank Quitely
Pixel Media, 100 pág.
R$ 9,90

Freqüência Global 1

In Comics on July 2, 2007 at 23:55

Um homem sofre convulsões no meio da rua. Ao ser abordado pelo Agente 288, John Stark, ele foge, sem rumo, espalhando Radiação Hawking pelo caminho e anunciando a iminente formação de um buraco negro.

Começa assim o primeiro número de Freqüência Global, mais uma genial criação de Warren Ellis. Se o Authority quer proteger o mundo a qualquer custo e o Planetary se propõe a descobrir a história secreta do mundo, aqui temos uma organização criada por causa “do lixo que a humanidade produz, das bombas que ainda não explodiram” – nas palavras de sua líder, Miranda Zero.

O homem em questão é Janos Voydan, um vestígio da Guerra Fria capaz de transportar uma ogiva nuclear de um abrigo na Rússia até o centro de São Francisco. E é tarefa da Freqüência Global, e de seus 1001 agentes ao redor do mundo, detê-lo.

Na grande confusão que sempre foi a publicação de quadrinhos ditos adultos no Brasil, Global Frequency chegou por aqui na virada de 2003 para 2004, pela falecida Pandora Books. Foram seis dos 12 números originais, que talvez tu encontre em lojas especializadas.

Vale muito a pena dar uma procurada. Essa, certamente, é uma das séries mais interessantes que já conheci.

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Freqüência Global 1
Global Frequency #1
De Warren Ellis e Garry Leach
Pandora Books, 28 pág.
R$ 7,90

De Volta para Casa

In Comics on June 30, 2007 at 20:15

Me empolguei tanto com os novos lançamentos da Pixel que, quando vi o nome Alan Moore na capa de WildC.A.T.S. – De Volta para Casa, de alguma forma aquilo me pareceu muito sensacional. Quando vi a revista em banca, fui um dos primeiros a comprar, fiquei feliz da vida, achei que tinha feito um baita negócio.

Pois eu caí no conto do vigário, isso sim. Mas é bem-feito, por eu ter acreditado que poderia sair alguma coisa de bom da maldita Image e da cabeça-de-porongo do Jim Lee.

Moore, francamente, se perdeu. E nem os bons desenhos de Charest se salvam com o colorido absurdamente artificial dessa série, que cheira aos decadentes anos 90 do início ao fim. Os personagens são uma piada, a trama é ridícula, e eu sou um mané por ter gastado dinheiro nesta droga.

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Por que comprar?
Porque tu gosta de jogar dinheiro fora.

Porque não comprar?
Leia novamente o último parágrafo do texto.

Relação Custo/Benefício?
O custo é bem menor, em relação aos encadernados da Devir, por exemplo. Mas o conteúdo é tão lamentável que a relação custo/benefício só poderia ser péssima.

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WildC.A.T.S. – De Volta para Casa
WildC.A.T.S. #21-#27
De Alan Moore, Travis Charest e outros
Pixel Media, 212 pág.
R$ 29,90